Percurso histórico da psicologia
1879 – Wundt
Nesta data organizou o primeiro laboratório da psicologia experimental na Alemanha.
É considerado o pai da psicologia, é o fundador da psicologia. Estava muito ligado a filosofia (corpo/mente). Mas a psicologia tornou-se autónoma e independente.
No laboratório, ele estudava/queria conhecer os constituintes da consciência (processos mentais), defendia que tinha de ser constituída por diferentes constituintes.
Baseava-se no método introspectivo (descrição do que se sente), trabalhou ao nível de processos de estímulos. Ao dar uma amêndoa perguntava o que sentia ou tocava uma campainha.
Foi editor da primeira revista científica.
Um dos seus discípulos foi Titchener (1880) – abriu um laboratório nos estados unidos, utilizando o mesmo método.
Wundt e Titchener estão numa área da psicologia ligada ao estruturalismo (objectivo era conhecer a estrutura da consciência).
Começou a ser criticado, porque o método introspectivo começou a revelar algumas fragilidades no sentido das pessoas terem dificuldades a descrever o que sentem e estava focada muito no laboratório.
1895 – James
Foi um opositor que tinha dúvidas quanto ao estruturalismo, criticava o método introspectivo porque era difícil dizer o que se sente e que não havia conhecimento da vida quotidiana.
Designou o funcionalismo – estudava o funcionamento da consciência, dizia que era formado por um contínuo processo, que não era constituída por elementos isolados, por agentes que se formavam entre si, formando um conteúdo.
Fez investigações baseadas nas experimentações de como funcionava a mente em relação à vida quotidiana, esforçava-se por explicar todo o conhecimento/resultado das investigações que se aplicassem à vida quotidiana.
1895 – Freud – Psicanálise
Era médico em Viena, observou que determinadas patologias não eram explicadas através das alterações biológicas. E se não eram a nível biológico, tinham de ser a nível psicológico. Desenvolvendo assim a psicanálise, começou a estudar casos particulares e de modo aprofundado. Percebeu que havia sentimentalogia – que não tinha suporte biológico que tinha suporte psicológico. Propõe que os problemas psicológicos resultam de conflitos inconscientes (consciente/ego/superego), baseiam-se em métodos para chegar ao inconsciente. Utilizava os actos falhados (“fugir a boca para a verdade”) e ao que se passava na infância. E os sonhos. Ele deitava as pessoas no seu famoso divã e pedia que falassem/desenvolvessem o método das associações livres. Dava muita importância à infância e estudava o invisível.
1904 – Pavlov
Estudava tudo o que era observável por condicionamento clássico (cães)
1902 – Watson
Nos estados unidos, defendia o bihaviorismo - comportamentalismo – que a psicologia devia observar tudo o que era observável, observar os comportamentos, e deixar todas as coisas que não vemos, como o inconsciente, egos.
Surgiu como critica a psicanálise.
Propunha o método de experimentação do comportamento.
Defendia que tinha de fazer experiências com resultados S-R (estimulo – resposta) que de acordo um assunto todos reagissem da mesma maneira.
Os behavioristas estudavam o binómio S-R e designavam que todos os comportamentos tinham a mesma resposta para um dado estimulo. Queriam algo impossível, um levantamento de todos os comportamentos e todos os estímulos que lavavam a esse. Queriam uma previsão do comportamento.
1920- Whertheimer – Gestalt (totalidade)
Os processos psicológicos tem de ser estudados na totalidade – têm uma máxima que o todo é mais que a soma das partes (um rosto, é mais que uma boca e dois olhos). Se pretendesse estudar os processos cognitivos tinha de ser na totalidade (muita investigação na percepção) formulou as leis da organização perceptiva. Trabalhavam muito a percepção, organização e a importância da totalidade.
1960 – Psicologia cognitiva – Piaget
Considera o bihaviorismo como uma corrente incompleta de como explicar o comportamento. Entre o estímulo e a resposta há variáveis – variáveis cognitivas, ou seja, entre a apresentação do estímulo e o comportamento há o processamento de informação face a um determinado estimulo. Perante uma situação, umas pessoas comportam-se de uma determinada maneira e outras de outra, de acordo com os estímulos, mas pelos processos cognitivos (processamento de informação). Vem propor que a psicologia deve estudar a forma como o indivíduo processa a informação (memória, percepção, linguagem, pensamento, inteligência)
Os psicólogos são todos cognitivos.
2000 – Aumento de especializações.
Áreas de intervenção:
Em todas as áreas recorrem a determinadas teóricas com os quais mais se identificam para intervir.
Psicologia clínica/saúde - avaliação de personalidade em vários contextos (ex: menino que tem problemas de comportamento na escola),
Social,
Educacional - avaliação e selecção vocacional; projectos de intervenção – reabilitação e integração
Trabalho e das organizações - empresas
Forense e criminal - cadeia instituição penal
Desporto
Desenvolvimento – (da criança, por ex.)
Psicopedagogia – desenvolve projectos para as pessoas específicas para reabilitar (uma pessoa que fica aleijada, ajuda-o em aspectos que o facilitem) trabalham mais em terreno.
Etc.

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