domingo, 9 de dezembro de 2012

Psicopatologia


PSICO-Psyché (psíquico) + PATO-pathos (sofrimento, paixão) + (conhecimento)

Saber, LOGIA-(logos) sobre o sofrimento, patos da mente (psique). (grego)

A psicopatologia é um ramo da ciência que trata da doença mental, das suas causas, das mudanças estruturais e das suas formas de manifestação. É um conjunto de conhecimentos referentes a uma doença mental do ser humano.

Principais escolas psicopatológicas: Psicopatologia Descritiva: Interessa-se principalmente pelas alterações psíquicas, aquilo que caracteriza a vivência patológica como sintoma mais ou menos típico. Função: descrever e rotular os sintomas. Psicopatologia Dinâmica: Interessa-se pelo conteúdo das vivências, os movimentos internos dos afectos, desejos e temores do individuo, a experiência particular e pessoal e não é necessariamente classificável em fenómenos descritos como na descritiva.

Karl Jaspers: Responsável pela independência da psicopatologia. Sentir (capacidade empática para compreender sentimento/sofrimento do outro), aprender e reflectir sobre o que realmente acontece na psique humana. Jean Piaget: Um fenómeno é smp biológico nas suas raízes e social na sua extensão final. Modelo bio+psico+social.

Normal (Regra/comum/frequentes, ausência de doença) e patológico (classificações abusivas, sofrimento do sujeito)

Variáveis: Intensidade, frequência, aspectos culturais, quotidiano, religião, etc.)

Avaliação clínica: Caracterização dos problemas e sintomas psicológicos, Agrupamentos dos sindromas, Diagnostico da perturbação e Intervenção terapêutica.

História clínica: Motivo da consulta (intrínseca, extrínseca e/ou recusa); Antecedentes pessoais (gravidez, adolescência, doenças, hobby, consumos, sexualidade); Antecedentes familiares (obter informações que possam ajudar a compreender o problema); Doença actual; Observação sistematizada (discurso, aspecto, reacções iniciais à relação com o terapêuta).

Modalidades da entrevista: Estrut, livre e semi-estruturada. Directiva e não directiva.

Características da entrevista: Ocorrer num contexto de confiança mútua. Atitude empática e descritiva.

Foco da entrevista: Quantificação e avaliação funcional dos sintomas e cognições, compreensão das vivencias e avaliação das crenças.

Objectivos da entrevista: Permitir a descrição do estado actual do sujeito.
Ordenação dos fenómenos em psicopatologia: Psicodiagnostico: O estudo da doença mental inicia-se pela observação das suas manifestações. Para isso, precisamos fazer definições, classificações, interpretações do indivíduo. Sem um diagnóstic aprofundado não se pode compreender adequadamente o doente, o seu sofrimento e nem escolher o tipo de estratégia terapêutica mais adequada. É um meio de auxílio no diagnóstico.
Avaliação: Feita sobretudo na entrevista, em conjunto com as observações detalhadas do doente, são a pedra angular do conhecimento da psicopatologia. Dois princípios da entrevista: Anamnese: a história dos sintomas e sinais/signos que o doente tem apresentado ao longo da sua vida, dos seus antecedentes pessoais e familiares, assim como da sua família e meio social. Exame Psíquico, ou Exame de estado mental. pode ser um excelente instrumento de aproximação afectiva. A Entrevista inicial: é considerada um momento crucial no diagnóstico e tratamento em saúde mental. Deve produzir no doente uma sensação de confiança e esperança no alívio do seu sofrimento. Na apresentação: é conveniente que o profissional se apresente, dizendo o seu nome, profissão, especialidade e, se for o caso, o motivo ou razão da entrevista. A confidencialidade, a privacidade e o sigilo podem ser explicitamente garantidos no caso de o doente ser tímido ou se mostrar desconfiado, mas podem ser revelados em ideias, planos ou actos de auto ou hetero-destructivos.
Transferência e contra-tranferência (Freud): A transferência reflecte que os adultos não superaram a sua dependência infantil. O doente projecta inconscientemente, no psicólogo, os sentimentos mantinha pelos seus pais durante a infância. A contra-transferência é a transferência que o profissional estabelece com o doente, onde o profissional projecta inconscientemente no doente sentimentos que nutria no passado por pessoas significativas de sua vida. Simulação: é a tentativa de criar, apresentar voluntariamente um sintoma, sinal ou vivência que realmente não tem, diz ouvir vozes, sentir dores, para obter dispensa do trabalho ou para não ir para a prisão. Dissimulação: acto de esconder/negar voluntariamente a presença de sinais e sintomas. Relato do caso após a entrevista: Enquadramento da entrevista, com os sintomas, as vivências subjectivas e os conflitos demonstrados pelo doente. Podendo iniciar um tratamento psicoterapêutico.
 

Semiologia: é o estudo dos sintomas da doença, que facultaa identificação de alterações físicas e mentais, formular diagnósticos e sugerir terapêuticas. É a ciência dos signos (tipo de sinal/ as vivências subjectivas relatadas pelo doente e suas queixas. Ex: A febre pode ser um sinal/signo de uma inflamação.

Forma e conteúdo dos sintomas: Forma: A sua estrutura básica, relativamente semelhante nos diversos doentes (alucinação, delírio). Conteúdo: aquilo que preenche a alteração estrutural (conteúdo de culpa, religioso, de perseguição). à é mais pessoal e depende da história de vida do doente (sobrevivência, segurança e a sexualidade)

à PERTURBAÇÕES DO SONO:

Insónia: Deriva: stress, depressão, fármacos, lesões hipotálamo ou do tronco cerebral.

Roncopatia: o ressonar é o ruído provocado pela passagem do ar nas vias respiratórias obstruídas, durante o sono. As causas mais frequentes: obesidade; excessivo desenvolvimento da úvula (campainha) e do véu do palato. 30% da população adulta ( masc+40ª). 5% associa-se a pausas respiratórias durante o sono, constituindo um sintoma de apneia do sono.

Apneia do Sono: pausas da respiração durante o sono (superiores a 10 seg), ressonar intenso, dores de cabeça matinais, sonolência diurna excessiva, hipertensão arterial, irritabilidade e perda de interesse sexual. Diminui a qualidade de sono à noite. Apneia obstrutiva: obstrução à circulação do ar nas vias respiratórias. Apneia central: redução do estímulo cerebral que controla a respiração.

Narcolepsia e Cataplexia: caracterizada por sonolência diurna excessiva, quedas por adormecimento brusco.

Parassónias: (sonambulismo, pesadelos e terrores nocturnos)

à PERTURBAÇÕES DO HUMOR - dividem-se em Perturbações Depressivas (depressão unipolar), Perturbações Bipolares e em duas perturbações baseadas na etiologia.

AFECTO: labilidade. Alterações do humor: 2 pólos básicos: 1.Depressivo: hipotimico - toda e qualquer síndrome depressiva. 2.Maníaco: hipertimico - humor alterado no sentido da exaltação e da alegria…Distimia: Alteração do humor.

àPERTURBAÇÕES DA PSICOMOTRICIDADE

Instabilidade psicomotora: criança não consegue começar e terminar a brincadeira e é assim com todas as suas produções corporais. Há dificuldade em inibir os seus movimentos, provocando acções explosivas e agressivas.

Inibição psicomotora: o suj não usa o seu corpo p se relacionar com o exterior (mundo/outros). Oposto da instabilidade. Demonstra cansaço, Pouca expressão facial e corporal.

Dispraxia: dificuldade na associação de movimentos para realizar uma tarefa. Há um transtorno espacial (dificuldade na lateralização, na nomeação de objectos, letras em espelho, assimetria nos movimentos).

A paratonia é a persistência de uma rigidez muscular.

A sincinesia é caracterizada pela acção de músculos que não actuam em determinado movimento. Ex: a criança fecha tb a mão esq qd pega um objecto com a mão direita.

PERTURBAÇÕES DO PENSAMENTO

O pensamento pode ser analisado segundo: curso (modo como o pensamento flui/velocidade e ritmo ao longo do tempo), forma (organização do pensamento/conteúdos), conteúdo (assunto em si), elementos constitutivos do pensamento. Conceito: forma-se a partir das representações, através dos passos da eliminação de caracteres de sensorialidade e através da generalização. Juízo: forma-se a partir de relações entre conceitos básicos. Ex: mesa + robustez = A mesa é robusta. Raciocínio: desenvolve-se a partir de relações entre os juízos, formando novos juízos.

PERTURBAÇÃO DO PENSAMENTO:

Fuga de Ideias: Aceleração excessiva do discurso leva à perda da linha associativa. (maníacos)

Inibição do Pensamento: Há perda da capacidade criativa dos conteúdos. (esquizofrenia e depressão)

Perseveração: Insistência em um ou em poucos temas.

Mussitação: Repetição quase inaudível de frases e palavras.

Embolalia: Inclusão de frases ou palavras sem articulação lógica com o discurso.

Ecolalia: Repetição de palavras refereidas pelo interlocutor.

Verborreia: Repetição, durante dias, semanas e até meses, de palavras e frases pronunciadas em tom de voz monótono, declamatório ou patético. (estados demenciais, psicoses confusionais, esquizofrenia-catatónica)

Prolixidade: Excesso de detalhes supérfluos.

Pensamento Obsessivo: Pensamento que se impõe ao paciente, contra a sua vontade e que é reconhecido pelo paciente como dele mesmo.

Interrupção do Pensamento: Quebra do curso do pensamento, com/sem perda total da idéia.

Fusão/Condensação: Fusão de dois ou mais pensamentos criando um terceiro ou outros ou novas palavras, sem relação lógica.

Desagregação: Perda das associações.

Delírios: Ideias irreais, com firme crença por parte do paciente. (Delírios de perseguição-paranóia; de grandeza; místicos).

Roubo do Pensamento: Interpretação delirante da interrupção do pensamento.

Percepção Delirante: Atribuição de um significado irreal a um objecto real do ambiente.

Interpretação Delirante: Atribuição de um significado irreal a uma vivência passada.

Cognição Delirante: surgem inesperadamente, sobretudo no início de surtos psicóticos. As vivências dispensam por completo de conexões significativas com quaisquer dados perceptivos ou representativos concretos. Ex: Subitamente, constatei que a situação significava qualquer coisa de mau, mas eu não sabia o quê.

 

à PERTURBAÇÕES DA PERCEPÇÃO: Alucinação:  é a percepção real d1objecto inexistente, ou seja, são percepções sem um estímulo externo. A incapacidade para distinguir entre o externo e o interno, o real e o imaginário, o controlável e o imposto.

 

à PERTURBAÇÕES DA CONSCIÊNCIA (estado de lucidez) E DA ORIENTAÇÃO

Delirium: definido como uma perturbação da consciência e da cognição que se desenvolve num curto período (horas a dias). São perturbações da orientação: a desorientação orgânica (dificuldade de se situar correctamente quanto a data, hora e local) a dupla orientação (forma alternada ou simultânea de orientação em relação a parâmetros incorrectos e correctos), angústia, agitação ou lentificação psicomotora, ilusões e alucinações visuais.

ATENÇÃO: não confundir DELIRIUM (quadro sindrômico com alteração do nível de consciência) com DELIRIO (alteração do juízo de realidade, ideias delirantes).

CONSCIÊNCIA: Capacidade neurológica de captar o ambiente e de se orientar de forma adequada.

Estreitamento: é a redução quantitativa e qualitativa da consciência.

Entorpecimento: diminuição ou perda da lucidez e da vigília. A atenção dificilmente se foca ou se mantém. Ocorre em situações de febre, avc, tce, etc.

Obnubilação: diminuição da consciência associada à presença de um conteúdo anormal na consciência. Geralmente acompanhado de distúrbios sensório-perceptivos e do pensamento, ex: delirium.

Estado Crepuscular: Estreitamento do campo da consciência, com atenção exclusiva para determinada vivência interior e suspensão (ou diminuição) da capacidade de resposta a estímulos vindos do meio externo. Diminuição das respostas a estímulos exteriores. O pensamento está, em diferentes graus, enevoado (até à confusão). Ele aparece e desaparece de repente e dura de poucas horas a uma semana, ocorrendo nesse período actos explosivos violentos e episódios de descontrole emocional.

ORIENTAÇÃO: Capacidade de situar-se em relação a si e ao mundo no tempo e no espaço.

Orientação autopsíquica (subjectiva): é a orientação do indivíduo com relação a si mesmo. Ex: como se chama, que idade tem, qual sua nacionalidade, profissão, etc.

Orientação alopsíquica (tempo): é a orientação do sujeito em relação ao mundo, tempo e espaço, onde se encontra, tempo em que vive, dia da semana, do mês, etc.

Desorientação apática: o paciente está lúcido, mas há falta de interesse, inibição psíquica ou insuficiente energia psíquica para a elaboração das percepções e raciocínio. Percebe o ambiente, mas não forma um juízo sobre a sua própria situação. (esquizofren)

Desorientação amnésica: relativa ao bloqueio dos processos mnésicos. Incapacidade de fixar acontecimentos, incapacidade de orientar-se no tempo, espaço.

Desorientação delirante: Ocorre quando o indivíduo está vivenciando ideias delirantes, intensas, pelas quais crêem, com convicção que estão a habitar o lugar dos seus delírios. Exemplo, o doente pode afirmar que está no inferno ou noutro planeta.

Dupla orientação: permanência simultânea da orientação verdadeira ao lado de uma falsa (esquizofrenia). Ex: acredita estar no inferno ou numa prisão.

Desorientação com turvação da consciência: a pessoa encontra-se desorientada pois está com comprometimento do nível de consciência. Ocorre no delirium, seja no causado devido ao álcool ou por doenças físicas e/ou medicamentos.

Desorientação oligofrênica: Ocorre em indivíduos com graves deficits intelectuais, por incapacidade ou dificuldade em compreender o ambiente.

 

à PERTURBAÇÕES DA MEMÓRIA

-Tipos de memória: Memória imediata/curtíssimo prazo (de poucos segundos até 1/3min): capacidade de reter o material imediatamente ao ser percebido…Memória recente ou de curto prazo (últimos dias): Operacional, serve para gerir a realidade actual…Memória passado recente (últimos meses)Memória remota/longo prazo (de meses até anos): capacidade de evocar informações e acontecimentos do passado, pode ser declarativa: episódica (eventos) ou semântica (factos)...Memória de trabalho: amplo conjunto de habilidades cognitivas que permitem que informações novas e antigas sejam mantidas activas, com o objectivo de realizar determinada tarefa… Memória explícita e declarativa: processo de registar e evocar de forma consciente e voluntária informações referentes a pessoas e eventos autobiográficos, assim como conhecimentos factuais…Memória implícita: responsável pelo estabelecimento de aptidões e hábitos que, uma vez aprendidos, não precise que pense conscientemente neles: comer, falar, caminhar… Memória episódica: memória para eventos específicos da experiência pessoal do indivíduo. Refere-se à recordação consciente de factos reais previamente ocorridos.

 

-Alterações quantitativas:

Hipermnésias: as representações mnésicas ocorrem muito depressa, ganhando em número, perdendo clareza e precisão (estados febris, induzida por drogas e acidentes que põem em perigo a vida).

Amnesias (hipomnesias): Perda da memória: seja a da capacidade de fixar ou a da capacidade de manter e evocar conteúdos mnésicos.

Amnesia anterograda: perda a memória para fatos ocorridos antes do início da doença.

Amnésia Retrógrada: é a perda da memória onde o indivíduo esquece os factos  que ocorreram antes do traumatismo.

-Aterações qualitativas (paramnésias): alteração parcial ou focal do campo da consciência, em que uma certa parte do campo da consciência está preservada, normal e a outra parte está alterada.
Ilusões mnésicas:
acréscimo de elementos falsos a um núcleo verdadeiro de memória. (esquizofrenia, paranóia, histeria grave, borderline)

Criptomnésias: falseamento da memória.

Paramnésias: distorções ou desvios da memória que se referem ao conteúdo ou à vivência temporal do mesmo.

Confabulação: produções imaginárias que são vivenciadas como recordações.

Ecmnésia: erro mnésico de identificação num grau extremo em que o passado é tomado pelo presente.  Ex. dejà vu: vivência de um acontecimento novo julgando já ter sido experimentado anteriormente.

 

à PERTURBAÇÕES DA ATENÇÃO

ATENÇÃO: Capacidade de concentração. Pode ser espontânea ou activa; processo intelectual e afectivo. A atenção voluntária é aquela que exige certo esforço, no sentido de orientar a actividade psíquica para determinado fim. A fadiga, as adições e diversos estados patológicos (depressão) determinam a incapacidade de concentrar a atenção.

Hipoprosexia: é uma diminuição global da atenção, fadiga aumentada, dificuldade de percepção, concentração, pensar, etc. Observada em estados infecciosos, embriaguez alcoólica, psicoses tóxicas. Pode ocorrer por falta d interesse (deprimidos e esquizofré), déficit intelectual (oligofrenia e demência) e alterações da consciência (delirium)

Aprosexia: perda total da capacidade de concentrar a atenção.

Hiperprosexia: atenção exacerbada.

Distracção: não se trata de um défice, mas de hiper concentração sobre determinados conteúdos, com a consequente inibição de tudo o resto.

Distratibilidade: incapacidade/dificuldade de o sujeito se concentrar em algo que exija esforço produtivo, desviando-se para estímulos irrelevantes.

 

DELIRIOS: alteração do juízo de realidade/ideias delirantes.

ALUCINAÇÕES: é a percepção real de um objecto inexistente, ou seja, são percepções sem um estímulo externo.

DELIRIUM: perturbação da consciência
 

CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO DO DSM-IV- TR

àESQUIZOFRENIA: A.minimo 2 durante 1 mês: Ideias delirantes*; Alucinações; Discurso desorganizado; Comportamento desorganizado; Sintomas negativos (embotamento efectivo). Nota: *1 se as ideias delirantes forem de carácter bizarro ou alucinações auditivas. B.Disfunção social/ocupacional: trabalho, relacionamento interpessoal ou cuidado com do próprio corrumpidas. C.Duração: minino 6 meses. Pelo menos 1 mês de sintomas. D.Exclusão de Perturbação Esquizoafectiva ou do Humor. E. Os sintomas não deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico geral. F.Caso exista Perturbação Autística ou outra Perturbação Global do Desenvolvimento, o diagnóstico adicional de Esquizofrenia só é realizado se estiverem presentes ideias delirantes ou alucinações dominantes pelo período mínimo de 1 mês.

à PERTURBAÇÃO ESQUIZOFRENIFORME: A.Critérios A, D e E da Esquizofrenia. A. Mínimo 2 durante 1 mês: Ideias delirantes*; alucinações; Discurso desorganizado; Comportamento desorganizado; e Sintomas negativos (embotamento efectivo). Nota: *1 se as ideias delirantes forem de carácter bizarro ou alucinações auditivas.D.Exclusão de Perturbação Esquizoafectiva ou do Humor e os E.sintomas não deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico geral. B. Mínima de 1 mês e máxima de 6 meses. Especificar se: Sem Boas Características de Prognóstico, Com Boas Características de Prognóstico: pelo menos 2: 1.inicio dos sintomas situaram dentro do período de 4 semanas desde a primeira modificação do comportamento. 2. Confusão ou perplexidade na altura de maior intensidade do episódio psicótico. 3.Bom funcionamento pré-mórbido social e ocupacional. 4.Ausência de embotamento ou retraimento afectivo.

à PERTURBAÇÃO PSICÓTICA BREVE: A. mínimo 1: ideias delirantes; alucinações; discurso desorganizado. B. duração: mínimo 1 dia a 1 mês. C. Perturbação do Humor com Características Psicóticas, a uma Perturbação Esquizoafectiva ou Esquizofrenia e não deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico geral. Especificar se: Com Factor(es) de Stress Marcado(s) (psicose reactiva breve): sintomas ocorram derivados ao stress. Sem Factor(es) de Stress Marcado(s).

Com Início no Pós-Parto: início no período de 4 semanas após o parto.

àEPISODIO DEPRESSIVO MAJOR: A.mínimo 5 durante 2 semanas. 1 dos sintomas é: humor depressivo ou perda de prazer/interesse. Nota: não incluir sintomas: estado físico geral, ideias delirantes, alucinações - incongruentes com o humor. Os sintomas são frequentes quase tds os dias. 1)Humor depressivo, indicados pelo relato subjectivo (por exemplo, sente-se triste ou vazio) ou pela observação de outros (por exemplo, parece choroso).2) Diminuição interesse/prazer nas actividades. 3) Perda/aumento de peso ou diminuição/aumento do apetite. 4) Insónia/hipersónia. 5) Agitação ou inibição psicomotora (observável por outros). 6) Fadiga/perda de energia. 7) Sentimentos de desvalorização/culpa excessiva ou inapropriada (pode ser delirante).

8) Diminuição da capacidade de pensamento/concentração/indecisão. 9) Pensamentos recorrentes acerca da morte, ideação suicida recorrente sem um plano específico ou uma tentativa de suicídio ou um planamos específico para cometer suicídio. B. Os sintomas não preenchem os critérios para Episódio Misto. C. causam mal-estar, deficiência no funcionamento social, ocupacional ou outros. D.não deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico geral. E.não são explicados por Luto.

à DEPRESSIVA MAJOR, RECORRENTE: A. Mínimo 2 dos Depressivos Major. 1)Humor depressivo, indicados pelo relato subjectivo (por exemplo, sente-se triste ou vazio) ou pela observação de outros (por exemplo, parece choroso).2) Diminuição interesse/prazer nas actividades. 3) Perda/aumento de peso ou diminuição/aumento do apetite. 4) Insónia/hipersónia. 5) Agitação ou inibição psicomotora (observável por outros). 6) Fadiga/perda de energia. 7) Sentimentos de desvalorização/culpa excessiva ou inapropriada (pode ser delirante).

8) Diminuição da capacidade de pensamento/concentração/indecisão. 9) Pensamentos recorrentes acerca da morte, ideação suicida recorrente sem um plano específico ou uma tentativa de suicídio ou um planamos específico para cometer suicídio. Nota: intervalo minimo 2 meses. B. não são explicados por uma Perturbação Esquizofreniforme, Esquizofrenia, Perturbação Esquizofreniforme ou Perturbação Psicótica sem Outra Especificação. C. Nunca existiu um Episódio Maníaco, um Episódio Misto ou um Episódio Hipomaníaco.

à PERTURBAÇÃO DISTIMICA: A. Humor depressivo durante a maior parte do dia, mais de metade dos dias, durante 2 anos, indicado pelo relato subjectivo ou pela observação dos outros. B. minimo 2: 1) Apetite diminuído/aumentado. 2) Insónia/hipersónia. 3) Fadiga/pouca energia. 4) Baixa auto-estima. 5) Dificuldades de concentração/tomar decisões. 6) Sentimentos de falta de esperança. C. Durante 2 anos (1 ano cr/adolesc), sem sintomas de a e b por+2 meses . D. Não existiu um Episódio Depressivo Major durante os primeiros 2 anos da perturbação (1 ano para crianças e adolescentes. Nota: pode ter existido Episódio Depressivo Major, Perturbação Depressiva Major.E. Nunca existiu um Episódio Maníaco, um Episódio Misto ou um Episódio Hipoma- níaco e Perturbação Ciclotímica. F. A perturbação não ocorre exclusivamente durante a evolução de uma Perturbação Psicótica crónica, tal como Esquizofrenia ou Perturbação Delirante. G. Os sintomas não deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico geral. H. causam mal-estar, deficiência no funcionamento social, ocupacional ou outros. Especifique se: Início Precoce: antes dos 21 anos.Início Tardio: depois dos 21. Especifique (para os 2 anos mais recentes da Perturbação Distímica)

àPERTURBAÇÃO DISTIMICA: A)minimo 3: 1. Baixa auto-estima/autoconfiança/ sensação de inadequação. 2. Pessimismo, desespero/desesperança. 3. Perda generalizada de interesse/prazer. 4. Isolamento social. 5. Fadiga/cansaço crónicos. 6. Sentimentos de culpa, ruminações sobre o passado. 7. Sensação subjectiva de irritabilidade excessivas. 8. Diminuição da actividade, eficiência ou produtividade. 9. Dificuldades para pensar (alteração concentração, memória e indecisão)

à EPISODIO MANIACO: A. minimo 1 semana (ou qualquer duração se for necessária a hospitalização). B. mínimo 3 (4 se humor irritável): 1) Auto-estima aumentada/grandiosidade. 2) Diminuição da necessidade de dormir. 3) Mais falador do que o habitual e pressão para continuar a falar. 4) Fuga de ideias/experiência subjectiva de aceleração do pensamento. 5) Distractibilidade (atenção facilmente desviada p irrelevantes). 6) Aumento da actividade dirigida para determinados objectivos. 7) Envolvimento excessivo em determinadas actividades agradáveis que potencialmente podem ter consequências desagradáveis. C. Os sintomas não preenchem os critérios para Episódio Misto. D. A perturbação do humor perturba actividade social ou relacionamento com os outros, ou necessitar de hospitalização para prevenir danos. E. Os sintomas não deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico geral.

à PERTURBAÇÃO BIPOLAR I: A. Correntemente (ou mais recentemente) num Episódio Hipomaníaco , Maníaco, Misto ou Episódio Depressivo Major. Se os critérios encontrados se referirem a um destes episódios excepto na duração, o episódio é considerado não especificado.Nota: u m x no código de diagnóstico indica que é necessário um quinto dígito para indicar a gravidade. B. Houve antes pelo menos um Episódio Maníaco ou Depressivo Major.C. Os episódios de humor em A e B não são melhor descritos por uma Perturbação Esquizoafectiva e não se sobrepõem a Esquizofrenia, Perturbação Esquizofreniforme, Perturbação Delirante ou Perturbação Psicótica sem Outra Especificação. Se os critérios completos para Episódio Maníaco, Misto ou Depressivo Major se encontrarem preenchidos., especificar o respectivo estado clínico actual e/ou as suas características:Ligeiro, Moderado, Grave sem Características Psicóticas/Grave e com Características Psicóticas, Crónica , Com Características Catatónicas Com Características Melancólicas Com Características Atípicas Com Início no Período Pós-Parto . Se os critérios completos para Episódio Maníaco, Misto ou Depressivo Major não se encontrarem actualmente preenchidos, especificar o estado clínico actual da Perturbação Bipolar I e/ou as características do mais recente Episódio Maníaco, Misto ou Depressivo Major:Em Remissão Parcial, Em Remissão Completa Com Características Catatónicas, Com Características Melancólicas, Com Características Atípicas, Com Início no Período Pós-Parto.

à EPISÓDIO HIPOMANÍACO

A. Um período distinto de humor minimo 4 dias. B. minimo 3 (4 se o humor for somente irritável): 1) Auto-estima aumentada/grandiosidade. 2) Diminuição da necessidade de dormir. 3) Mais falador que o habitual e pressão para continuar a falar. 4) Fuga de ideias ou experiência subjectiva de aceleração do pensamento. 5) Distractibilidade. 6) Aumento da actividade dirigida para determinados objectivos. 7) Envolvimento excessivo em determinadas actividades agradáveis que potencialmente podem ter consequências desagradáveis. C. O episódio está associado com uma mudança inequívoca no funcionamento que não é característica da pessoa quando não está sintomática. D. A perturbação do humor e a mudança no funcionamento são observáveis pelos outros. E. O episódio não é suficientemente intenso para provocar uma deficiência marcada no funcionamento social ou ocupacional ou necessitar de hospitalização, e não existem características psicóticas. F. Os sintomas não deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico geral.

à PERTURBAÇÃO BIPOLAR II:  

A. mínimo 1 Episódios Depressivos Major2: 1)Humor depressivo, indicados pelo relato subjectivo (por exemplo, sente-se triste ou vazio) ou pela observação de outros (por exemplo, parece choroso).2) Diminuição interesse/prazer nas actividades. 3) Perda/aumento de peso ou diminuição/aumento do apetite. 4) Insónia/hipersónia. 5) Agitação ou inibição psicomotora (observável por outros). 6) Fadiga/perda de energia. 7) Sentimentos de desvalorização/culpa excessiva ou inapropriada (pode ser delirante).

8) Diminuição da capacidade de pensamento/concentração/indecisão. 9) Pensamentos recorrentes acerca da morte, ideação suicida recorrente sem um plano específico ou uma tentativa de suicídio ou um planamos específico para cometer suicídio. B. mínimo 1 Episódio Hipomaníaco3: 1) Auto-estima aumentada/grandiosidade. 2) Diminuição da necessidade de dormir. 3) Mais falador que o habitual e pressão para continuar a falar. 4) Fuga de ideias ou experiência subjectiva de aceleração do pensamento. 5) Distractibilidade. 6) Aumento da actividade dirigida para determinados objectivos. 7) Envolvimento excessivo em determinadas actividades agradáveis que potencialmente podem ter consequências desagradáveis. C. Nunca existiu um Episódio Maníaco ou um Episódio Misto. D. A e B não se sobrepõem a Esquizofrenia, Perturbação Esquizofreniforme ou Perturbação Psicótica sem Outra Especificação. E. Os sintomas causam mal-estar clinicamente significativo ou deficiência no funcionamento social, ocupacional ou em qualquer outra área importante. Especificar:Hipomaníaco: se actual num Episódio Hipomaníaco. Depressivo: se actual num Episódio Depressivo Major.

Se os critérios completos para Episódio Hipomaníaco ou Depressivo Major não se encontrarem actualmente preenchidos, os seguintes especificadores podem ser usados para descrever o estado clínico actual da Perturbação Bipolar 11 e/ou para descrever as características do Episódio Depressivo Major mais recente (somente se este for o tipo do episódio do humor mais recente).

à PERTURBAÇÃO CICLOTÍMICA: A. Mínimo 2 anos, a presença de numerosos períodos com sintomas hipomaníacos e numerosos períodos com sintomas depressivos que não preenchem os critérios para Episódio Depressivo Major. Nota: mínimo 1 ano crianças e adolesc. B. Durante 3 anos (1 ano cr e adolc) a pessoa não esteve sem sintomas do Critério A por mais de 2 meses seguidos. C. Não esteve presente durante os 2 primeiros anos da perturbação qualquer Episódio Depressivo Major, Maníaco ou Misto.

à ATAQUE DE PÂNICO: mínimo 4 (atingem o seu pico 10 min): 1) Palpitações, batimentos cardíacos ou ritmo cardíaco acelerado. 2) Suores. 3) Estremecimentos ou tremores. 4) Dificuldade em respirar. 5) Sensação de sufoco. 6) Desconforto ou dor no peito. 7) Náuseas ou mal-estar abdominal. 8) Sensação de tontura, de desequilíbrio, de cabeça vazia ou de desmaio. 9) Desrealização (sensações de irreal idade) ou despersonalização (sentir-se desligado de si próprio). 10) Medo de perder o controlo ou de enlouquecer. 11) Medo de morrer. 12) Parestesias (dormências ou formigueiros). 13) Sensação de frio ou de calor.

à PERTURBAÇÃO DE PÂNICO SEM AGORAFOBIA: A. Ambos (1) e (2): 1) Ataques de Pânico inesperados e recorrentes. 2) mínimo 1 e min 1 mês: a) preocupação persistente acerca de ter ataques adicionais; b) preocupação acerca das implicações dos ataques ou das suas consequências (por exemplo, perder o controlo, ter um ataque de coração ou «enlouquecer»): c) uma alteração significativa no comportamento relacionado com os ataques. B. Ausência de Agorafobia. C. Os sintomas não deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico geral.

à PARA AGORAFOBIA: A. Ansiedade em relação a lugares ou situações nos quais a fuga possa ser difícil. B. As situações são evitadas ou enfrentadas com intenso mal-estar ou ansiedade de vir a ter um Ataque de Pânico ou sintomas semelhantes ao pânico ou requerem a presença de uma pessoa de confiança.

à PERTURBAÇÃO DE PÂNICO COM AGORAFOBIA:  A. Ambos 1 e 2:

1) Ataques de Pânico inesperados e recorrentes. 2) mínimo 1 e min 1 mês: a) preocupação persistente acerca de ter novos ataques; b) preocupação acerca das implicações dos ataques ou das suas consequências (por exemplo, perder o controlo, ter um ataque de coração ou «enlouquecer»); c) uma alteração significativa no comportamento relacionada com os ataques. B. Presença de Agorafobia. C. Os Ataques não deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico geral.

àFOBIA ESPECÍFICA: A. Medo acentuado e persistente que é excessivo ou irracional, desencadeado pela presença ou antecipação de um objecto ou situação específica (por exemplo, viajar de avião, alturas, animais, levar uma injecção, ver sangue). B. A exposição ao estímulo fóbico provoca quase sempre invariavelmente uma resposta ansiosa imediata, que pode ter a forma de um Ataque de Pânico situacional ou situacionalmente provável. C. A pessoa reconhece que o medo é excessivo ou irracional. D. A(s) situação(ões) fóbica(s) é (são) evitada(s) ou enfrentada(s) com intensa ansiedade ou mal-estar. E. O evitamento, antecipação ansiosa ou mal-estar na(s) situação(ões) temida(s) interfere significativamente com as rotinas normais da pessoa, funcionamento ocupacional (ou académico), relacionamentos ou actividades sociais ou mal-estar acentuado por ter a fobia. F.-18anos-minimo 6meses. G. A ansiedade, os Ataques de Pânico ou o evitamento fóbico associado com a situação ou objecto específico não são melhor explicados pla Perturbação Obsessivo-Compulsiva (medo sujidade com obsessão acerca da contaminação), Perturbação Pós-Stress Traumático (evitamento de estímulos associados com um stressor intenso), Perturbação da Ansiedade de Separação (evitamento da escola), Fobia Social (evitamento de situações sociais devido a medo do embaraço), Perturbação de Pânico com Agorafobia, Agorafobia sem História de Perturbação de Pânico. Especificar o tipo:Tipo Animais, Tipo Ambiente Natural,Tipo Sangue-Injecções-Ferimentos, Tipo Situacional (por exemplo, aviões, elevadores, espaços fechados).

àFOBIA SOCIAL: A. Medo acentuado e persistente de uma ou mais situações sociais e de desempenho nas quais o sujeito está exposto a pessoas desconhecidas ou à possível observação de outras. O sujeito teme poder vir a comportar-se (ou mostrar sinais de ansiedade) de modo humilhante ou embaraçador. B. A exposição à situação social temida provoca quase sempre ansiedade, que pode assumir a forma de um Ataque de Pânico situacional ou situacionalmente provável. C. A pessoa reconhece que o medo é excessivo ou irracional. D. A(s) situação(ões) fóbica(s) é (são) evitada(s) ou enfrentada(s) com intensa ansiedade ou mal-estar. E. O evitamento, antecipação ansiosa ou mal-estar na(s) situação(ões) sociais ou de desempenho interferem com as rotinas normais da pessoa, funcionamento ocupacional (ou académico), relacionamentos ou actividades sociais ou mal-estar acentuado por ter a fobia. F. -18anos, mínimo 6 meses.

G. Os sintomas não deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico geral.H. (gaguejar, de tremer Parkinson,comportamento alimentar anormal-anorexia/Bulimia. Especificar se: Generalizada: se os medos incluem todas as situações (considere igualmente o diagnóstico adicional de Perturbação Evitante da Personalidade).

à PERTURBAÇÃO OBSESSIVO-COMPULSIVA: A. Obsessões: 1) Pensamentos, impulsos ou imagens, recorrentes e persistentes, que são experimentados, durante algum período da perturbação, como intrusivos e inapropriados e que provocam ansiedade ou mal-estar intenso. 2) Pensamentos, impulsos ou imagens que não são simplesmente preocupações excessivas acerca de problemas reais de vida. 3) A pessoa tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou acção. 4) A pessoa reconhece que os pensamentos obsessivos, impulsos ou imagens são produto da sua mente (não impostos de fora como na inserção de pensamento). Compulsões: 1) Comportamentos repetitivos (por exemplo, lavagem das mãos, ordenações, verificações) ou actos mentais (por exemplo, rezar, contar, repetir palavras mentalmente) que as pessoas se sentem compelidas a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser aplicadas de modo rígido. 2) Os comportamentos/actos mentais têm como objectivo evitar ou reduzir o mal-estar ou prevenir algum acontecimento ou situação temida; contudo, estes comportamentos ou actos mentais ou não estão ligados de um modo realista com o que pretendem neutralizar ou evitar ou são claramente excessivos. B. Nalgum período durante a evolução da perturbação a pessoa reconheceu que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais. Nota: não crianças. C. As obsessões ou compulsões provocam forte mal-estar, consomem tempo (mais de 1 hora p/dia) ou interferem significativamente com as rotinas normais da pessoa, funcionamento ocupacional (ou académico) ou com os relacionamentos ou actividades sociais. Especificar se: com Fraco Insight: se durante a maior parte do tempo do episódio actual a pessoa não reconhece que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais

à PERTURBAÇÃO PÓS-STRESS TRAUMÁTICO: A. ambas: 1) A pessoa experimentou, observou ou foi confrontada com um acontecimento ou acontecimentos que envolveram ameaça de morte, morte real ou ferimento grave, ou ameaça à integridade física do próprio ou de outros. 2) A resposta da pessoa envolve medo intenso, sentimento de falta de ajuda ou horror. B. minimo1: 1) Lembranças perturbadoras intrusivas e recorrentes do acontecimento que incluem imagens, pensamentos ou percepções. 2) Sonhos perturbadores recorrentes acerca do acontecimento. 3) Actuar ou sentir como se o acontecimento traumático estivesse a reocorrer (inclui a sensação de estar a reviver a experiência, ilusões, alucinações e episódios de flashback dissociativos, incluindo os que ocorrem ao acordar ou quando intoxicado). 4) Mal-estar psicológico intenso com a exposição a estímulos internos ou externos que simbolizem ou se assemelhem a aspectos do acontecimento traumático. 5) Reactividade fisiológica durante a exposição a estímulos internos ou externos que simbolizem ou se assemelhem a aspectos do acontecimento traumático.

C. mínimo 3: 1) Esforços para evitar pensamentos, sentimentos ou conversas associados com o trauma. 2) Esforços para evitar actividades, lugares ou pessoas que desencadeiam lembranças do trauma. 3) Incapacidade para lembrar aspectos importantes do trauma. 4) Interesse fortemente diminuído na participação em actividades significativas. 5) Sentir-se desligado ou estranho em relação aos outros. 6) Gama de afectos restringida (por exemplo, incapaz de gostar dos outros). 7) Expectativas encurtadas em relação ao futuro (por exemplo, não esperar ter uma carreira, casamento, filhos ou um desenvolvimento normal de vida). D. mínimo 2: 1) Dificuldade em adormecer ou em permanecer a dormir. 2) Irritabilidade ou acessos de cólera. 3) Dificuldade de concentração. 4) Hipervigilância. 5) Resposta de alarme exagerada. E. duração: B, C e D) mais de 1mês. F. A perturbação causa mal-estar ou deficiência no funcionamento social, ocupacional ou qualquer outra área importante. Especificar se:Aguda: se a duração dos sintomas é inferior a 3 meses; Crónica: se a duração dos sintomas é igualou superior a 3 meses; Com Início Dilatado: se o início dos sintomas é de pelo menos 6 meses depois do acontecimento stressor.

à PERTURBAÇÃO DA ANSIEDADE GENERALIZADA: A. Ansiedade e preocupação (apreensão expectante) excessivas, durante mais de metade dos dias mínimo 6 meses, acerca de um certo número de acontecimentos/actividades (trabalho). B. A pessoa tem dificuldade em controlar a preocupação.C. mínimo 3(mais de metade dos dias mínimo 6 meses). 1) Agitação, nervosismo ou tensão interior. 2) Fadiga fácil. 3) Dificuldades de concentração ou esquecimentos devidos à ansiedade. 4) Irritabilidade. 5) Tensão muscular. 6) Perturbações do sono (dificuldade em adormecer ou permanecer a dormir, ou sono agitado). E. A ansiedade, preocupação ou sintomas físicos causam mal-estar clinicamente significativo ou deficiência no funcionamento social, ocupacional ou em qualquer outra área. F. Não deriva de efeitos de substancias ou um estado físico geral.

à PERTURBAÇÃO DISMÓRFICA CORPORAL: A. Preocupação com um defeito imaginado na aparência. Mesmo que uma anomalia física esteja presente a preocupação tem um carácter marcadamente excessivo. B. A preocupação causa sofrimento clinicamente significativo ou disfunção no funcionamento social, ocupacional e noutras áreas importantes do funcionamento individual. C. A preocupação não faz parte do quadro de outras perturbações mentais (por exemplo, insatisfação com a forma e dimensões do corpo na Anorexia Nervosa).
àPERTURBAÇÃO FACTÍCIA: A. Produção intencional ou forjada de sinais ou sintomas físicos ou psicológicos. B. A motivação que leva o doente a adoptar este comportamento é a necessidade de assumir o papel de doente. C. Estão ausentes incentivos externos para o comportamento (tais como ganho económico, evitamento de responsabilidades legais ou conforto físico, como acontece na Simulação). Com Predomínio de Sinais e Sintomas Psicológicos: se na apresentação clínica predominam sinais e sintomas psicológicos. Com Predomínio de Sinais e Sintomas Físicos: se na apresentação clínica predominam sinais e sintomas físicos. Com Combinação de Sinais e Sintomas Físicos e Psicológicos: se estão presentes simultaneamente sinais e sintomas físicos e psicológicos sem que nenhum deles predomine na apresentação clínica.
à PERTURBAÇÃO DISSOCIATIVA DA IDENTIDADE: A. Presença de 2 ou mais identidades ou estados de personalidade. B. Pelo menos 2 destas identidades ou estados de personalidade controlam o comportamento do sujeito, de forma recorrente. C. Incapacidade para recordar informação pessoal importante, demasiado extensa para ser explicada por vulgar esquecimento. D. Não deriva de efeitos de substancias ou um estado físico geral.
à PERTURBAÇÃO PARANÓIDE DA PERSONALIDADE: A. Mínimo 4: 1) Suspeita, sem bases suficientes, que os outros tiram partido dele, o prejudica ou engana. 2) Preocupações com dúvidas injustificadas acerca da lealdade ou confiança de amigos ou conhecidos. 3) Relutância em confiar nos outros por medo injustificado que a informação possa ser usada contra si. 4) Interpretação ameaçadora de acontecimentos e relatos inocentes. 5) Persistência em manter má vontade, isto é, incapacidade para esquecer ofensas, injúrias ou indelicadezas. 6) Percepção de ataques ao seu carácter e reputação não aparentes para os outros aos quais reagem rapidamente com raiva ou contra-atacando. 7) Suspeição recorrente, sem justificação, em relação ao cônjuge ou parceiro sexual. B. Não ocorrer exclusivamente durante a evolução de Esquizofrenia, Perturbação do Humor com Características Psicóticas ou outra Perturbação Psicótica, ou não devida ao efeito fisiológico directo de um estado físico geral.

àPERTURBAÇÃO ESQUIZÓIDE DA PERSONALIDADE: A. minimo 4: 1) Nenhum desejo ou prazer em relações próximas, incluindo relações familiares. 2) Quase sempre escolha de actividades solitárias.3) Pouco, se algum, interesse em ter experiências sexuais com outra pessoa. 4) Pouco prazer, se algum, em poucas actividades. 5) Sem amigos ou confidentes, para além dos familiares em primeiro grau. 6) Indiferença aparente para o elogio ou crítica dos outros. 7) Frieza emocional, desprendimento ou embotamento afectivo. B. Não ocorre exclusivamente durante a evolução de Esquizofrenia, Perturbação do Humor com Características Psicóticas, outra Perturbação Psicótica ou uma Perturbação Global do Desenvolvimento, e não ser devida a efeitos fisiológicos directos de um estado físico geral. Consiste: No distanciamento afectivo, afecto embotado e uma aparente frieza emocional; Apatia; Indiferença aparente a elogios e críticas; Tende a uma preocupação excessiva com fantasias e introspecção; Falta de amigos íntimos ou relacionamentos confidentes, além de uma marcante insensibilidade para com normas e convenções sociais.

àPERTURBAÇÃO ESQUIZOTÍPlCA DA PERSONALIDADE: A. minimo 5: 1) Ideias de referência (excluindo ideias delirantes de referência). 2) Crenças bizarras ou pensamento mágico que influenciam o comportamento e são inconsistentes com as normas subculturais (por exemplo, superstições, clarividência, telepatia ou «sexto sentido»; em crianças ou adolescentes, preocupações ou fantasias bizarras). 3) Experiências perceptivas pouco habituais, incluindo ilusões corporais. 4)Pensamento e discurso bizarros (por exemplo, vago, metafórico, circunstancial, muito elaborado ou estereotipado). 5) Desconfiança ou ideação paranóide. 6) Inadequação ou restrição do afecto. 7) Comportamento e aparência bizarra, excêntrica ou peculiar. 8) Ausência de amigos íntimos ou confidentes para além de familiares de primeiro grau. 9) Ansiedade social excessiva que não diminui com a familiaridade e tende a associar-se com receios paranóides e não com juízos negativos acerca de si próprio.

à PERTURBAÇÃO ANTI-SOCIAL DA PERSONALIDADE: A. Desrespeito e violação dos direitos dos outros. Desde os 15 anos, minimo 3: 1) Incapacidade para se conformar a normas sociais no que diz respeito a comportamentos legais como é demonstrado pelos actos repetidos que são motivo de detenção. 2) Falsidades, como é demonstrado por mentiras e álibis, ou contrariar os outros para obter lucro ou prazer. 3) Impulsividade ou incapacidade para antecipar. 4) Irritabilidade e agressividade, como é demonstrado pelos repetidos conflitos e lutas físicas.5) Desrespeito temerário pela segurança de si próprio e dos outros. 6) Irresponsabilidade consistente, como é demonstrado pela incapacidade repetida para manter um emprego, ou honrar obrigações financeiras. 7) Ausência de remorso, como é demonstrado pela racionalização e indiferença com que reage após ter magoado, maltratado ou roubado alguém. B. idade mínima:18a. C. Evidência antes15a. D. O comportamento anti-social não ocorre durante a evolução de Esquizofrenia ou de um Episódio Maníaco. Os sociopatas são pessoas incapazes de uma interacção afectiva verdadeira e amorosa; não tem consideração ou compaixão pelas outras pessoas; mentem; enganam, trapaceiam e prejudicam os outros, mesmo a quem nunca lhe fez nada.

à PERTURBAÇÃO ESTADO-LIMITE DA PERSONALIDADE: BORDERLINE instabilidade no relacionamento interpessoal, auto-imagem e afectos, e impulsividade marcada com começo no início da idade adulta. Mínimo 5: 1) Esforços frenéticos para evitar o abandono real ou imaginado. 2) Padrão de relações interpessoais intensas e instáveis caracterizadas por alternância extrema entre idealização e desvalorização. 3) Perturbação de identidade: instabilidade persistente e marcada da auto-imagem ou do sentimento de si próprio. 4) Impulsividade minimo2 (gastos, sexo, abuso de substâncias, condução ousada, ingestão alimentar maciça). 5) Comportamentos, gestos ou ameaças recorrentes de suicídio, ou comportamento automutilante. 6) Instabilidade afectiva por reactividade de humor marcada (por exemplo, episódios intensos de disforia, irritabilidade ou ansiedade, habitualmente durando poucas horas ou mais raramente alguns dias). 7) Sentimento crónico de vazio. 8) Raiva intensa e inapropriada ou dificuldades de a controlar (por exemplo, episódios de perda de calma, raiva constante, brigas constantes). 9) Ideação paranóide transitória reactiva ao stress ou sintomas dissociativos graves.
à PERTURBAÇÃO HISTRIÓNICA DA PERSONALIDADE: idade adulta, mínimo 5: 1) Desconforto em situações em que não são o centro das atenções. 2) Interacção com os outros caracterizada por sedução sexual inapropriada ou comportamento provocador. 3) Rápidas alterações e superficialidade na expressão emocional. 4) Uso da aparência física para chamar a atenção. 5) Discurso excessivamente impressionista e com pouco pormenor. 6) Autodramatização, teatralidade e exagero na expressão emocional. 7) Sugestionabilidade, influenciáveis facilmente pelos outros ou pelas circunstâncias. 8) Considerar como muito íntimas relações que não o são.
àPERTURBAÇÃO NARCÍSICA DA PERSONALIDADE: mínimo 6: 1) Sentimento grandioso de auto-importância (por exemplo, exagero na exaltação de talentos e realizações, esperando ver reconhecido um estatuto de superioridade sem fundamentação proporcional). 2) Preocupação com fantasias de êxito ilimitado, poder, brilhantismo, beleza ou amor ideal. 3) Crenças que se é «especial» e único, e que por isso só se pode ser compreendido por, ou estar associado com, pessoas ou instituições especiais e de alto estatuto. 4) Necessidade de admiração excessiva. 5) Sentimento de ser reverenciado, por exemplo, expectativas não razoáveis de tratamento especialmente favorável ou adesão automática ao que espera. 6) Tirar partido dos outros, por exemplo, utilizar os outros para atingir os próprios fins. 7) Ausência de empatia: incapacidade para reconhecer ou identificar os sentimentos e necessidades dos outros. 8) Frequentemente inveja dos outros ou crenças de que os outros o invejam. 9) Demonstrações de arrogância, comportamentos ou atitudes altivas. TEM: Uma preocupação excessiva com detalhes, regras, listas, ordem, organização ou esquemas; É perfeccionista, o que interfere na conclusão de tarefas, além de exibir dúvidas excessivas sobre assuntos irrelevantes; É muito cauteloso, rígido e teimoso, demonstra excesso de escrúpulo e preocupação indevida com pequenos detalhes da vida. Exibe uma rigidez que impede ou anula a sensação de prazer nas relações interpessoais.
àPERTURBAÇÃO EVITANTE DA PERSONALIDADE: mínimo 4: 1) Evitamento de ocupações que envolvam contactos interpessoais, por medo de críticas, desaprovação ou rejeição. 2) Pouca determinação no envolvimento com pessoas, a não ser com a certeza de ser apreciado. 3) Reserva nas relações íntimas por medo do ridículo ou de ser envergonhado. 4) Preocupações em ser criticado ou rejeitado em situações sociais. 5) Inibição em novas situações interpessoais devido a sentimentos de inadequação. 6) Auto-análise como inepto socialmente, sem encanto pessoal ou inferior aos outros. 7) Relutância em assumir riscos pessoais ou envolver-se em novas actividades porque podem ser embaraçosas. Acredita ser incapaz socialmente, considerar-se inferior aos outros. Exibe um medo e apreensão enorme de ser criticado ou rejeitado pelos outros, o que o faz evitar actividades que envolvam contactos interpessoais, em consequência do seu extremo medo de desaprovação.
àPERTURBAÇÃO DEPENDENTE DA PERSONALIDADE: mínimo 5: 1) Dificuldade em tomar decisões sem um excessivo apoio e aconselhamento dos outros. 2) Necessidade de transferir responsabilidades para os outros na maior parte das áreas importantes das suas vidas. 3) Dificuldade em discordar dos outros por medo de perder apoio ou aprovação. 4) Dificuldade em iniciar projectos ou fazer coisas por sua conta (pela ausência de confiança nas suas capacidades em vez de ausência de motivação ou energia). 5) Entregar-se a excessos para obter cuidados e apoio dos outros, ao ponto de se oferecerem como voluntários para tarefas desagradáveis. 6) Sentimentos de desconforto e desamparo quando sozinhos, por medo exagerado de serem incapazes de cuidar de si próprios. 7) Procura urgente de outras relações em substituição de alguma relação íntima terminada. 8) Preocupações irreais com medos de ficarem entregues a si próprios. é dependente daqueles de quem depende, impossibilitando-os de tomar atitudes próprias, sem se reverter àquelas de quem dependem, além de possuírem um medo excessivo de serem abandonados pelas pessoas de quem são dependentes, experimentam um grau de sentimento de desamparo.

àPERTURBAÇÃO OBSESSIVO-COMPULSIVA DA PERSONALIDADE: cuidados, perfeccionismo e controlo mental e interpessoal. início da idade adulta. Mínimo 5: 1) Preocupações com pormenores, regras, listas, ordem, organização ou esquemas, ao ponto de se perder a finalidade da actividade. 2) Perfeccionismo que interfere com o cumprimento de tarefas (por exemplo, incapacidade de completar projectos por não estarem de acordo com regras restritas do sujeito). 3) Devoção excessiva ao trabalho e à produtividade, até à exclusão dos amigos e actividades de lazer (excepto por óbvias razões de necessidade económica). 4) Hiperconscienciosidade, escrupulosidade e inflexibilidade acerca da moral, ética ou valores (excepto por razões de identificação cultural ou religiosa). 5) Incapacidade para se libertar de objectos inúteis mesmo que isentos de valor sentimental. 6) Relutância em delegar funções ou trabalho nos outros, a menos que respeitem exactamente o seu modo de proceder. 7) Adopção de um estilo miserabilista para consigo e os outros; o dinheiro é visto como algo a conservar para catástrofes futuras. 8) Rigidez e obstinação. Sente o seu corpo sujo e contaminado, onde o mesmo tem que se esforçar constantemente para limpa-lo, purifica-lo, ou protege-lo da contaminação.