Estudo da percepção
Antes de perceber o que é a percepção tem que se fazer a distinção de sensação
Processo de sensação
Diz respeito à recepção da informação que recebemos através dos órgãos sensoriais. É um processo passivo.
Percepção
É o processo que diz respeito à interpretação dessa informação (é interpretativo).
Ex: vamos na rua e dizemos que cheira a canela, é interpretar a informação que recebo como o cheiro.
Não há percepção sem sensação!
É altamente activo porque exige interpretação, organização, lógica
A percepção rege-se pela lógica · tende a organizar a informação.
É também interpretação de situações sociais (comportamentos e atitudes) não são só objectos.
Sensação # Percepção
Interpretação
Organização
Atenção focalizada e selectiva
Vamos estudar a percepção visual
Percepcionamos o movimento, a forma (é fundamental porque distinguimos uma laranja duma banana ou duma bola de ténis).
Quem estudou a percepção da forma foi os gestaltistas, para estes tendemos a percepcionar na globalidade – primeiro o todo e depois as partes.
O primeiro movimento perceptivo que fazemos é diferenciar a figura do fundo (ex: cálice no fundo branco, duas faces a preto)
Figuras reversivas
Formularam também as leis da organização perceptiva.
Lei da proximidade
O que ilustra é que quando percepcionamos, a nossa percepção prefere percepcionar um conjunto de proximidade.
Percepcionamos elementos em grupo quando estão próximos uns dos outros.
Na lei da semelhança
Percepcionamos elementos que façam parte da mesma categoria. Mesas e cadeiras, bolas e cruzes, …
Lei do fechamento
A tendência que temos para fechar/concluir um “objecto” inacabado que já conhecemos.
Se tirarmos uma fotocópia que falta letras conseguimos ler a palavra toda ou quando não vêm uma palavra na frase, conseguimos perceber o sentido.
Lei do bom prolongamento ou continuidade
Vemos uma linha recta e uma curva, o sistema perceptivo tende a verificar uma continuidade, no 2º já não está tudo pegado.
Pode ser um quadrado ou quatro conjuntos de linhas
Vemos tudo como se fosse contínuo e não houvesse falhas no meio.
Não percepcionamos só objectos, percepcionamos muito a profundidade à percepção da profundidade
É fundamental para a sobrevivência. Ex: se tivéssemos no segundo andar, não descia as escadas ia a direito, não sabíamos se tínhamos tempo de atravessar uma estrada (distância do carro).
O olho direito transmite informação para o cérebro como o olho esquerdo também. E o cérebro processa a diferença dos dois, dá-se o nome de disparidade binocular.
Se n tivesse a visão num dos olhos, continuavam a ter percepção de profundidade à monoculares à podem ser vistos/percepcionados só por um olho e dizem respeito a características que existe na realidade.
Perspectiva linear
Tamanho relativo, interposição e gradiante de textura.
Tamanho relativo
O mais pequeno parece que está mais longe.
Interposição
Parece que está mais longe
Gradiante de textura
Na primeira cadeira vejo os picotados, nas seguintes só vejo a cor.
Numa oliveira vemos a s primeiras, mas depois vemos tudo verde.
Gibson e Walk (1960) – fizeram um trabalho clássico da psicologia
A percepção da profundidade nos humanos é inata (puseram um bebé em cima de uma mesa de vidro com uma textura diferente na mesa e os bebés não passaram do meio porque pensavam que iam cair.
Constância perceptiva
(da forma, do tamanho e da luminosidade)
Permite estabilizar um meio ambiente que está em constante mudança.
Se percepcionarmos um carro a longa distância parece mais pequena.
Uma porta mantém a mesma forma quer esteja aberta ou fechada, a maneira como a vemos é que é diferente.
Com o tamanho acontece o mesmo à medida que certa coisa se afaste, parece mais pequena, e á medida que se aproxima já parece maior à tem a ver com a distância a que estamos.
Luminosidade
Uns são mais brancos e outros mais morenos, mas se tivermos numa sala em que a lâmpada dá luz azul, ficamos azulados, claro que percebemos que é da cor.
Contexto e emoção
A percepção sofre influências. Não focalizamos a atenção em todos os estímulos “uma amiga viu um porsche, mas como esse assunto não me motiva não treparei que tinha passado um”. A motivação e o estado emocional influenciam a percepção, quando estamos alegres tudo parece mais bonito, se estivermos tristes as coisas parecem mais desagradáveis.
Para além das emoções a percepção sofre: alterações de contexto.
(A B C e 11 12 13 – em que o B e 13 são iguais)
Percepcionamos de acordo o que faz sentido no contexto
Café e Chá – a letra A e H são iguais, lemos de acordo o contexto.
O efeito do contexto tem sido analisado em termos de formas ambíguas (podemos ver uma foca ou uma mulher junto de um homem/convida para dançar ou ensina a brincar com a bola)
O efeito do contexto é explicado pelo processamento descendente · percepciona partir de todo e depois das unidades que o compõem.
O efeito de contexto explica os conhecimentos que temos e a influência das expectativas.
A percepção também tem o processamento descendente.
Na percepção existe o processamento ascendente começamos a percepcionar nas unidades básicas e depois no todo.
Quando percepcionamos nós localizamos os dois tipos de processamento (ascendente e descendente).
Podem existir alterações a nível da percepção. Dentro das alterações ficamos com a ideia entra uma ilusão e alucinação:
Ilusão – não é patológica, é normal acontecer, existe um erro de percepção. Acontece geralmente por características da realidade.
Alucinação - pode acontecer em virtude de um indivíduo tomar substâncias tóxicas/psicotrópicas ou a nível de patologia (esquizofrenia). Estas pessoas vêm/ouvem/sentem estímulos que mais ninguém consegue, não adianta dizer que não existem.
(teste – figura complexa de Rei)







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