segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Estatistica - códigos para o excel


Estatística Descritiva:

É a ciência que classifica, organiza e analisa dados.

Tem por objectivo medir, contar ou descrever os dados obtidos na tomada de observações de determinada fonte.

ID- qualitativa ordinal - tem ordem de chegada a base de dados.

Conceitos Fundamentais:
Variável: algo que está sujeito a sofrer alterações, uma quantidade que pode assumir qualquer valor de um conjunto de valores;
Observação: um valor que uma dada variável pode assumir;
População: todos os valores que a variável pode assumir;
Amostra: um conjunto de valores da população que a variável pode assumir;
Distribuição: um arranjo de valores de acordo com a sua frequência observada ou teórica;
Estatística amostral: Variáveis da amostra ou calculadas a partir da amostra;
Parâmetros da população: Designação utilizada para as variáveis ou características que estamos a medir na população.
Variáveis independentes: variável manipulada pelo investigador.
Variáveis dependentes: variável a medir.

Características da População:
Qualitativas Vs Quantitativas
• Escala nominal: variáveis qualitativas, mutuamente exclusivas e sem ordem entre categorias.
• Escala Ordinal: igual à anterior mas com ordem.
• Escala de Intervalo: enquanto nas escalas anteriores as variáveis são discretas, nesta são contínuas, encontrando-se entre limite inferior e um outro superior.
• Rácios ou Razão: semelhante à anterior mas com um zero absoluto.



Etapas do Método Estatístico:
1. Hipótese ou Objectivo da análise
2. Hipótese estatística ou concepção de um procedimento estatístico adequado
3. Amostragem e análise de dados
4. Análise estatística e estabelecimento de inferência acerca da população
5. Conclusão

Análise e Interpretação dos Resultados:
Estatística Descritiva Vs Inferencial
Descritiva: Organiza e sintetiza observações.
Inferencial: Generalizações dos dados obtidos a partir das amostras para a população à Predição


Medidas de Tendência Central:

Média– ponderação média dos valores;                        =MÉDIA(

 • Influenciada por todos os valores observados;
• Pode tomar um valor diferente dos observados;
• O seu valor pode ser enviesado apenas por alguns valores extremos; o que faz com que deixe de ser representativa se a distribuição for demasiado assimétrica.


Mediana– ponto médio da nossa distribuição;              =Med(

• Determinada pelo número de observações e não pelo seu valor, o que faz com que valores extremos não afectem a mediana;
• Adequada para distribuições altamente assimétricas;
• Pouco utilizada na inferência estatística


Moda– Valor que ocorre com mais frequência.     =moda(

• A moda pode não existir em certas distribuições, enquanto noutras poderá existir mais que uma moda – distribuição multimodal;
• O valor da moda não é influenciado por valores extremos.
É o ponto mais alto do gráfico

Medidas de Tendência Não-Central:

• Quartis                                            =quartil(    

• Percentis                                          =percentil(
 
Medidas de dispersão

• Amplitude   ( na tabela, escrever os 2 primeiros números e esticar até ao maior depois calcular =máximo e =mínimo)

• Variância                                  =VAR(     

• Desvio-padrão                             =DESVPAD(   


Análise e interpretação dos resultados

Medidas de Assimetria                             =DISTORÇÃO( 
• O grau de assimetria de uma distribuição consiste na comparação das medidas de tendência central (média; mediana; moda).

 

Medidas de Curtose                                =CURT(                     
• Grau de achatamento de uma distribuição

Calcular a variável: ( tools - add-ins – analysis toolpak || data analysys – describe statistics – selecionar coluna - summary statistics )


Histogramas

( 1º selecciono a coluna pretendida; em 2º ponho os dois primeiros números i aparece ate ao máximo do numero maior que existe -  usar os comandos ( =máximo e =mínimo) )



Correlações (i)

•As medidas de associação ou coeficientes de correlação, quantificam a intensidade e direcção da relação entre duas variáveis.
•Para medir o grau de correlação entre as variáveis utiliza-se o rde Pearson para variáveis quantitativas.



Coeficientes de correlação:
-1 < r< 1

Grau de associação:
Muito fraca<0.10
Fraca0.10< r < 0.30
Moderada0.30< r < 0.60
Forte0.60< r < 0.90
Muito forte0.90< r < 1

A correlação dá o grau de associação entre duas variáveis quantitativas
Gráfico de correlação
Sentido da relação positivo ou negativo tem valores entre ,-1 e 1
Entre 0 a 1 - correlação positiva - quando uma aumenta a outra aumenta, quando uma diminui a outra diminui
Entre ,-1 e 0 - correlação negativa -  acontece que se associam de forma inversa, quando uma aumenta a outra diminui
Temos de medir também: o -1 e 1 são relações perfeitas e o valor 0 é a ausência de relação

A recta faz-se clicando nas bolinhas -  usar sempre gráfico de dispersão




códigos excel:



MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL
Média =MÉDIA     -      AVERAGE
Mádia.se – AVERAGEIF
Mediana =MED     -     Median
Moda =MODA       -       mode

MEDIDAS DE DISPERSÃO
Amplitude =MÁXIMO-MÍNIMO     ( na tabala, escrever os 2 primeiros números e esticar até ao maior)
Variância =VAR      -       var
Desvio Padrão =DESVPAD      -       STDEV

MEDIDAS DE TENDÊNCIA NÃO CENTRAL
Quartis =QUARTIL     -     QUARTILE          -      ;0 ou ;1 depende o quartil que se queira
Percentis =PERCENTIL     -    PERCENTILE     -     ;0.25 ou 25% depende o número                     

MEDIDAS DE DISTRIBUIÇÃO
Assimetria =DISTORÇÃO       -        SKEW
Curtose =CURT                       -         KURT

ANÁLISE DE FREQUÊNCIA
Frequência absoluta =CONTAR.SE    -     COUNTIF;1 
Correlação – Correl    -    correl





Emoções e Motivação



Power 2006: escala das emoções básicas (bes) = felicidade, tristeza, medo, nojo, cólera.

A regulação da vida - árvore da sobrevivência – homeostasia - princípio do equilíbrio
Nível básico: regulação do metabolismo de modo a manter o equilíbrio químico, reflexos e defesa de agentes tóxicos e parasitas.
Nível intermédio: comportamentos associados com as noções de prazer e recompensa ou dor e punição.
Nível intermédio acima: estado consciente do organismo de ter um apetite, da consumação ou frustração do apetite.
Emoções: conjunto de mecanismos presentes após o nascimento, ou pouco depois, com pouca ou nenhuma dependência da aprendizagem, que regulam os processos da vida e promovem a sobrevivência.
Todos os acima são automáticos
Sentimentos: expressão mental de todos os níveis de regulação homeostatica.

Léxico emocional:
Drives: resposta a alteração fisiológica que leva o indivíduo a estar activo e a atingir determinados objectivos. Ex: fome, sede, sexo.
Reflexos: resposta automática e involuntária a um determinado estimula. Ex: piscar o olho perante um sopro de ar.
Afectos Reflexivos: respostas transitórias intimamente relacionadas no tempo com as condições desencadeadoras. Organização nas zonas mais antigas do cérebro.
Instintos: padrões mais complexos de comportamento, rígidos e pré-determinados dependentes de estímulos. Ex: instinto maternal, de defesa (podem ser interrompidos ou modificados)
Emoções: estados psicológicos compostos por activação fisiológica, reacções expressivas e componentes subjectivo que motivam, organiza e guiam a percepção, o pensamento, a memória e a acção. Ex: medo, alegria.
                        Resposta orquestrada de modo corrente com componentes comportamentais, fisiológicos e cognitivas que se mantém para alem das condições precipitadoras. Presentes em todos os mamíferos.
Sentimentos elevados: misturas dos afectos básicos com os processos cognitivos mais elevados. Único nos humanos. Resultado da expansão no neo-cortex.
Estruturas cognitivas – afectivas: associações entre emoções e pensamentos. Ideologia ou filosofia de vida. Capacidade linguística e de representação.
Taxonomias: dissecar o mundo em categorias.

Definição de emoção:
- Conjunto complexo de respostas químicas e neuronais formando um padrão distinto.
- Respostas produzidas por um cérebro normal quando detecta um estimulo emocionalmente competente (eec) estas respostas são automáticas.
- O cérebro está preparado pela evolução para responder a determinados eecs com determinados reportórios comportamentais. Contudo, alista de eecs não está limitada aos prescritos pela evolução inclui muitos outros aprendidos com a experiência de vida – há coisas inatas e aprendidas.
- O resultado imediato destas respostas é uma mudança temporária no estado do corpo e no estado das estruturas do cérebro que mapeiam o corpo e suportam o pensamento – quando se fica emocionado o corpo e o pensamento alteram-se.
- O resultado destas respostas, directa ou indirectamente, é a colocação do organismo em circunstâncias que conduz à sobrevivência e ao bem-estar.

Racionalidade emocional – hipótese dos marcadores somáticos
- Défices no comportamento emocional implicam alterações no funcionamento cognitivo.
- Os sinais emocionais não substituem o raciocínio. Aumentam a eficácia do processo formando-o mais rápido.

Modelos de julgamento moral:
- Racionar 
Acontecimento (afecto) à raciocínio à julgamento
- Razão para avaliar a verdade acerca do mundo
- As emoções apenas podem afectar o processo de raciocínio (ex: simpatia)

- Intuição social à
 
Sentimentos morais:
- Sensações agradáveis de aprovação para actos de benevolência
- Sensações desagradáveis de desaprovação para actos condenáveis.
“os julgamentos morais são semelhantes na forma aos julgamentos estéticos” – David Hume.


Modelo intuição social:
- Julgamento moral é causado por intuições morais rápidas que são seguidas por raciocínios.
- Existência de verdades morais, não por reflexão, mas por um processo semelhante à percepção.
- Justificação, em vez da procura da verdade.


Funções das emoções:
- Tomada de decisão: nunca há informação completa para decidir. Lesões cerebrais em áreas de comportamento emocional.
- Preparação do corpo para a acção: respostas automáticas (batimento cardíaco). Respostas endócrinas (adrenalina).
- Flexibilidade na resposta: objectivos específicos pelos genes (receptores do paladar, olfactivos). Comportamento flexível pode atingir estes objectivos de diferentes modos.
- Motivação: Medo provoca evitação. Amor promove a aproximação.
- Comunicação: expressões faciais emocionais universais. Comportamento não verbal humano. Comportamento animar.
- Ligação social: vinculo progenitor – descendentes. Vínculo entre parceiros sexuais. Vínculo entre pares.
- Avaliação dos eventos e memórias: humor influencia a interpretação dos acontecimentos.
- Arquivo de acontecimentos na memória: moções provocam associações.
- Motivação persistente e contínua: emoções promovem a procura de objectos.

Teoria de James – Lange: Tradição psicofisiológica
Perspectiva do senso comum:
Estimulo (urso)à emoção (medo)à alteração somáticas (fuga)
Vejo uma animal, tenho medo, fujo

Perspectiva de W. James
Estimulo (urso) à alteração somática (fuga) à emoção (medo)

Emoção:
- Presença de um estímulo emocional; produção de alterações somáticas (activação do snc); percepção das alterações somáticas levam à experiencia da emoção.

A actividade facial voluntária produziu a experiencia subjectiva associada com cada emoção. Produziu a actividade autonómica que distingui: emoções positivas das negativas e emoções negativas – padrões específicos.

A teoria e a experiencia comprovaram: a capacidade para a actividade voluntária produzir a actividade autonómica específica associada.

Criticas:
1)      As alterações periféricas produzidas durante as emoções não são suficientemente mais para dar informação que as permita diferenciar.
2)      Quando as emoções são evocadas mentalmente as respostas periféricas são muito menos claras q distintas do que quando as emoções são produzidas por estímulos externos.
3)      As respostas comportamentais das emoções podem não ocorrer quando é espera, por exemplo um sorriso não ocorre após algo que correu bem, mas pode ocorrer em circunstâncias não relacionadas, por exemplo sorrir e olhar para um amigo.

Versão actual da teoria de James – Lange
A hipótese dos marcadores somáticos.
- Após a avaliação de um estímulo emocionalmente competente ocorrer normalmente uma resposta do corpo (marcador somático) que conduz a um sentimento que faz uma contribuição para o processo de tomada de decisão
- O conhecimento implícito implementado pelos marcadores somáticos é utilizado nos processos de tomada de decisão sem que haja conhecimento explícito para resolver a questão.

Existem consequências à determinam o nosso conhecimento


Teoria de Cannon – Bard = tradição neurológica
- Padrão inespecífico da activação fisiológica nas emoções

Emoções sem activação fisiológica – lesões na espinal medula
Experiencia emocional consciente pode ser mais rápida que a activação fisiológica (aspectos hormonais)

Independência da activação fisiológica nas emoções

Estilo (urso) à activação (tálamo) = emoção (medo) e alterações somáticas (bat. Cardíaco)

A experiencia subjectiva das emoções e as alterações somáticas associadas ocorrem em conjunto, mas nenhuma é causa da outra. – Coexistem mas não independentes.

Teoria das emoções como emergência
Lidar com as emergências ligadas aos problemas de sobrevivência e as alterações somáticas não são informativas acerca do estado emocional

As emoções somáticas são mecanismos de regulação homeostatica que preparou o organismo para a acção. Fugir – permanecer e atacar.


Teorias cognitivas
Experiencia: estudar os efeitos de uma vitamina nas aptidões visuais. Injecção de “suproxina”
Resultado: os participantes mais influenciados pela situação foram os que tinham explicação para o modo como sentiam o corpo.
Estimulo:          - Avaliação do estímulo à emoção
                        - Alterações somáticas à intensidade da emoção

Padrão inespecífico da activação fisiológica nas emoções determinantes na sua intensidade.
A avaliação cognitiva da situação determinante para a roturação das emoções.

Sequência de eventos na resposta emocional
Avaliação – boa – aproximação – exploração, ingestão, orientação, acasalamento (avaliação)
Avaliação – má – evitação – retirada, imobilidade, pedido de ajuda, vómito (resposta emocional)

Teoria cognitiva motivacional relacional
Avaliação primária
Qual a referencia da situação para mim?
Positiva
Stressante: desafio – Bem-estar; ameaça - medo; perda – tristeza
Irrelevante
Avaliação secundária
Que recursos ou opções tenho para lidar com a situação?
Coping –          tipo: paliativo - emoção, utilidade: situações irresolúveis
                        Tipo: instrumental – acção, utilidade: situações resolúveis.
Avaliação reavaliação
A situação e os mecanismos de coping lidar coma situação são modificados.


Lazarus
Teoria sistemas, princípio do processo, princípio da estrutura, princípio do desenvolvimento, princípio da especificidade, princípio do significado relacional.

Conceito de appraisal (avaliação cognitiva)
Tudo o que se encontra é avaliado imediatamente, automaticamente e quase involuntariamente em relação a nós próprios.

Conceito de coping) estratégias de resolução de problemas)
Disposição para responder a determinadas situações Esforços Cognitivos e comporta mentis para lidar com exigências ou excedendo os recursos do individuo.

Temas relacionais centrais das emoções
Cada emoção é associada com ideias especificas distorção cognitivas, ou perfeição cognitiva acerca do próprio e do mundo.

Modelo geral das emoções
Acontecimento à avaliação à experiencia ou activação à impulso para a acção à comportamento à efeito

Cadeia de eventos para o medo:
Ameaça (diminuição da ameaça) – perigo (ausência de perigo) - medo/aumento activação (relaxamento) – impulso para fugir (impulso para parar de correr) – fuga (parar de correr) – protecção

Tudo depende da activação que eu faça.

Teoria das emoções
Teorias
Respostas
Senso comum
O meu coração está acelerado porque tenho medo
James - Lange
Tenho medo porque o meu coração está acelerado
Cannon - Bard
Tenho medo e o meu coração está acelerado
Cognitiva
O meu coração está acelerado, quer dizer que eu tenho medo porque interpreto a situação ameaçadora.

Teorias psicanalistas:
- Freud (1859-1939) não desenvolveu uma teoria sobre as emoções.
- Ansiedade, agressão, depressão e estados relacionados
- Alguns aspectos das emoções são inconscientes e não podem ser avaliados por introspecção.

Teorias comportamentalista
Evitam termos metalistas, estudam relações entre estímulos e respostas no foco nas alterações fisiológicas sem referência estados mentais subjectivos.
Emoção é um padrão de reacção hereditário envolvendo mudanças profundas nos mecanismos corporais como um todo, mas, particularmente nos sistemas viscerais e glandulares por padrão de reacção entende-se que os detalhes separados da resposta aparecem com alguma consciência, com alguma regularidade e, aproximadamente com a mesma ordem sequencial cada vez que o estímulo excitador é apresentado.
Medo – cólera – amor à respostas incondicionadas
Teoria das aprendizagens
1. Determinados estímulos desencadeiam determinadas reacções.
Estimulo incondicionado (barulho súbito) à resposta incondicionada (activação fisiológica)

2. Co-ocorrência do estímulo durante o processo de socialização.
Estimulo incondicionado (falhar) à resposta incondicionada (ansiedade, vergonha)
Estimulo condicionado (estádio) à resposta condicionada

3. Diminuição da resposta condicionada pela evitação
E.C (estádio) - RC (ansiedade) - comportamento voluntário (evitação)
Diminuição da resposta condicionada
Tranquilidade
Antecipação - diminuição do contacto  - diminuição das competências


Emoções como soluções para os problemas evolutivos recorrentes
-- Conhecimento filogenético
- Continuidade através das espécies
- Comunicação
- Estabelecimento de múltiplos sistemas para a acção rápida.

Funções:
- Filtram e amplificam informação relevante do ambiente
- Sinais honestos do estado do organismo
- Regulam interacções sociais
- Programa regulador de ordem superior

--Ecologia variável
Oportunidades e riscos
Mecanismos reguladores de sobrevivência.
Aproximação disposições para acção evitação

--Mecanismos de tomada de decisão
Algoritmos darwinismo da mente
- Percepção e atenção
- Objectivos e motivação
- Recolha de informação
- Memória
- Comunicação
- Sistemas especializados
- Activação fisiológica
- Condutas especializadas

PPB - Memória


Vários tipos de memória:

Memória declarativa: é a capacidade de verbalizar um facto. Podemos expressar por palavras. (ex: pergunta-resposta) quando é intencionalmente activado, torna-se consciente. Não quer dizer, no entanto, que esse conhecimento corresponde à realidade – ele corresponde à nossa percepção da realidade. É o conhecimento de factos, conceitos, pessoas e acontecimentos. É também designado por Knowing-that (conhecimento declarativo).

Memória imediata: dura fracções de segundo. Um exemplo é a capacidade de repetir imediatamente um número de telefone que é dito. Estes factos são após um tempo completamente esquecidos, não deixando “traços”.

Memória de curto prazo: é a memória com duração de algumas horas. Neste caso, existe a formação de “traços de memória”. Ex: capacidade de se lembrar o que vesti no dia anterior, ou com quem se encontrou.

Memória de longo prazo: é a memória com duração de meses a anos. Ex: capacidade de aprender uma nova língua.
Memória de procedimentos: é a capacidade de reter e processar informações que não podem ser verbalizados, como tocar um instrumento ou andar de bicicleta. Esta é a mais estável, mais difícil de se perder.

Memória de trabalho / memória activa: uma parte do sistema de memória que está geralmente activado mas que tem relativamente pouca capacidade cognitiva. É uma activação da memória, não é um aspecto funcional.

Memória episódica: memória de determinados acontecimentos na vida. Ex: Perdi o comboio esta manhã.

Memória semântica: um componente da memória geral que diz respeito ao significado das palavras e dos conceitos.

Memória explícita: recuperação de lembranças em que existiu a consciência desta no momento da recuperação.

Memória implícita: recuperação de lembranças em que não há a consciência de recordar no momento da recuperação.

Memória automática: conhecimento que nos permite interagir com o mundo. São fundamentalmente constituídos por procedimentos opacos (acções desencadeadoras automaticamente – distinguir cheiros, ficar envergonhado, …) à esses procedimentos estão fora da consciência, operam inconscientemente, embora à posteriori possamos tentar reconstitui-los (torná-los num processo consciente), apesar de ser difícil fazê-lo. Este conhecimento tácito corresponde ao saber como agir numa dada situação, o viver numa situação por dentro, agindo. É também designado por knowing-how (conhecimento procedimental).

PROCESSOS DESCENDENTES / PROCESSOS ASCENDENTES
Os tratamentos de informação de que são capazes os nossos dispositivos perceptivos ou intelectuais efectuam-se a um nível fortemente inconsciente, senão mesmo automático. Para além disso, vão depender do tipo de estímulos ou de formas de encontros com o meio ambiente, e que uns serão "ascendentes" a partir do primeiro nível - o mais automático, ou seja, o neurossensorial ou neuroperceptivo - e os outros mais controlados conscientemente, os "descendentes", na medida em que vão resultar dos nossos esquemas mentais, das nossas necessidades conscientes ou dos nossos desejos.

Efeito de primazia:
Quando o sujeito recorda mais palavras do inicio da lista – é avisado que em seguida irá se perguntar.
Diz respeito ao maior nível de evocação dos primeiros itens, numa lista de livre evocação; depende, sobretudo, de repetições extra.

Efeito de recência:
Quando o sujeito recorda mais palavras do fim da lista à é o suposto porque não foi dito que era para escrever.
Melhor evocação livre dos últimos itens de uma lista baseada em informação do armazém de curto prazo.
Curva de aprendizagem - Memória de Rey à quanto mais eu oiço, mais eu recordo.



Amplitude de memória
Experiência: 
O objectivo é determinar os valores de amplitude da memória imediata para dígitos com sequências ascendentes e paralelamente verificar se o valor de amplitude seria ou não afectado por instruções de agrupamento dos dígitos da série de três em três.  
Capacidade de memorizar um determinado numero de categorias. Numero de dígitos que se consegue decorar. As estratégias de memorização são de 3 em 3.
Memorizar por grupos é mais fácil.
O número de itens não relacionados que um sujeito é capaz de reproduzir correctamente e por ordem, a seguir a uma única apresentação. 

Factores contribuintes para a amplitude da memória :
Há várias estratégias de retenção: repetir, Agrupamento em três, Categorização 


Efeito de saliência ou de Van Restorff à
No meio de tantos nomes de autores, reparamos na palavra psicologia, torna-se saliente. E foi estudado que o nome Freud é um nome saliente – em termos de memorização é mais fácil de recordar nomes que têm significado. Nome significativo.
Refere-se a felicidade de evocação de um item isolado numa área de itens similares.

Efeito de transferência: quando temos um nome pouco importante ao lado de um significativo, damos mais importância e podemos recordar.



Falsas memórias: Loftus-Carro
“As falsas memórias não são um erro de memória.” (Ibabe, 2006)
“... as falsas memórias referem-se ao facto de nos lembrarmos de eventos que na realidade não ocorreram. Informações são armazenadas na memória e posteriormente recordadas como se tivessem sido verdadeiramente vivenciadas.” (Roediger e McDermott, 2000, apud Pergher e Stein , 2001: 353).
As falsas memórias implicam uma experiência de recordação de um episódio relativamente completo que de facto não aconteceu. (Gleaves et al., 2004)
Loftus (1979): Aquisição, Retenção, Recuperação

Paradigma do Controle da Realidade: (Johnson, Hashtroudi Y Lindsay, 1993)
Referem três aspectos: Cognitivos, Sensoriais e Sequenciais.
“Quando uma memória se estimula automaticamente sem mediar o processo consciente, a familiaridade resultante poderá provocar uma atribuição inadequada da fonte” (Jacoby, 1991)

“A memória não é reprodutiva. Ao contrário, está articulada a uma série complexa de processos – entre os quais aqueles relativos à atenção e à percepção, cujo papel é preponderante – mediante os quais informações são codificadas de modo fragmentário e distribuídas em várias áreas do cérebro. ... A informação codificada, portanto, jamais será a cópia exacta do que foi visto ou do que ocorreu. A recuperação efectuada pela memória pode ser o resultado de processos de reconstrução, que reactivam e criam informações de natureza episódica e semântica relevantes para o que se deseja lembrar. Essas informações são integradas entre si, e a “recordação” é o resultado final dessa integração.” (Mazzoni, 2005)

Teórica

Não há aprendizagem sem memória.

Memória: “É a maneira como fazemos o registo do passado, para a sua posterior utilização no presente. Sem esta, não haveria nem antes nem depois, mas apenas o agora, nem recordar nomes ou reconhecer rostos, nem a possibilidade de fazer referencia aos dias, horas ou até segundos” – Andersen, 1990

Falha de memória: interferência em qualquer um destes processos, se houve um erro da codificação, o armazenamento está comprometido, ou pode ser no armazenamento, podemos ter codificado bem, e armazenado, mas não conseguimos recuperar porque podemos esquecer. Em caso de doença, Alzheimer, podemos deixar de ser capazes de armazenar.

Factores que afectam a memória: Factores temporais, Características do sujeito, Factores contextuais, Estratégias utilizadas, Tipo e características da informação, Aspectos emocionais, Fármacos e substâncias tóxicas e Atribuições Sociais.

Erros de memória são: Fracassos de recuperação, Erros de omissão, Fracassos de reconhecimento.

Técnicas para recuperar a memória: Recordação Livre, Hipnose, CBCA – Analise do Conteúdo da Realidade, SRA – Analise da Realidade das Declarações e Análise do Controlo da Realidade 

Relação Memória com Aprendizagem
- A existência de memória depende de aprendizagem prévia;
- A aprendizagem pode ser mais claramente demonstrada por um bom desempenho num teste de memória.

Aprendizagem e memória envolvem 3 estádios:
- Codificação: É a primeira operação da memória, que prepara as informações sensoriais para serem armazenadas no cérebro. Consiste na tradução de toda a informação do estímulo para várias dimensões sensoriais efectivamente experienciadas.
- Armazenamento: Fase de retenção ou conservação dos conteúdos que podem ser mantidos por diferentes períodos de tempo. Alguma informação é armazenada no sistema de memória e mantida para a utilização subsequente.
- Busca / recuperação: fase de recordação ou extracção de informação armazenada do sistema de memória, evocação dos conteúdos que adquirimos e retivemos. É o momento em que o indivíduo “tenta lembrar-se”. Há dois métodos: recordação (perguntas com respostas curtas, baseadas em conhecimentos obtidos) e reconhecimento (testes de verdadeiro/falso).
Aprendizagem tem maior interesse mos processos de codificação e armazenamento e a Memória tem maior interesse os processos de busca.
Contudo, todos estes processos são inter-dependentes
Estrutura ¹ Processo
Estrutura: a maneira como se organiza o sistema de memória;
Processo: actividades que tomam lugar no sistema de memória

Armazéns de memória
Atkinson e Shiffrin (1968); o sistema de memória é constituído por diferentes armazéns mnésicos:
- Armazéns sensoriais: armazém associado com uma única modalidade (visão ou audição) que mantém a informação muito brevemente (quase instantâneo); mantém os conteúdos num lapso de tempo muito curto, mais considerado registo sensorial, capacidade muito ilimitada em termos cognitivos e detém a informação alguns segundos. Memória icónica: desaparece ao fim de meio segundo.   
- Armazém de curto prazo: armazém de capacidade muito limitada que mantém a informação por alguns segundos
- Armazém de longo prazo: armazém de capacidade, praticamente, ilimitada que pode manter a informação por períodos de tempo extremamente longos

Como se processa?
1) Informação recebida pelos órgãos sensoriais
2) Alguma dessa informação é atendida e é processada pelo armazém de curto prazo
3) Alguma dessa informação é, depois, transferida para o armazém de longo prazo
4) Armazenamento de longo prazo depende, frequentemente, da repetição, com relação directa entre a quantidade de repetições no armazém de curto prazo e a força do traço mnésico armazenado

Armazéns sensoriais:

Armazém ICÓNICO (modalidade visual)
Armazém de capacidade limitada que mantém a informação visual durante, aproximadamente, meio segundo
Sperling (1960a)
Exp: imagem visual com 3 colunas, com 4 palavras cada (50 msec); recordavam 3 ou 4 palavras mas sabiam que havia mais
→ Então, a informação visual na memória icónica apagou-se antes de poder ser reportada?
Sperling (1960b); investigou esta hipótese
Exp:usou um tom - sinal para os participantes relatarem as letras de uma só coluna;
- A informação disponível era estimada multiplicando o número de letras evocadas por 3 (nº de colunas):
- Tom imediato ao estímulo: 9 letras
            - Tom 0,3 seg depois: 6 letras
            - Tom 1 seg depois: 4,5 letras (cf exp. anterior)
Conclusão: a informação na memória icónica decai ao fim de 0,5 sec.



Armazém ECÓICO (modalidade auditiva)
É um armazém de capacidade limitada que mantém a informação auditiva, aproximadamente, por 2 sec após a apresentação de um estímulo auditivo. (tem pouca capacidade).

Anne Treisman (1964); Dual task (escuta dicótica)
Exp: Numa tarefa de escuta de audição dicótica, pedia para as pessoas repetirem uma delas. A mensagem era a mesma. Quando a diferença era superior a 2s, deixava de perceber que a mensagem era a mesma.
Os resultados de Treisman (1964) justificam:
Exº Estarmos a ler e alguém nos perguntar algo. Respondemos, então: “- que disseste?”, mas, simultaneamente, percebemos que sabemos o que a pessoa disse      

Armazéns de curto prazo
Exº: tentarmos recordar um número de telefone durante alguns segundos é um exemplo do dia-a-dia para ilustrar o armazenamento a curto prazo
1- Capacidade muito limitada
2- Fragilidade do armazenamento, como, por exº, a distracção fazer-nos esquecer o número
Duas formas clássicas de estimar a sua capacidade:
- MEDIDAS DE SPAN (avaliação breve)
Exº memória de digitos (digit span): O sujeito repete, de imediato, uma lista aleatória de números, na ordem correcta. Geralemente: 7 +/- 2 (números, letras ou palavras)
- MEDIDAS DE RECORDAÇÃO OU EVOCAÇÃO LIVRES

Miller (1956)
7 CHUNKS (unidades integradas de informação)
Exº FCP (1 chunk para um portista), ( 3 chunks para quem não está familiarizado com a sigla)
Mas, a capacidade de memória a curto prazo depende mais do número de chunks que do número de palavras.
Simon (1974)
a) 7 palavras, para palavras não relacionadas;
b) 22 palavras para 8 palavras-frase (exº Rato roeu...)
Donde: a) 7 chunks e b) aprox. 3 chunks
Assim: contradiz Miller(1956) que pensava que a memória a curto prazo tinha uma capacidade fixa em termos de chunks
           
-Efeito de recência: melhor evocação livre dos últimos itens de uma lista baseada em informação do armazém de curto prazo. Quando o sujeito recorda mais palavras do fim da lista.
Glanzer e Cunitz (1966)
Contando para trás durante 10 segundos, entre o final da apresentação da lista e o início da evocação, elimina-se, virtualmente, o efeito de recência, sem, contudo, produzir efeitos na recordação;
Os 2/3 últimos itens estão numa posição mais frágil (curto prazo); os outros já estariam na memória a longo prazo e não foram afectados pela tarefa.
Efeito de primazia: diz respeito ao maior nível de evocação dos primeiros itens, numa lista de livre evocação; depende, sobretudo, de repetições extra. Quando o sujeito recorda mais palavras do inicio da lista.
- Numa tarefa de evocação livre, as palavras do início da lista são mais repetidas (mentalmente) que as do meio da lista.
Rundus e Etkinson (1970) confirmaram esta hipótese após terem pedido a um conjunto de sujeitos para repetir, em voz alta, as palavras que desejassem, durante a apresentação da lista.
Efeito de recência: 2/3 itens
Medidas de span: 7 (+/- 2 ) itens
O Porquê da diferença?
- Span: repetem o maior nº possível de itens;
- Evocação livre: repetem menos itens.
Características da tarefa (Eysenck, 2000)
- Pragmática da instrução (Sargento-Santos; no prelo)

Armazéns de curto prazo versus longo prazo
O efeito de recência e as medidas de span revelam, contudo, a limitada capacidade de armazenamento da memória a curto prazo.
Não se conhecem, contudo, limitações na memória a longo prazo.
Distinções:
- Pacientes com lesões cerebrais
- Pacientes com amnésia têm pior memória a longo prazo para diversos tipos de informação, mas tem memória a curto prazo, praticamente, intacta quando avaliados com tarefas de digit span e com tarefas de livre evocação (recência) (Baddeley e Warrington, 1970)
- Contudo, poucos tinham o inverso: boa memória a longo prazo e má a curto prazo
Exº O caso KF (acidente de moto, com traumatismo crâneo-encefálico) (Shallice e Warrington, 1970): só recordava 2 algarismos em tarefas de digit span, sem problemas na memória a longo prazo.
- Estes resultados sugerem que diferentes partes do cérebro estão envolvidas na memória a longo e a curto prazo 
- Verificaram que se esquecia mais de letras e dígitos auditivamente do que de material visual
- O défice na sua memória a curto prazo era só ao nível de materiais verbais (exº, letras e palavras), não se estendendo a sons significativos (ex: o miar do gato)
- Atkinson e Shiffrin (1968) sugeriram um só armazém a curto prazo;
- O estudo do caso KF não suporta esta teoria. Teria de existir mais que um armazém. No caso de KF, o seu défide situar-se-ia ao nivel do que Shallice e Warrington (1970) definiram como armazém auditório-verbal a curto prazo.
- Atkinson e Shiffrin (1968) sugeriram um só armazém a longo prazo;
- É, também, insustentável, esta posição. Um só armazém com tanta e tão divergente informação (2+2=4; Mozart compôs a flauta mágica; ontem almocei rojões à minhota; andar de bicicleta; o Benfica já não é campeão há 3 anos, etc. etc. etc.) é altamente improvável, quer no plano funcional, quer no plano anatómico.
- A repetição no curto prazo leva a informação para o longo prazo. Tal não é, por exemplo, confirmado pelas flashbulb memories, que não têm, praticamente repetição.

PPB - Colour trails test


É realizado individualmente ou em grupo, tem a duração de 240s

Objectivo: Avaliar as aptidões perceptivas, a atenção dividida e focalizada, e velocidade de processamento.

Fundamentação Teórica
“Ahora bien, una de las características más importantes de estas estrategias es que no son innatas, sino aprendidas. Esto es importante de tener en cuenta, no sólo porque se pueden modificar y mejorar con la práctica, sino porque posiblemente podamos desarrollar estrategias encaminadas a mejorar el funcionamiento de los distintos mecanismos de atención, los factores que la mediatizan, así como la forma de controlarla.” (GarcíaSevilla, 1997)

As estratégias não são inatas, são aprendidas. É importante porque modificamos e melhoramos com a prática, por ser treinado.

Normas de Correcção e Pontuação
l       Color Trails 1: (atenção focalizada)
            Anotar os seguintes resultados:
            - Tempo ( máximo 240s)
            - Erro – Conta-se como erro todas as ocasiões em que o sujeito faz correspondência com um círculo que não está situado na sequência numérica correcta.
            - “Quase erros”- Quando o sujeito inicia um traço em direcção a um círculo incorrecto mas faz a auto-correcção antes de fazer a correspondência.
            - “Alertas” – Permite-se ao sujeito um máximo de 10s para que este trace uma linha entre um círculo e o seguinte, se neste tempo ele não o fizer, nós indicamos-lhe o local onde está o número que procura.

Tem números de 1 a … sendo ímpar rosa e par amarela, tem de traceja-los por ordem crescente. É focalizada, só tem uma tarefa.

l       Color Trails 2: (atenção dividida)
        Anotar os seguintes resultados:
            - Tempo ( máximo 240s)

            - Erros tipo cor – Conta-se este tipo de erro em todas as ocasiões  em que o traço do sujeito não faz correspondência com um círculo que não está situado na sequência da cor correcta, qualquer que seja a sequência numérica.

            - Erros numéricos -  Conta-se este tipo de erros em todas as situações em que o sujeito faz correspondência com um círculo que não está na sequência numérica correcta, qualquer que seja a sequência da cor.

Tem vários números, alguns que se repetem e o que se pede é que por ordem crescente trace-os sem repetir a cor. à tem que se pensar é atenção dividida, tem duas tarefas ver a cor e o numero.

Resumo:

Teste
Objectivo


Toulousse Pierron

O objectivo é avaliar as aptidões perceptivas (velocidade perceptiva) e de atenção, ou seja, pretende-se analisar a aptidão ou capacidade para concentrar-se em tarefas cujas características são a monotonia junto com a rapidez perceptiva e a atenção continuada.


Stroop

. Avaliar as capacidades perceptivas e a atenção focalizada.
. A concentração
. Ilustram também a natureza do processamento automático



Colour trails test

Avaliar as aptidões perceptivas, a atenção dividida e focalizada, e velocidade de processamento.
Teste 1- tempo, erro, quase erro (inicia o traço na direcção incorrecta, alertas (se não traçar num espaço de 10segundos)
Teste 2 – erros tipo cor, erros numéricos





PPB - Stroop


É realizado individualmente, tem uma duração de 120s para cada lista,.
O Objectivo é Avaliar as capacidades perceptivas e a atenção focalizada.

Fundamentação Teórica

“As provas de Stroop têm como objectivo a concentração (atenção focalizada) num estímulo ou numa dimensão de um estímulo, tentando abstrair-se do restante.”

“Os testes Stroop ilustram também a natureza do processamento automático, isto é, mesmo quando tentamos ignorar o significado de cada estímulo, o cérebro regista automaticamente os seus significados.”

“Os processos cognitivos são assim classificados em processos automáticos (que não requerem atenção) e em processos controlados (que requerem a atenção do sujeito).”
“Os processos automáticos completam-se a eles próprios sem o controlo consciente por parte do sujeito.”
“Conduzir o carro e compreender a linguagem parecem ser automáticos. Por outro lado, o processamento controlado parece requerer um controlo consciente da parte do sujeito.”


Processo automático

- Tem lugar sem intervenção de vontade – não tem que se pensar, é automático
- Não proporciona nenhum conhecimento consciente
- Não interfere com qualquer outra actividade mental
- É influenciado pela aprendizagem

Quando lemos as palavras com ou sem cor é um processo automático, mas quando dizemos a que cor está escrito (e tem uma cor diferente) já não é.
1ª tarefa ler a lista de palavras mais rapidamente possível, 2ª tarefa o mesmo, 3ª identificar a cor da impressão e ignorar o que está escrito
Registo de Respostas


Tempo (Segundos)
Interferências
Administração 1


Administração 2


Administração 3