quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Psicologia Geral - Inteligência


Inteligência: capacidade cognitiva muito valorizada é um construto (capacidade cognitiva) tem a ver com a utilização de todos os recursos cognitivos e do meio ambiente para a resolução eficaz de problemas. É mais inteligente um indivíduo que consegue actuar com todos os processos cognitivos que tem.

Está relacionada como a capacidade de adaptação ao meio ambiente, na espécie não humana, a inteligência é utilizada em termo de adaptação no meio ambiente.

Inclui raciocínio lógico, abstracto, bom senso, desempenhos académicos e profissionais.

Avaliação: diferentes fases de avaliação
Galton: começou a estudar as árvores geneológicas (árvore da família) se a inteligência é hereditária.
A figura que tinha estatuto e sucesso profissional é devido ao grau familiar. Percebeu que a inteligência era hereditária. Começou a fazer experiências de testar os processos sensoriais das pessoas para testas a inteligência.
Mostrava as pessoas que julgava inteligentes e analisava o tempo de reacção. O apito de Galton, apitava e avaliava o tempo de reacção. Segundo Galton, os inteligentes demoravam a reagir menos tempo. E adoptou ainda as medidas antropométricas, e via o tamanho da cabeça.
Foi bastante criticado. Foi o primeiro autor a desenvolver as estratégias para medir o nível de inteligência e que utilizava medidas estatísticas para obter rigor na avaliação.

Alfred Binet – foi o primeiro autor a construir um teste de inteligência – o Simon, recorreu de uma necessidade, começou a perceber que havia crianças que acompanhavam bem o que se aprendia na escola, e outras não. Pediu-se a Binet que constitui-se uma estratégia para avaliar as crianças que conseguiam acompanhar o ensino regular, e as que não conseguiam.
Escala métrica da inteligência:
A inteligência é uma capacidade muito geral e inclui itens e tarefas, como escrever ou desenhar, fazer cálculos. E desenvolve-se ao longo da vida.
Avaliar a inteligência a uma criança de 4 anos tinha de ser diferente que avaliar a inteligência de crianças de 10 anos. Então criou estratégias de avaliação para várias idades.
Há um conceito fundamental que é a IM – idade mental à reflectia a capacidade cognitiva da criança.
Uma criança de 6 anos aplicava-se um teste de 6, se passasse aplicava o de 7, o mesmo, se não passasse aplicava-se o de 5.
Binet começou a fazer uma revisão das EMT (teste) e publicou uma nova versão que não acabou porque faleceu. Foi concluída pelos estudantes de stanford.
Inclui por sugestão de um autor chamado Stern:
Quociente da inteligência: QI= (IM/IC) x 100
Apresentou limitações, era aplicada a uma faixa etária muito restrita, se o máximo da idade mental fosse 18 e o indivíduo fosse de 20, a escala revelava-se insuficiente.

Wechsler, em 1939, desenvolveu uma escala que é utilizada em psicologia:
As siglas são WAIS (a partir dos 16 anos – adultos) e WISC (para crianças)
Sub-escala: verbal (as respostas são dadas verbalmente) e de realização (a pessoa realiza uma tarefa, construir puzzles, e manipula ao produzir modelos com graus de dificuldade diferentes. Permite avaliar um QI verbal, um QI de realização e QI total.

E foi importante porque padronizou todos os resultados, Wechsler defendeu que tínhamos de comparar o QI com pessoas com a mesma idade. Existe uma tabela de padronização – comparar com resultados médios.
 Classificações da inteligência
Abordagens psicométricas baseiam-se em procedimentos estatísticos e análises factoriais (procedimentos estatísticos em que sabemos que determinados itens agrupam-se – permite extrair ou agrupar valores.

SpearmanEstatística – A inteligência era constituída por um factor geral – factor G – era activado em toda e qualquer actividade cognitiva (fazer um desenho incluía o factor G) está presente em todas as actividades mentais e cognitivas e é hereditário.
O factor G implicado em todas as tarefas, havia os factores específicos – factor S.
Se a tarefa fosse cálculos matemáticos tinha a ver com o factor G, levava um factor numérico (especifico), escrever texto – factor G verbal. Há sempre o factor G e específicos. É aceite na psicologia actual. Quando utilizamos aquele teste é geral.
Matrizes progressivas de Raven – selecção pessoal, orientação vocacional:
+ - +
- + X
Qual é o X?
D48 e D70 são peças de dominó, avaliam o factor G.

Thurstone – discorda completamente de Spearman. A inteligência não é constituída por um único factor geral, mas por 5 factores – Aptidões mentais primárias:
- Raciocínio lógico
- Factor espacial
- Factor numérico
- Factor verbal
- Fluência verbal
Teste PMA – aptidões mentais primárias e são avaliadas esses factores.

Cattel – defende 2 existências fundamentais: fluida e cristalizada.
Fluida – inteligência que usamos para resolver problemas que são novos. Diminui com a idade é associada ao pensamento convergente.
Cristalizada – tipo de inteligência que usamos na resolução de problemas que não são novos, são rotineiros às vezes. Aumenta com a idade.

Inteligência múltipla
Esta abordagem baseia-se muito em estudos de caso de pessoas que tinham lesões cerebrais ou traumatismos que amanheciam algumas capacidades e perdiam outras. Defende que não existe uma inteligência, mas várias inteligências que são independentes umas às outras, o que podemos ser muito bons em matemática e fracos a música.

Sternberg: perspectiva triarquica:
Académica: inteligência facilita/promove bons resultados académicos
Prática: a inteligência é utilizada na resolução de problemas do nosso dia-a-dia.
Criativa / divergente: capacidade que uma pessoa tem de resolver os problemas de forma criativa.

Gardner:
- O boneco teve sucesso a fazer cálculos matemáticos: inteligência lógico-matemática;
- Rapaz a passar com uma tábua por uma porta: inteligência espacial;
- Rapaz a assobiar e um a tapar ouvidos: inteligência musical;
- Ringue de patinagem e um teve um acidente: inteligência corporal cinestésica (dançar, patinar);
- Rapaz a ler: inteligência linguística;
- Introspecção - pensar sobre nós próprios e sobre o mundo – inteligência intrapessoal;
- Habilidade de estabelecer contacto – inteligência inter-pessoal.

Processamento de informação:
Psicologia cognitiva não é importantes os elementos da inteligência e quantos existem. Querem perceber a estratégia cognitiva que distinguem das pessoas mais inteligentes das menos inteligentes.

Hereditariedade vs meio
As investigações baseiam-se em gémeos e crianças adoptadas num estudo correlacional.
Avaliou-se a inteligência a crianças adoptadas e às mães biológicas e às que cuidam. A inteligência têm um componente hereditário, mas a qualidade do meio é importante.



2 comentários:

  1. Tem como colocar as referências? pq eu queria usa como base em um trabalho, obrigada! :*

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    1. não tenho referencias porque são apontamentos de aulas. mas tens o livro de Gleitman "Psicologia" é um grnade vermelho.

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