quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Psicologia Geral - Linguagem

Linguagem: é uma forma de comunicação específica das pessoas. Existe outras formas de comunicação: comportamento, escrita, linguagem.

Características:
            Criatividade: porque nós não temos uma única maneira de felicitar/convidar alguém ou dizer que fomos ao cinema. Existe inúmeras maneiras de o fazer.
            Estruturada: a sintaxe – regras gramaticais, saber conjugar verbos, usar partículas de conjunção e articulação.
            Significativo: representações simbólicas, tem significado – carácter semântico, quando dizemos a palavra árvore, temos uma representação disso.
            Referencial: quando utilizamos a linguagem estamos a referir a qualquer coisa, “ estamos a referirmo-nos as características da linguagem”
            Interpessoal: interagir e comunicar com os outros.

Desenvolvimento: todas as crianças conseguem aprender a língua materna. Em termos de vocalização, o bebe chora, depois balbucia, durante o primeiro ano de vida é frequente utilizar o maternalês à é lentificada, com tons agudos “vai comer a papiiiinha!”. A produção das primeiras palavras, fase holofrase – uma palavra significa uma frase. Fase telegráfica – 2 ano de vida – fazem frases com duas ou três palavras.

Fernald – fez uma experiência sobre se as crianças preferem o maternalês ou preferem a linguagem de dos adultos. Método experimental. Vi- língua, vd- quantas vezes os bebes focavam a atenção na direcção da coluna. Conclui que os bebes preferem o maternalês.

Perspectivas explicativas:
Skinner: empirista – explica a aprendizagem por condicionamento operante. As crianças e a linguagem tal e qual como aprendiam o comportamento eram baseadas no condicionamento instrumental / operante. Eram reforçadas quando diziam palavras certas e quando diziam palavras incorrectas eram corrigidas. Valoriza o meio ambiente.

Chomsky: inactivista é impossível que uma criança consiga aprender a língua materna por reforços e a ser corrigida, se nascer na Alemanha e vier para cá, aprende a linguagem de onde está – não intervêm só aspectos relacionados com o C. instrumental (ouvem e produzem logo à primeira). Chomsky defende que se todas as crianças conseguem aprender nos sítios onde vieram, e que todas partilham das mesma regras comportamentais. Defende a existência do dispositivo de aquisição da linguagem à era inato e ao longo do desenvolvimento sofre o processo de maturação e esse dispositivo faz com que todas as crianças aprendam a língua materna – valoriza o inato.

Interaccionista – conjuga as duas vertentes: inata e contexto social – é importante aspectos biológicos e no contexto social. A perspectiva baseia-se no estudo de caso com crianças selvagens (o sons que emitem é dos animais que ouvem)

Esses trabalhos servem para definir o conceito de período crítico.
É um período de tempo que o indivíduo está mais sensível a adquirir novas competências durante o desenvolvimento.
Vai desde o nascimento até aos 6 anos, que estamos mais receptivos a aprender a linguagem materna ou outras línguas em simultâneo, ultrapassando esse período é muito difícil ou até impossível adquirir essa capacidade.

As crianças que foram encontradas na selva no período crítico, com quatro anos foram acompanhadas e falavam fluentemente, depois dos 13/14anos esses adolescentes foram acompanhados e construíam frases telegráficas.

Linguagem Humana vs Animal
Existe várias formas de comunicação:
Gardner e Gardner – adoptaram um chimpanzé e criou como uma criança – Washoe, usava fralda e falava com ela com linguagem gestual, anotavam quantos símbolos era capaz de produzir e a capacidade das frases. “Será que os chimpanzés conseguem adquirir linguagem?”
Washoe demonstrou a semânticidade – utilizava correctamente os símbolos (mostrava um sapato e ela fazia o gesto) e mostrava criatividade (mostrava o frigorífico e ela utilizava o símbolo de caixa branca).
A estrutura/sintaxe só construía frases a nível telegráfico (Rua + brincar) à ainda que aprendesse os símbolos correctamente

Este diz que os chimpanzés conseguem aprender a semântica, mas não a sintaxe.

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