PSICO-Psyché (psíquico) + PATO-pathos (sofrimento,
paixão) + (conhecimento)
Saber, LOGIA-(logos) sobre o
sofrimento, patos da mente (psique). (grego)
A psicopatologia é um ramo
da ciência que trata da doença mental, das suas causas, das mudanças estruturais
e das suas formas de manifestação. É um conjunto de conhecimentos referentes a
uma doença mental do ser humano.
Principais escolas psicopatológicas: Psicopatologia
Descritiva: Interessa-se
principalmente pelas alterações psíquicas, aquilo que caracteriza a vivência
patológica como sintoma mais ou menos típico. Função: descrever e
rotular os sintomas. Psicopatologia Dinâmica: Interessa-se pelo conteúdo das
vivências, os movimentos internos dos afectos, desejos e temores do individuo,
a experiência particular e pessoal e não é necessariamente classificável em
fenómenos descritos como na descritiva.
Karl Jaspers: Responsável pela independência da psicopatologia. Sentir (capacidade empática para
compreender sentimento/sofrimento do outro), aprender e reflectir sobre o que realmente acontece na
psique humana. Jean Piaget: Um fenómeno é smp biológico
nas suas raízes e social na sua extensão final. Modelo bio+psico+social.
Normal (Regra/comum/frequentes, ausência de doença) e patológico
(classificações abusivas, sofrimento do sujeito)
Variáveis: Intensidade, frequência, aspectos culturais, quotidiano,
religião, etc.)
Avaliação clínica: Caracterização dos problemas e sintomas psicológicos, Agrupamentos
dos sindromas, Diagnostico da perturbação e Intervenção terapêutica.
História clínica: Motivo da consulta (intrínseca, extrínseca e/ou recusa); Antecedentes pessoais
(gravidez, adolescência, doenças, hobby, consumos, sexualidade); Antecedentes
familiares (obter informações que possam ajudar a compreender o problema); Doença
actual; Observação sistematizada (discurso, aspecto, reacções
iniciais à relação com o terapêuta).
Modalidades da entrevista: Estrut, livre e semi-estruturada. Directiva e não
directiva.
Características da entrevista: Ocorrer num contexto de confiança mútua. Atitude
empática e descritiva.
Foco da entrevista: Quantificação e avaliação funcional dos sintomas e
cognições, compreensão das vivencias e avaliação das crenças.
Objectivos da
entrevista: Permitir a descrição
do estado actual do sujeito.
Ordenação dos fenómenos em
psicopatologia: Psicodiagnostico: O estudo da doença mental inicia-se pela observação das suas
manifestações. Para isso, precisamos fazer definições, classificações,
interpretações do indivíduo. Sem um diagnóstic aprofundado não se pode
compreender adequadamente o doente, o seu sofrimento e nem escolher o tipo de
estratégia terapêutica mais adequada. É um meio de auxílio no diagnóstico.
Avaliação: Feita sobretudo na entrevista, em conjunto com as
observações detalhadas do doente, são a pedra angular do conhecimento da
psicopatologia. Dois princípios da
entrevista: Anamnese: a história dos sintomas e
sinais/signos que o doente tem apresentado ao longo da sua vida, dos seus
antecedentes pessoais e familiares, assim como da sua família e meio social. Exame Psíquico, ou Exame de estado mental. pode ser um excelente instrumento de
aproximação afectiva. A Entrevista inicial: é considerada um momento
crucial no diagnóstico e tratamento em saúde mental. Deve produzir no doente
uma sensação de confiança e esperança no alívio do seu sofrimento. Na apresentação: é conveniente que o
profissional se apresente, dizendo o seu nome, profissão, especialidade e, se
for o caso, o motivo ou razão da entrevista. A confidencialidade, a privacidade
e o sigilo podem ser explicitamente garantidos no caso de o doente ser tímido
ou se mostrar desconfiado, mas podem ser revelados em ideias, planos ou actos
de auto ou hetero-destructivos.
Transferência e
contra-tranferência (Freud): A
transferência reflecte que os adultos não superaram a sua dependência infantil.
O doente projecta inconscientemente, no psicólogo, os sentimentos mantinha
pelos seus pais durante a infância. A contra-transferência é a transferência
que o profissional estabelece com o doente, onde o profissional projecta
inconscientemente no doente sentimentos que nutria no passado por pessoas
significativas de sua vida. Simulação: é a tentativa de criar,
apresentar voluntariamente um sintoma, sinal ou vivência que realmente não tem,
diz ouvir vozes, sentir dores, para obter dispensa do trabalho ou para não ir
para a prisão. Dissimulação: acto de esconder/negar
voluntariamente a presença de sinais e sintomas. Relato do caso após a entrevista: Enquadramento da entrevista, com os
sintomas, as vivências subjectivas e os conflitos demonstrados pelo doente.
Podendo iniciar um tratamento psicoterapêutico.
Semiologia: é o estudo dos sintomas da doença, que facultaa
identificação de alterações físicas e mentais, formular diagnósticos e sugerir
terapêuticas. É a ciência dos signos (tipo de sinal/ as vivências subjectivas
relatadas pelo doente e suas queixas. Ex: A febre pode ser um sinal/signo de
uma inflamação.
Forma e conteúdo dos sintomas: Forma: A
sua estrutura básica, relativamente semelhante nos diversos doentes (alucinação,
delírio). Conteúdo: aquilo
que preenche a alteração estrutural (conteúdo de culpa, religioso, de
perseguição). à
é mais pessoal e depende da história de vida do doente (sobrevivência,
segurança e a sexualidade)
à PERTURBAÇÕES DO
SONO:
Insónia: Deriva:
stress, depressão, fármacos, lesões hipotálamo ou do tronco cerebral.
Roncopatia:
o ressonar é o ruído provocado pela passagem do ar nas vias respiratórias
obstruídas, durante o sono. As causas mais frequentes: obesidade; excessivo desenvolvimento
da úvula (campainha) e do véu do palato. 30% da população adulta ( masc+40ª).
5% associa-se a pausas respiratórias durante o sono, constituindo um sintoma de
apneia do sono.
Apneia do Sono:
pausas da respiração durante o sono (superiores a 10 seg), ressonar intenso,
dores de cabeça matinais, sonolência diurna excessiva, hipertensão arterial,
irritabilidade e perda de interesse sexual. Diminui a qualidade de sono à
noite. Apneia
obstrutiva: obstrução à circulação do ar nas vias respiratórias. Apneia central:
redução do estímulo cerebral que controla a respiração.
Narcolepsia
e Cataplexia: caracterizada por sonolência diurna excessiva,
quedas por adormecimento brusco.
Parassónias: (sonambulismo,
pesadelos e terrores nocturnos)
à PERTURBAÇÕES DO HUMOR - dividem-se em Perturbações
Depressivas (depressão unipolar), Perturbações Bipolares e
em duas perturbações baseadas na etiologia.
AFECTO: labilidade. Alterações
do humor: 2 pólos básicos: 1.Depressivo: hipotimico - toda e qualquer síndrome
depressiva. 2.Maníaco: hipertimico - humor alterado no
sentido da exaltação e da alegria…Distimia: Alteração do
humor.
àPERTURBAÇÕES DA
PSICOMOTRICIDADE
Instabilidade
psicomotora: criança não consegue começar e terminar a brincadeira e
é assim com todas as suas produções corporais. Há dificuldade em inibir os seus
movimentos, provocando acções explosivas e agressivas.
Inibição
psicomotora: o suj não usa o seu corpo p se relacionar com o
exterior (mundo/outros). Oposto da instabilidade. Demonstra cansaço, Pouca
expressão facial e corporal.
Dispraxia:
dificuldade na associação de movimentos para realizar uma tarefa. Há
um transtorno espacial
(dificuldade na lateralização, na nomeação de objectos, letras em espelho,
assimetria nos movimentos).
A paratonia
é a persistência de uma rigidez muscular.
A sincinesia
é caracterizada pela acção de músculos que não actuam em determinado movimento.
Ex: a criança fecha tb a mão esq qd pega um objecto com a mão direita.
PERTURBAÇÕES DO PENSAMENTO
O pensamento pode ser analisado segundo: curso (modo
como o pensamento flui/velocidade e ritmo ao longo do tempo), forma (organização
do pensamento/conteúdos), conteúdo (assunto em si), elementos
constitutivos do pensamento. Conceito: forma-se
a partir das representações, através dos passos da eliminação de caracteres de
sensorialidade e através da generalização. Juízo:
forma-se a partir de relações entre conceitos básicos. Ex: mesa + robustez = A mesa é robusta. Raciocínio: desenvolve-se a partir de relações
entre os juízos, formando novos juízos.
PERTURBAÇÃO DO PENSAMENTO:
Fuga de Ideias: Aceleração excessiva do discurso leva à perda da
linha associativa. (maníacos)
Inibição do Pensamento: Há perda da capacidade criativa dos conteúdos.
(esquizofrenia e depressão)
Perseveração: Insistência em um ou em poucos temas.
Mussitação: Repetição quase inaudível de frases e palavras.
Embolalia: Inclusão de frases ou palavras sem articulação
lógica com o discurso.
Ecolalia: Repetição de palavras refereidas pelo
interlocutor.
Verborreia: Repetição, durante dias, semanas e até meses,
de palavras e frases pronunciadas em tom de voz monótono, declamatório ou
patético. (estados demenciais, psicoses confusionais, esquizofrenia-catatónica)
Prolixidade: Excesso de detalhes supérfluos.
Pensamento Obsessivo: Pensamento que se impõe ao paciente, contra a
sua vontade e que é reconhecido pelo paciente como dele mesmo.
Interrupção do Pensamento: Quebra do curso do pensamento, com/sem
perda total da idéia.
Fusão/Condensação: Fusão de dois ou mais pensamentos criando um
terceiro ou outros ou novas palavras, sem relação lógica.
Desagregação: Perda das associações.
Delírios: Ideias irreais, com firme crença por parte do
paciente. (Delírios de perseguição-paranóia; de grandeza; místicos).
Roubo do Pensamento: Interpretação delirante da interrupção do
pensamento.
Percepção Delirante: Atribuição de um significado irreal a um
objecto real do ambiente.
Interpretação Delirante: Atribuição de um significado irreal
a uma vivência passada.
Cognição Delirante: surgem inesperadamente, sobretudo no início de
surtos psicóticos. As vivências dispensam por completo de conexões
significativas com quaisquer dados perceptivos ou representativos concretos.
Ex: Subitamente, constatei que a situação significava qualquer coisa de mau,
mas eu não sabia o quê.
à PERTURBAÇÕES DA
PERCEPÇÃO: Alucinação:
é a percepção real d1objecto
inexistente, ou seja, são percepções sem um estímulo externo. A incapacidade para distinguir entre
o externo e o interno, o real e o imaginário, o controlável e o imposto.
à PERTURBAÇÕES DA
CONSCIÊNCIA (estado de lucidez) E DA ORIENTAÇÃO
Delirium: definido
como uma perturbação da consciência e da cognição que se desenvolve num curto
período (horas a dias). São perturbações da orientação: a
desorientação orgânica (dificuldade de se situar correctamente
quanto a data, hora e local) a dupla orientação (forma alternada ou
simultânea de orientação em relação a parâmetros incorrectos e correctos), angústia, agitação ou lentificação
psicomotora, ilusões e alucinações visuais.
ATENÇÃO:
não confundir DELIRIUM (quadro sindrômico com alteração do nível de
consciência) com DELIRIO (alteração do juízo de realidade, ideias
delirantes).
CONSCIÊNCIA: Capacidade neurológica de captar o ambiente e
de se orientar de forma adequada.
Estreitamento: é a redução quantitativa e qualitativa da
consciência.
Entorpecimento:
diminuição ou perda da lucidez e da
vigília. A atenção dificilmente se foca ou se mantém. Ocorre em situações de
febre, avc, tce, etc.
Obnubilação: diminuição da consciência associada à presença
de um conteúdo anormal na consciência. Geralmente acompanhado de distúrbios
sensório-perceptivos e do pensamento, ex: delirium.
Estado Crepuscular: Estreitamento
do campo da consciência, com atenção exclusiva para determinada vivência
interior e suspensão (ou diminuição) da capacidade de resposta a estímulos
vindos do meio externo. Diminuição das respostas a estímulos exteriores. O
pensamento está, em diferentes graus, enevoado (até à confusão). Ele
aparece e desaparece de repente e dura de poucas horas a uma semana, ocorrendo
nesse período actos explosivos violentos e episódios de descontrole emocional.
ORIENTAÇÃO: Capacidade
de situar-se em relação a si e ao mundo no tempo e no espaço.
Orientação autopsíquica (subjectiva):
é a orientação do indivíduo com relação a si mesmo. Ex: como se chama, que
idade tem, qual sua nacionalidade, profissão, etc.
Orientação alopsíquica (tempo): é a orientação do sujeito em
relação ao mundo, tempo e espaço, onde
se encontra, tempo em que vive, dia da semana, do mês, etc.
Desorientação apática:
o paciente está lúcido, mas há
falta de interesse, inibição psíquica ou insuficiente energia psíquica para a
elaboração das percepções e raciocínio. Percebe o ambiente, mas não forma um
juízo sobre a sua própria situação. (esquizofren)
Desorientação amnésica:
relativa ao bloqueio dos processos mnésicos. Incapacidade de fixar
acontecimentos, incapacidade de orientar-se no tempo, espaço.
Desorientação delirante:
Ocorre quando o indivíduo está vivenciando ideias delirantes, intensas, pelas
quais crêem, com convicção que estão a habitar o lugar dos seus delírios. Exemplo,
o doente pode afirmar que está no inferno ou noutro planeta.
Dupla orientação:
permanência simultânea da orientação verdadeira ao lado de uma falsa (esquizofrenia).
Ex: acredita estar no inferno ou numa prisão.
Desorientação com turvação
da consciência: a pessoa encontra-se desorientada pois está com
comprometimento do nível de consciência. Ocorre no delirium, seja no causado
devido ao álcool ou por doenças físicas e/ou medicamentos.
Desorientação
oligofrênica: Ocorre em indivíduos com graves deficits
intelectuais, por incapacidade ou dificuldade em compreender o ambiente.
à PERTURBAÇÕES DA
MEMÓRIA
-Tipos de memória: Memória imediata/curtíssimo prazo (de poucos
segundos até 1/3min): capacidade de reter o material imediatamente ao ser
percebido…Memória recente ou de curto prazo (últimos dias): Operacional,
serve para gerir a realidade actual…Memória passado recente (últimos
meses)…Memória remota/longo prazo (de meses até anos): capacidade
de evocar informações e acontecimentos do passado, pode ser declarativa: episódica
(eventos) ou semântica (factos)...Memória de trabalho: amplo conjunto de habilidades cognitivas que permitem que informações
novas e antigas sejam mantidas activas, com o objectivo de realizar determinada
tarefa… Memória explícita e declarativa: processo de registar e
evocar de forma consciente e voluntária informações referentes a pessoas e
eventos autobiográficos, assim como conhecimentos factuais…Memória
implícita: responsável pelo estabelecimento de aptidões e hábitos que,
uma vez aprendidos, não precise que pense conscientemente neles: comer, falar,
caminhar… Memória episódica: memória para eventos específicos da
experiência pessoal do indivíduo. Refere-se à recordação consciente de factos
reais previamente ocorridos.
-Alterações quantitativas:
Hipermnésias: as representações mnésicas ocorrem muito depressa, ganhando
em número, perdendo clareza e precisão (estados febris, induzida por drogas e
acidentes que põem em perigo a vida).
Amnesias (hipomnesias): Perda da
memória: seja a da capacidade de fixar ou a da capacidade de manter e evocar
conteúdos mnésicos.
Amnesia anterograda: perda a
memória para fatos ocorridos antes do início da doença.
Amnésia Retrógrada: é a perda da memória onde o indivíduo
esquece os factos que ocorreram antes do
traumatismo.
-Aterações qualitativas (paramnésias): alteração
parcial ou focal do campo da consciência, em que uma certa parte do campo da
consciência está preservada, normal e a outra parte está alterada.
Ilusões mnésicas: acréscimo de elementos falsos a um núcleo verdadeiro de memória. (esquizofrenia, paranóia, histeria grave, borderline)
Ilusões mnésicas: acréscimo de elementos falsos a um núcleo verdadeiro de memória. (esquizofrenia, paranóia, histeria grave, borderline)
Criptomnésias: falseamento
da memória.
Paramnésias: distorções
ou desvios da memória que se referem ao conteúdo ou à vivência temporal do
mesmo.
Confabulação: produções
imaginárias que são vivenciadas como recordações.
Ecmnésia: erro
mnésico de identificação num grau extremo em que o passado é tomado pelo
presente. Ex. dejà vu: vivência de um acontecimento novo
julgando já ter sido experimentado anteriormente.
à PERTURBAÇÕES DA
ATENÇÃO
ATENÇÃO: Capacidade de concentração. Pode ser
espontânea ou activa; processo intelectual e afectivo. A atenção voluntária
é aquela que exige certo esforço, no sentido de orientar a actividade psíquica
para determinado fim. A fadiga, as adições e diversos estados patológicos (depressão)
determinam a incapacidade de concentrar a atenção.
Hipoprosexia: é
uma diminuição global da atenção, fadiga aumentada, dificuldade de percepção, concentração,
pensar, etc. Observada em estados infecciosos, embriaguez alcoólica, psicoses
tóxicas. Pode ocorrer por falta d interesse (deprimidos e esquizofré), déficit
intelectual (oligofrenia e demência) e alterações da consciência (delirium)
Aprosexia:
perda total da capacidade de concentrar a atenção.
Hiperprosexia:
atenção exacerbada.
Distracção:
não se trata de um défice, mas de hiper concentração sobre determinados
conteúdos, com a consequente inibição de tudo o resto.
Distratibilidade:
incapacidade/dificuldade de o sujeito se concentrar em algo que exija esforço
produtivo, desviando-se para
estímulos irrelevantes.
DELIRIOS: alteração do
juízo de realidade/ideias delirantes.
ALUCINAÇÕES: é a percepção real de um objecto inexistente, ou seja, são
percepções sem um estímulo externo.
DELIRIUM: perturbação
da consciência
CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO
DO DSM-IV- TR
àESQUIZOFRENIA: A.minimo 2 durante 1 mês: Ideias delirantes*; Alucinações;
Discurso desorganizado; Comportamento desorganizado; Sintomas negativos (embotamento
efectivo). Nota: *1 se as ideias delirantes forem de carácter
bizarro ou alucinações auditivas. B.Disfunção
social/ocupacional: trabalho, relacionamento interpessoal
ou cuidado com do próprio corrumpidas. C.Duração:
minino 6 meses. Pelo menos 1 mês de
sintomas. D.Exclusão de Perturbação Esquizoafectiva ou do
Humor. E. Os
sintomas não deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico geral. F.Caso
exista Perturbação Autística ou outra Perturbação Global do Desenvolvimento, o
diagnóstico adicional de Esquizofrenia só é realizado se estiverem presentes
ideias delirantes ou alucinações dominantes pelo período mínimo de 1 mês.
à PERTURBAÇÃO
ESQUIZOFRENIFORME: A.Critérios A, D e E da Esquizofrenia. A. Mínimo
2 durante 1 mês: Ideias
delirantes*; alucinações; Discurso desorganizado; Comportamento desorganizado;
e Sintomas negativos (embotamento efectivo). Nota: *1 se as ideias
delirantes forem de carácter bizarro ou alucinações auditivas.D.Exclusão de Perturbação Esquizoafectiva ou
do Humor e os E.sintomas
não deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico geral. B.
Mínima de 1 mês e máxima
de 6 meses. Especificar se: Sem Boas Características de
Prognóstico, Com Boas Características de Prognóstico: pelo menos 2: 1.inicio
dos sintomas situaram dentro do período de 4 semanas desde a primeira
modificação do comportamento. 2. Confusão ou perplexidade na altura de
maior intensidade do episódio psicótico. 3.Bom funcionamento pré-mórbido social e
ocupacional. 4.Ausência
de embotamento ou retraimento afectivo.
à PERTURBAÇÃO PSICÓTICA BREVE: A. mínimo 1:
ideias delirantes; alucinações; discurso desorganizado. B. duração: mínimo 1 dia a 1 mês. C.
Perturbação do Humor com Características Psicóticas, a uma Perturbação Esquizoafectiva
ou Esquizofrenia e não deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico
geral. Especificar se: Com Factor(es) de Stress Marcado(s) (psicose
reactiva breve): sintomas ocorram derivados ao stress. Sem Factor(es) de Stress
Marcado(s).
Com Início no Pós-Parto: início
no período de 4 semanas após o parto.
àEPISODIO DEPRESSIVO MAJOR: A.mínimo 5 durante 2 semanas. 1 dos sintomas é: humor depressivo ou perda
de prazer/interesse. Nota: não incluir sintomas: estado
físico geral, ideias delirantes, alucinações - incongruentes com o humor. Os
sintomas são frequentes quase tds os dias. 1)Humor depressivo, indicados pelo relato
subjectivo (por exemplo, sente-se triste ou vazio) ou pela observação de outros
(por exemplo, parece choroso).2) Diminuição interesse/prazer nas actividades.
3)
Perda/aumento de peso ou diminuição/aumento do apetite. 4) Insónia/hipersónia. 5)
Agitação ou inibição psicomotora (observável por outros). 6) Fadiga/perda de energia. 7) Sentimentos
de desvalorização/culpa excessiva ou inapropriada (pode ser delirante).
8) Diminuição da capacidade de
pensamento/concentração/indecisão. 9) Pensamentos recorrentes acerca da morte,
ideação suicida recorrente sem um plano específico ou uma tentativa de suicídio
ou um planamos específico para cometer suicídio. B. Os sintomas não
preenchem os critérios para Episódio Misto. C. causam mal-estar,
deficiência no funcionamento social, ocupacional ou outros. D.não
deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico geral. E.não
são explicados por Luto.
à DEPRESSIVA MAJOR, RECORRENTE: A.
Mínimo 2 dos Depressivos Major. 1)Humor
depressivo, indicados pelo relato subjectivo (por exemplo, sente-se triste ou
vazio) ou pela observação de outros (por exemplo, parece choroso).2)
Diminuição interesse/prazer nas actividades. 3) Perda/aumento de peso ou
diminuição/aumento do apetite. 4) Insónia/hipersónia. 5) Agitação ou inibição
psicomotora (observável por outros). 6) Fadiga/perda de energia. 7)
Sentimentos de desvalorização/culpa excessiva ou inapropriada (pode ser
delirante).
8) Diminuição da capacidade de
pensamento/concentração/indecisão. 9) Pensamentos recorrentes acerca da morte,
ideação suicida recorrente sem um plano específico ou uma tentativa de suicídio
ou um planamos específico para cometer suicídio. Nota: intervalo minimo 2 meses. B. não são
explicados por uma Perturbação Esquizofreniforme, Esquizofrenia, Perturbação
Esquizofreniforme ou Perturbação Psicótica sem Outra Especificação. C.
Nunca existiu um Episódio Maníaco, um Episódio Misto ou um Episódio
Hipomaníaco.
à PERTURBAÇÃO DISTIMICA: A. Humor
depressivo durante a maior parte do dia, mais de
metade dos dias, durante 2 anos, indicado pelo relato subjectivo ou
pela observação dos outros. B. minimo 2:
1)
Apetite diminuído/aumentado. 2) Insónia/hipersónia. 3) Fadiga/pouca energia. 4)
Baixa auto-estima. 5) Dificuldades de concentração/tomar
decisões. 6)
Sentimentos de falta de esperança. C. Durante 2
anos (1 ano cr/adolesc), sem sintomas de a e b por+2 meses . D.
Não existiu um Episódio Depressivo Major durante os primeiros 2 anos da
perturbação (1 ano para crianças e adolescentes. Nota: pode ter existido
Episódio Depressivo Major, Perturbação Depressiva Major.E.
Nunca existiu um Episódio Maníaco, um Episódio Misto ou um Episódio Hipoma-
níaco e Perturbação Ciclotímica. F. A perturbação não ocorre exclusivamente
durante a evolução de uma Perturbação Psicótica crónica, tal como Esquizofrenia
ou Perturbação Delirante. G. Os sintomas não deriva de efeitos de
substancias ou a um estado físico geral. H. causam mal-estar, deficiência no
funcionamento social, ocupacional ou outros. Especifique se:
Início Precoce: antes dos 21 anos.Início Tardio: depois dos 21. Especifique
(para os 2 anos mais recentes da Perturbação Distímica)
àPERTURBAÇÃO DISTIMICA: A)minimo 3: 1. Baixa auto-estima/autoconfiança/ sensação
de inadequação. 2.
Pessimismo, desespero/desesperança. 3. Perda generalizada de interesse/prazer. 4.
Isolamento social. 5. Fadiga/cansaço crónicos. 6.
Sentimentos de culpa, ruminações sobre o passado. 7. Sensação subjectiva de
irritabilidade excessivas. 8. Diminuição da actividade, eficiência ou
produtividade. 9.
Dificuldades para pensar (alteração concentração, memória e indecisão)
à EPISODIO
MANIACO: A.
minimo 1 semana (ou qualquer duração se for necessária a
hospitalização). B. mínimo 3
(4 se humor irritável): 1)
Auto-estima aumentada/grandiosidade. 2) Diminuição da necessidade de dormir. 3)
Mais falador do que o habitual e pressão para continuar a falar. 4)
Fuga de ideias/experiência subjectiva de aceleração do pensamento. 5)
Distractibilidade (atenção facilmente desviada p irrelevantes). 6)
Aumento da actividade dirigida para determinados objectivos. 7)
Envolvimento excessivo em determinadas actividades agradáveis que
potencialmente podem ter consequências desagradáveis. C. Os sintomas não
preenchem os critérios para Episódio Misto. D. A perturbação do humor
perturba actividade social ou relacionamento com os outros, ou necessitar de
hospitalização para prevenir danos. E. Os sintomas não deriva de efeitos de
substancias ou a um estado físico geral.
à PERTURBAÇÃO BIPOLAR I: A.
Correntemente (ou mais recentemente) num Episódio Hipomaníaco , Maníaco, Misto ou
Episódio Depressivo Major. Se os critérios encontrados se referirem a um
destes episódios excepto na duração, o episódio é considerado não especificado.Nota:
u m x no código de diagnóstico indica que é necessário um quinto dígito
para indicar a gravidade. B. Houve antes pelo menos um
Episódio Maníaco ou Depressivo Major.C. Os episódios de humor
em A e B não são melhor descritos por uma Perturbação Esquizoafectiva e não se
sobrepõem a Esquizofrenia, Perturbação Esquizofreniforme, Perturbação Delirante
ou Perturbação Psicótica sem Outra Especificação. Se os critérios completos
para Episódio Maníaco, Misto ou Depressivo Major se encontrarem
preenchidos., especificar o respectivo estado clínico actual e/ou as
suas características:Ligeiro, Moderado, Grave sem Características
Psicóticas/Grave e com Características Psicóticas, Crónica , Com
Características Catatónicas Com Características Melancólicas Com
Características Atípicas Com Início no Período Pós-Parto . Se os critérios
completos para Episódio Maníaco, Misto ou Depressivo Major não se
encontrarem actualmente preenchidos, especificar o estado clínico actual
da Perturbação Bipolar I e/ou as características do mais recente Episódio
Maníaco, Misto ou Depressivo Major:Em Remissão Parcial, Em Remissão
Completa Com Características Catatónicas, Com Características Melancólicas, Com
Características Atípicas, Com Início no Período Pós-Parto.
à EPISÓDIO HIPOMANÍACO
A. Um período distinto de
humor minimo 4 dias. B. minimo 3 (4
se o humor for somente irritável): 1) Auto-estima aumentada/grandiosidade. 2)
Diminuição da necessidade de dormir. 3) Mais falador que o habitual e pressão para
continuar a falar. 4) Fuga de ideias ou experiência subjectiva de
aceleração do pensamento. 5) Distractibilidade. 6) Aumento da actividade
dirigida para determinados objectivos. 7) Envolvimento excessivo em determinadas
actividades agradáveis que potencialmente podem ter consequências
desagradáveis. C. O episódio está associado com uma
mudança inequívoca no funcionamento que não é característica da pessoa quando
não está sintomática. D. A perturbação do humor e a mudança no
funcionamento são observáveis pelos outros. E. O episódio não é
suficientemente intenso para provocar uma deficiência marcada no funcionamento
social ou ocupacional ou necessitar de hospitalização, e não existem
características psicóticas. F. Os sintomas não deriva de efeitos de
substancias ou a um estado físico geral.
à PERTURBAÇÃO BIPOLAR II:
A. mínimo 1
Episódios Depressivos Major2: 1)Humor depressivo, indicados
pelo relato subjectivo (por exemplo, sente-se triste ou vazio) ou pela
observação de outros (por exemplo, parece choroso).2) Diminuição interesse/prazer
nas actividades. 3) Perda/aumento de peso ou diminuição/aumento do apetite. 4)
Insónia/hipersónia. 5) Agitação ou inibição psicomotora
(observável por outros). 6) Fadiga/perda de energia. 7)
Sentimentos de desvalorização/culpa excessiva ou inapropriada (pode ser
delirante).
8) Diminuição da capacidade de
pensamento/concentração/indecisão. 9) Pensamentos recorrentes acerca da morte,
ideação suicida recorrente sem um plano específico ou uma tentativa de suicídio
ou um planamos específico para cometer suicídio. B. mínimo 1 Episódio Hipomaníaco3: 1)
Auto-estima aumentada/grandiosidade. 2) Diminuição da necessidade de dormir. 3)
Mais falador que o habitual e pressão para continuar a falar. 4)
Fuga de ideias ou experiência subjectiva de aceleração do pensamento. 5)
Distractibilidade. 6) Aumento da actividade dirigida para
determinados objectivos. 7) Envolvimento excessivo em determinadas
actividades agradáveis que potencialmente podem ter consequências
desagradáveis. C. Nunca existiu um Episódio Maníaco ou um
Episódio Misto. D. A e B não se sobrepõem a Esquizofrenia,
Perturbação Esquizofreniforme ou Perturbação Psicótica sem Outra Especificação.
E.
Os sintomas causam mal-estar clinicamente significativo ou deficiência no funcionamento
social, ocupacional ou em qualquer outra área importante. Especificar:Hipomaníaco:
se actual num Episódio Hipomaníaco. Depressivo: se actual num
Episódio Depressivo Major.
Se os critérios completos para Episódio Hipomaníaco ou
Depressivo Major não se encontrarem actualmente preenchidos, os
seguintes especificadores podem ser usados para descrever o estado clínico
actual da Perturbação Bipolar 11 e/ou para descrever as características do
Episódio Depressivo Major mais recente (somente se este for o tipo do episódio
do humor mais recente).
à
PERTURBAÇÃO CICLOTÍMICA: A. Mínimo 2
anos, a presença de numerosos períodos com sintomas hipomaníacos e
numerosos períodos com sintomas depressivos que não preenchem os critérios para
Episódio Depressivo Major. Nota: mínimo 1 ano crianças
e adolesc. B. Durante 3 anos (1 ano cr e adolc) a
pessoa não esteve sem sintomas do Critério A por mais de 2 meses seguidos. C.
Não esteve presente durante os 2 primeiros anos da perturbação qualquer
Episódio Depressivo Major, Maníaco ou Misto.
à ATAQUE DE PÂNICO: mínimo 4 (atingem o seu pico 10 min): 1)
Palpitações, batimentos cardíacos ou ritmo cardíaco acelerado. 2)
Suores. 3)
Estremecimentos ou tremores. 4) Dificuldade em respirar. 5)
Sensação de sufoco. 6) Desconforto ou dor no peito. 7)
Náuseas ou mal-estar abdominal. 8) Sensação de tontura, de desequilíbrio, de
cabeça vazia ou de desmaio. 9) Desrealização (sensações de irreal idade)
ou despersonalização (sentir-se desligado de si próprio). 10) Medo de perder o controlo ou
de enlouquecer. 11)
Medo de morrer. 12)
Parestesias (dormências ou formigueiros). 13) Sensação de frio ou de calor.
à PERTURBAÇÃO DE PÂNICO SEM AGORAFOBIA: A.
Ambos (1) e (2): 1) Ataques de
Pânico inesperados e recorrentes. 2)
mínimo 1 e min 1 mês: a) preocupação persistente acerca de
ter ataques adicionais; b)
preocupação acerca das implicações dos ataques ou das suas consequências (por
exemplo, perder o controlo, ter um ataque de coração ou «enlouquecer»): c) uma alteração significativa no
comportamento relacionado com os ataques. B. Ausência de Agorafobia. C.
Os sintomas não deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico geral.
à PARA
AGORAFOBIA: A. Ansiedade em relação a lugares ou
situações nos quais a fuga possa ser difícil. B. As situações são
evitadas ou enfrentadas com intenso mal-estar ou ansiedade de vir a ter um
Ataque de Pânico ou sintomas semelhantes ao pânico ou requerem a presença de
uma pessoa de confiança.
à PERTURBAÇÃO DE PÂNICO COM AGORAFOBIA: A. Ambos 1 e 2:
1) Ataques de Pânico inesperados e recorrentes. 2) mínimo 1 e min 1 mês: a) preocupação persistente
acerca de ter novos ataques; b) preocupação acerca das implicações dos
ataques ou das suas consequências (por exemplo, perder o controlo, ter um
ataque de coração ou «enlouquecer»); c) uma alteração significativa no
comportamento relacionada com os ataques. B. Presença de Agorafobia. C.
Os Ataques não deriva de efeitos de substancias ou a um estado físico geral.
àFOBIA
ESPECÍFICA: A. Medo acentuado e persistente que é excessivo
ou irracional, desencadeado pela presença ou antecipação de um objecto ou
situação específica (por exemplo, viajar de avião, alturas, animais, levar uma
injecção, ver sangue). B. A exposição ao estímulo fóbico provoca
quase sempre invariavelmente uma resposta ansiosa imediata, que pode ter a
forma de um Ataque de Pânico situacional ou situacionalmente provável. C.
A pessoa reconhece que o medo é excessivo ou irracional. D. A(s) situação(ões)
fóbica(s) é (são) evitada(s) ou enfrentada(s) com intensa ansiedade ou
mal-estar. E.
O evitamento, antecipação ansiosa ou mal-estar na(s) situação(ões) temida(s)
interfere significativamente com as rotinas normais da pessoa, funcionamento
ocupacional (ou académico), relacionamentos ou actividades sociais ou mal-estar
acentuado por ter a fobia. F.-18anos-minimo
6meses. G. A ansiedade, os Ataques de Pânico ou o
evitamento fóbico associado com a situação ou objecto específico não são melhor
explicados pla Perturbação Obsessivo-Compulsiva (medo sujidade com obsessão acerca
da contaminação), Perturbação Pós-Stress Traumático (evitamento de
estímulos associados com um stressor intenso), Perturbação da Ansiedade de
Separação (evitamento da escola), Fobia Social (evitamento de situações sociais
devido a medo do embaraço), Perturbação de Pânico com Agorafobia, Agorafobia
sem História de Perturbação de Pânico. Especificar o tipo:Tipo
Animais, Tipo Ambiente Natural,Tipo Sangue-Injecções-Ferimentos, Tipo
Situacional (por exemplo, aviões, elevadores, espaços fechados).
àFOBIA SOCIAL: A. Medo acentuado e
persistente de uma ou mais situações sociais e de desempenho nas quais o
sujeito está exposto a pessoas desconhecidas ou à possível observação de
outras. O sujeito teme poder vir a comportar-se (ou mostrar sinais de
ansiedade) de modo humilhante ou embaraçador. B. A exposição à situação
social temida provoca quase sempre ansiedade, que pode assumir a forma de um
Ataque de Pânico situacional ou situacionalmente provável. C. A pessoa reconhece que
o medo é excessivo ou irracional. D. A(s) situação(ões) fóbica(s) é (são)
evitada(s) ou enfrentada(s) com intensa ansiedade ou mal-estar. E.
O evitamento, antecipação ansiosa ou mal-estar na(s) situação(ões) sociais ou
de desempenho interferem com as rotinas normais da pessoa, funcionamento ocupacional
(ou académico), relacionamentos ou actividades sociais ou mal-estar acentuado
por ter a fobia. F. -18anos,
mínimo 6 meses.
G. Os sintomas não deriva
de efeitos de substancias ou a um estado físico geral.H. (gaguejar, de tremer Parkinson,comportamento
alimentar anormal-anorexia/Bulimia. Especificar se: Generalizada: se
os medos incluem todas as situações (considere igualmente o diagnóstico
adicional de Perturbação Evitante da Personalidade).
à PERTURBAÇÃO
OBSESSIVO-COMPULSIVA: A. Obsessões:
1)
Pensamentos, impulsos ou imagens, recorrentes e persistentes, que são
experimentados, durante algum período da perturbação, como intrusivos e
inapropriados e que provocam ansiedade ou mal-estar intenso. 2)
Pensamentos, impulsos ou imagens que não são simplesmente preocupações
excessivas acerca de problemas reais de vida. 3) A pessoa tenta ignorar ou
suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens ou neutralizá-los com algum
outro pensamento ou acção. 4) A pessoa reconhece que os pensamentos
obsessivos, impulsos ou imagens são produto da sua mente (não impostos de fora
como na inserção de pensamento). Compulsões: 1)
Comportamentos repetitivos (por exemplo, lavagem das mãos, ordenações,
verificações) ou actos mentais (por exemplo, rezar, contar, repetir palavras mentalmente)
que as pessoas se sentem compelidas a executar em resposta a uma obsessão ou de
acordo com regras que devem ser aplicadas de modo rígido. 2) Os comportamentos/actos
mentais têm como objectivo evitar ou reduzir o mal-estar ou prevenir algum acontecimento
ou situação temida; contudo, estes comportamentos ou actos mentais ou não estão
ligados de um modo realista com o que pretendem neutralizar ou evitar ou são
claramente excessivos. B. Nalgum período durante a evolução da
perturbação a pessoa reconheceu que as obsessões ou compulsões são excessivas
ou irracionais. Nota: não crianças. C. As obsessões ou compulsões provocam
forte mal-estar, consomem tempo (mais de 1 hora p/dia)
ou interferem significativamente com as rotinas normais da pessoa, funcionamento
ocupacional (ou académico) ou com os relacionamentos ou actividades sociais. Especificar
se: com Fraco Insight: se durante a maior parte do tempo do
episódio actual a pessoa não reconhece que as obsessões ou compulsões são
excessivas ou irracionais
à PERTURBAÇÃO PÓS-STRESS TRAUMÁTICO: A.
ambas: 1) A pessoa experimentou,
observou ou foi confrontada com um acontecimento ou acontecimentos que
envolveram ameaça de morte, morte real ou ferimento grave, ou ameaça à
integridade física do próprio ou de outros. 2) A resposta da pessoa envolve
medo intenso, sentimento de falta de ajuda ou horror. B. minimo1: 1) Lembranças perturbadoras intrusivas e
recorrentes do acontecimento que incluem imagens, pensamentos ou percepções. 2)
Sonhos perturbadores recorrentes acerca do acontecimento. 3) Actuar ou sentir como se o
acontecimento traumático estivesse a reocorrer (inclui a sensação de estar a
reviver a experiência, ilusões, alucinações e episódios de flashback dissociativos,
incluindo os que ocorrem ao acordar ou quando intoxicado). 4) Mal-estar psicológico intenso
com a exposição a estímulos internos ou externos que simbolizem ou se
assemelhem a aspectos do acontecimento traumático. 5) Reactividade fisiológica
durante a exposição a estímulos internos ou externos que simbolizem ou se
assemelhem a aspectos do acontecimento traumático.
C. mínimo 3: 1)
Esforços para evitar pensamentos, sentimentos ou conversas associados com o
trauma. 2)
Esforços para evitar actividades, lugares ou pessoas que desencadeiam
lembranças do trauma. 3) Incapacidade para lembrar aspectos
importantes do trauma. 4) Interesse fortemente diminuído na
participação em actividades significativas. 5) Sentir-se desligado ou
estranho em relação aos outros. 6) Gama de afectos restringida (por exemplo, incapaz
de gostar dos outros). 7) Expectativas encurtadas em relação ao
futuro (por exemplo, não esperar ter uma carreira, casamento, filhos ou um
desenvolvimento normal de vida). D. mínimo 2:
1)
Dificuldade em adormecer ou em permanecer a dormir. 2) Irritabilidade ou acessos de
cólera. 3)
Dificuldade de concentração. 4) Hipervigilância. 5) Resposta de alarme exagerada.
E.
duração: B, C e D) mais
de 1mês. F. A perturbação causa mal-estar ou
deficiência no funcionamento social, ocupacional ou qualquer outra área
importante. Especificar se:Aguda: se a duração dos sintomas é
inferior a 3 meses; Crónica: se a duração dos sintomas é igualou
superior a 3 meses; Com Início Dilatado: se o início dos sintomas é de
pelo menos 6 meses depois do acontecimento stressor.
à
PERTURBAÇÃO DA ANSIEDADE GENERALIZADA: A. Ansiedade e
preocupação (apreensão expectante) excessivas, durante mais de metade dos dias mínimo 6 meses, acerca de um certo número de acontecimentos/actividades
(trabalho). B.
A pessoa tem dificuldade em controlar a preocupação.C. mínimo 3(mais de metade
dos dias mínimo 6 meses). 1)
Agitação, nervosismo ou tensão interior. 2) Fadiga fácil. 3) Dificuldades de concentração
ou esquecimentos devidos à ansiedade. 4) Irritabilidade. 5) Tensão muscular. 6)
Perturbações do sono (dificuldade em adormecer ou permanecer a dormir, ou sono
agitado). E.
A ansiedade, preocupação ou sintomas físicos causam mal-estar clinicamente
significativo ou deficiência no funcionamento social, ocupacional ou em
qualquer outra área. F. Não deriva de efeitos de substancias ou
um estado físico geral.
à
PERTURBAÇÃO DISMÓRFICA CORPORAL: A. Preocupação com um
defeito imaginado na aparência. Mesmo que uma anomalia física esteja presente a
preocupação tem um carácter marcadamente excessivo. B. A preocupação causa
sofrimento clinicamente significativo ou disfunção no funcionamento social,
ocupacional e noutras áreas importantes do funcionamento individual. C.
A preocupação não faz parte do quadro de outras perturbações mentais (por
exemplo, insatisfação com a forma e dimensões do corpo na Anorexia Nervosa).
àPERTURBAÇÃO FACTÍCIA: A. Produção intencional
ou forjada de sinais ou sintomas físicos ou psicológicos. B. A motivação que leva o
doente a adoptar este comportamento é a necessidade de assumir o papel de
doente. C.
Estão ausentes incentivos externos para o comportamento (tais como ganho
económico, evitamento de responsabilidades legais ou conforto físico, como
acontece na Simulação). Com Predomínio de Sinais e Sintomas Psicológicos: se
na apresentação clínica predominam sinais e sintomas psicológicos. Com
Predomínio de Sinais e Sintomas Físicos: se na apresentação clínica
predominam sinais e sintomas físicos. Com Combinação de Sinais e Sintomas
Físicos e Psicológicos: se estão presentes simultaneamente sinais e
sintomas físicos e psicológicos sem que nenhum deles predomine na apresentação
clínica.
à PERTURBAÇÃO
DISSOCIATIVA DA IDENTIDADE: A. Presença de 2 ou mais identidades ou
estados de personalidade. B. Pelo menos 2 destas identidades ou
estados de personalidade controlam o comportamento do sujeito, de forma
recorrente. C.
Incapacidade para recordar informação pessoal importante, demasiado extensa
para ser explicada por vulgar esquecimento. D. Não deriva de efeitos
de substancias ou um estado físico geral.
à
PERTURBAÇÃO PARANÓIDE DA PERSONALIDADE: A. Mínimo 4: 1) Suspeita, sem bases suficientes, que os
outros tiram partido dele, o prejudica ou engana. 2) Preocupações com dúvidas
injustificadas acerca da lealdade ou confiança de amigos ou conhecidos. 3)
Relutância em confiar nos outros por medo injustificado que a informação possa
ser usada contra si. 4) Interpretação ameaçadora de acontecimentos
e relatos inocentes. 5) Persistência em manter má vontade, isto é,
incapacidade para esquecer ofensas, injúrias ou indelicadezas. 6)
Percepção de ataques ao seu carácter e reputação não aparentes para os outros
aos quais reagem rapidamente com raiva ou contra-atacando. 7) Suspeição recorrente, sem
justificação, em relação ao cônjuge ou parceiro sexual. B. Não ocorrer
exclusivamente durante a evolução de Esquizofrenia, Perturbação do Humor com
Características Psicóticas ou outra Perturbação Psicótica, ou não devida ao
efeito fisiológico directo de um estado físico geral.
àPERTURBAÇÃO ESQUIZÓIDE DA PERSONALIDADE: A.
minimo 4: 1) Nenhum desejo ou prazer em
relações próximas, incluindo relações familiares. 2) Quase sempre escolha de
actividades solitárias.3) Pouco, se algum, interesse em ter
experiências sexuais com outra pessoa. 4) Pouco prazer, se algum, em poucas
actividades. 5)
Sem amigos ou confidentes, para além dos familiares em primeiro grau. 6)
Indiferença aparente para o elogio ou crítica dos outros. 7) Frieza emocional,
desprendimento ou embotamento afectivo. B. Não ocorre exclusivamente durante a
evolução de Esquizofrenia, Perturbação do Humor com Características Psicóticas,
outra Perturbação Psicótica ou uma Perturbação Global do Desenvolvimento, e não
ser devida a efeitos fisiológicos directos de um estado físico geral. Consiste: No distanciamento afectivo,
afecto embotado e uma aparente frieza emocional; Apatia; Indiferença aparente a
elogios e críticas; Tende a uma preocupação excessiva com fantasias e
introspecção; Falta de amigos íntimos ou relacionamentos confidentes, além de
uma marcante insensibilidade para com normas e convenções sociais.
àPERTURBAÇÃO
ESQUIZOTÍPlCA DA PERSONALIDADE: A. minimo 5: 1) Ideias de referência (excluindo ideias
delirantes de referência). 2) Crenças bizarras ou pensamento mágico que
influenciam o comportamento e são inconsistentes com as normas subculturais
(por exemplo, superstições, clarividência, telepatia ou «sexto sentido»; em
crianças ou adolescentes, preocupações ou fantasias bizarras). 3)
Experiências perceptivas pouco habituais, incluindo ilusões corporais. 4)Pensamento
e discurso bizarros (por exemplo, vago, metafórico, circunstancial, muito
elaborado ou estereotipado). 5) Desconfiança ou ideação paranóide. 6)
Inadequação ou restrição do afecto. 7) Comportamento e aparência bizarra,
excêntrica ou peculiar. 8) Ausência de amigos íntimos ou
confidentes para além de familiares de primeiro grau. 9) Ansiedade
social excessiva que não diminui com a familiaridade e tende a associar-se com
receios paranóides e não com juízos negativos acerca de si próprio.
à
PERTURBAÇÃO ANTI-SOCIAL DA PERSONALIDADE: A. Desrespeito e violação
dos direitos dos outros. Desde os 15 anos, minimo 3:
1)
Incapacidade para se conformar a normas sociais no que diz respeito a
comportamentos legais como é demonstrado pelos actos repetidos que são motivo
de detenção. 2)
Falsidades, como é demonstrado por mentiras e álibis, ou contrariar os outros
para obter lucro ou prazer. 3) Impulsividade ou incapacidade para
antecipar. 4)
Irritabilidade e agressividade, como é demonstrado pelos repetidos conflitos e
lutas físicas.5)
Desrespeito temerário pela segurança de si próprio e dos outros. 6)
Irresponsabilidade consistente, como é demonstrado pela incapacidade repetida
para manter um emprego, ou honrar obrigações financeiras. 7) Ausência de remorso, como é
demonstrado pela racionalização e indiferença com que reage após ter magoado,
maltratado ou roubado alguém. B. idade mínima:18a.
C. Evidência
antes15a. D.
O comportamento anti-social não ocorre durante a evolução de Esquizofrenia ou
de um Episódio Maníaco. Os sociopatas
são pessoas incapazes de uma interacção afectiva verdadeira e amorosa; não tem
consideração ou compaixão pelas outras pessoas; mentem; enganam, trapaceiam e
prejudicam os outros, mesmo a quem nunca lhe fez nada.
à PERTURBAÇÃO ESTADO-LIMITE DA PERSONALIDADE: BORDERLINE instabilidade
no relacionamento interpessoal, auto-imagem e afectos, e impulsividade marcada
com começo no início da idade adulta. Mínimo 5: 1)
Esforços frenéticos para evitar o abandono real ou imaginado. 2)
Padrão de relações interpessoais intensas e instáveis caracterizadas por
alternância extrema entre idealização e desvalorização. 3) Perturbação de identidade:
instabilidade persistente e marcada da auto-imagem ou do sentimento de si
próprio. 4)
Impulsividade minimo2 (gastos, sexo, abuso de substâncias, condução
ousada, ingestão alimentar maciça). 5) Comportamentos, gestos ou ameaças
recorrentes de suicídio, ou comportamento automutilante. 6) Instabilidade afectiva por
reactividade de humor marcada (por exemplo, episódios intensos de disforia,
irritabilidade ou ansiedade, habitualmente durando poucas horas ou mais
raramente alguns dias). 7) Sentimento crónico de vazio. 8)
Raiva intensa e inapropriada ou dificuldades de a controlar (por exemplo,
episódios de perda de calma, raiva constante, brigas constantes). 9)
Ideação paranóide transitória reactiva ao stress ou sintomas dissociativos
graves.
à PERTURBAÇÃO
HISTRIÓNICA DA PERSONALIDADE: idade adulta, mínimo 5: 1) Desconforto em situações em que não são o
centro das atenções. 2) Interacção com os outros caracterizada por
sedução sexual inapropriada ou comportamento provocador. 3) Rápidas alterações e
superficialidade na expressão emocional. 4) Uso da aparência física para chamar a
atenção. 5)
Discurso excessivamente impressionista e com pouco pormenor. 6)
Autodramatização, teatralidade e exagero na expressão emocional. 7)
Sugestionabilidade, influenciáveis facilmente pelos outros ou pelas
circunstâncias. 8)
Considerar como muito íntimas relações que não o são.
àPERTURBAÇÃO
NARCÍSICA DA PERSONALIDADE: mínimo 6:
1)
Sentimento grandioso de auto-importância (por exemplo, exagero na exaltação de
talentos e realizações, esperando ver reconhecido um estatuto de superioridade
sem fundamentação proporcional). 2) Preocupação com fantasias de êxito
ilimitado, poder, brilhantismo, beleza ou amor ideal. 3) Crenças que se é «especial» e
único, e que por isso só se pode ser compreendido por, ou estar associado com,
pessoas ou instituições especiais e de alto estatuto. 4) Necessidade de admiração excessiva.
5)
Sentimento de ser reverenciado, por exemplo, expectativas não razoáveis de
tratamento especialmente favorável ou adesão automática ao que espera. 6)
Tirar partido dos outros, por exemplo, utilizar os outros para atingir os
próprios fins. 7)
Ausência de empatia: incapacidade para reconhecer ou identificar os sentimentos
e necessidades dos outros. 8) Frequentemente inveja dos outros ou crenças
de que os outros o invejam. 9) Demonstrações de arrogância, comportamentos
ou atitudes altivas. TEM: Uma
preocupação excessiva com detalhes, regras, listas, ordem, organização ou
esquemas; É perfeccionista, o que interfere na conclusão de tarefas, além de
exibir dúvidas excessivas sobre assuntos irrelevantes; É muito cauteloso,
rígido e teimoso, demonstra excesso de escrúpulo e preocupação indevida com
pequenos detalhes da vida. Exibe uma rigidez que impede ou anula a sensação de
prazer nas relações interpessoais.
àPERTURBAÇÃO
EVITANTE DA PERSONALIDADE: mínimo 4:
1)
Evitamento de ocupações que envolvam contactos interpessoais, por medo de
críticas, desaprovação ou rejeição. 2) Pouca determinação no envolvimento com
pessoas, a não ser com a certeza de ser apreciado. 3) Reserva nas relações íntimas
por medo do ridículo ou de ser envergonhado. 4) Preocupações em ser criticado
ou rejeitado em situações sociais. 5) Inibição em novas situações interpessoais
devido a sentimentos de inadequação. 6) Auto-análise como inepto socialmente, sem
encanto pessoal ou inferior aos outros. 7) Relutância em assumir riscos pessoais ou
envolver-se em novas actividades porque podem ser embaraçosas. Acredita ser incapaz socialmente,
considerar-se inferior aos outros. Exibe um medo e apreensão enorme de ser
criticado ou rejeitado pelos outros, o que o faz evitar actividades que envolvam
contactos interpessoais, em consequência do seu extremo medo de desaprovação.
àPERTURBAÇÃO DEPENDENTE DA PERSONALIDADE: mínimo 5: 1)
Dificuldade em tomar decisões sem um excessivo apoio e aconselhamento dos
outros. 2)
Necessidade de transferir responsabilidades para os outros na maior parte das
áreas importantes das suas vidas. 3) Dificuldade em discordar dos outros por
medo de perder apoio ou aprovação. 4) Dificuldade em iniciar projectos ou fazer
coisas por sua conta (pela ausência de confiança nas suas capacidades em vez de
ausência de motivação ou energia). 5) Entregar-se a excessos para obter cuidados
e apoio dos outros, ao ponto de se oferecerem como voluntários para tarefas
desagradáveis. 6)
Sentimentos de desconforto e desamparo quando sozinhos, por medo exagerado de
serem incapazes de cuidar de si próprios. 7) Procura urgente de outras relações em
substituição de alguma relação íntima terminada. 8) Preocupações irreais com
medos de ficarem entregues a si próprios. é
dependente daqueles de quem depende, impossibilitando-os de tomar atitudes
próprias, sem se reverter àquelas de quem dependem, além de possuírem um medo
excessivo de serem abandonados pelas pessoas de quem são dependentes,
experimentam um grau de sentimento de desamparo.
àPERTURBAÇÃO
OBSESSIVO-COMPULSIVA DA PERSONALIDADE: cuidados, perfeccionismo
e controlo mental e interpessoal. início da idade adulta. Mínimo 5: 1) Preocupações com pormenores, regras,
listas, ordem, organização ou esquemas, ao ponto de se perder a finalidade da
actividade. 2)
Perfeccionismo que interfere com o cumprimento de tarefas (por exemplo,
incapacidade de completar projectos por não estarem de acordo com regras
restritas do sujeito). 3) Devoção excessiva ao trabalho e à
produtividade, até à exclusão dos amigos e actividades de lazer (excepto por
óbvias razões de necessidade económica). 4) Hiperconscienciosidade, escrupulosidade e
inflexibilidade acerca da moral, ética ou valores (excepto por razões de
identificação cultural ou religiosa). 5) Incapacidade para se libertar de objectos
inúteis mesmo que isentos de valor sentimental. 6) Relutância em delegar funções
ou trabalho nos outros, a menos que respeitem exactamente o seu modo de
proceder. 7)
Adopção de um estilo miserabilista para consigo e os outros; o dinheiro é visto
como algo a conservar para catástrofes futuras. 8) Rigidez e obstinação. Sente o seu corpo sujo e contaminado, onde o
mesmo tem que se esforçar constantemente para limpa-lo, purifica-lo, ou
protege-lo da contaminação.