É fundamental porque conseguimos resultados científicos – testamos empiricamente.
Tem os mesmos objectivos que a psicologia (descrever, explicar, predizer)
Estudos:
Longitudinal: é uma investigação em que os mesmos participantes foram avaliados várias vezes num determinado período de tempo. Ex: avaliar o conhecimento ao longo do ano, avaliar desde agora até Junho.
Vantagens: temos resultados do mesmo indivíduo num mesmo período de tempo, nas crianças geralmente são estudos longitudinais desde os 3 aos 8 anos.
Problema: mortalidade experimental - há perda de pacientes.
Transversais: o mais usado em psicologia. O indivíduo é avaliado uma única vez, nunca mais preenchem questionários para essa pessoa.
Baseia-se no método científico e tem diferentes fases:
Toda a informação começa com a formalização de um problema. Tem de ser escrito de forma objectiva e concreta, quando duas pessoas têm o mesmo problema apresentado, têm de ficar com a mesma ideia, não pode haver duvida.
O problema deve conter sempre variáveis em estudo e pode ser formulado sobre a forma de interrogação.
Vão seleccionar os problemas através de observação, da prática profissional deles ou podem fazer replicações (é uma repetição de um estudo/investigação feito em outro local) por ex: lemos uma investigação que gostávamos de fazer em Portugal para ver se os resultados se equivalem.
Temos de analisar se é executável ou não, têm a ver como pensamos se conseguimos fazer a investigação ou não, se temos ou não acesso à amostra.
A investigação tem um conceito fundamental: OPERACIONALIZAÇÃO.
Diz respeito à definição da variável e a forma como vai avaliar/medir.
Hipóteses - é formulada de forma de afirmação é sempre uma previsão dos resultados o que esperamos que aconteça em termos de resultados, essa previsão não é intuição do investigador.
São as hipóteses que conduzem a investigação. E dizer se se afirma ou não.
Desenho da investigação:
Ideia: diz respeito ao método de investigação é a hipótese que nos ajuda no método de investigação, depois de saber o objectivo, hipótese, método e utilizar a fase de recolha de amostras.
Amostras: Aleatória – é seleccionada ao acaso mas dentro de uma população de interesse. Não é muito utilizada em psicologia porque é difícil de conhecer a população de interesse.
Conveniência - utilizada a participação de um individuo que temos acesso facilmente.
Características fundamentais:
Amostras: Representativa – reflecte todas as características da população de interesse
Significativa: N= Amostra/ tamanho
O tamanho da amostra é do tamanho da população de interesse. “Há mais estudantes que crianças autistas”
Tratamento estatístico – SPSS
Discussão de resultados: dizer se a nossa hipótese se confirma ou não. Conclusões do trabalho e explicar a conclusão.
O ponto de chegada de uma investigação é o ponto de partida de outra.
Método de recolha de dados:
- Observação - normalmente os psicólogos são bons observadores.
Existe dois tipos de observação:
Observação ocasional: é um tipo de observação que não tem carácter científico, mas é muito importante na psicologia. Pode ser feito em qualquer lugar, é um tipo de observação livre – observa-se sem haver um critério.É importante porque é um ponto de partida para fazer uma pesquisa experimental.
Pavlov estudou o cão e a campainha através desta observação.
Observação sistemática: é o oposto da outra. Tem carácter científico e já existe um objectivo. Quando observamos temos de registar a informação, a escrita é o método mais utilizado, mas perde-se muita informação; a gravação de vídeo é outro método utilizado, mas sempre pedir autorização. A forma mais eficaz de anotar é utilizar uma grelha de observação - Grelha de Brills.
Conseguimos obter informação aos comportamentos que queremos observar.
A observação tem limites – pois as pessoas podem sentir-se inibidas.
Observação sistemática pode ser não participante – observa e não interfere, ou pode ser participante – observa e interage com os observadores.
A vantagem é que ao observar e interagir o seu papel dilui-se, mas tenho de ter atenção ao comportamento e ao que estou a fazer.
Entrevista
Nas entrevistas são seleccionados os objectivo mais importantes - é a técnica de recolha de dados mais utilizada.
Entrevista estruturada/directiva/ Fechada
Consiste num conjunto de perguntas que o psicólogo sabe que vai ter de perguntar (formulário)
“Hoje sente-se triste? E ontem? E há quanto tempo se sente assim? Com que intensidade?” consiste num guião de perguntas.
Entrevista não estruturadas / não directivas / aberta
É característica dos psicanalistas. O técnico tem o papel pouco interventivo, é a pessoa que vai falando ou pode estar calada. É a pessoa que conduz a entrevista.
Semi-estruturada ou semi-directiva
É a mais utilizada. O psicólogo faz uma pergunta, a pessoa responde, e pode aprofundar ou pedir para explicar melhor.
Questionários
Tem sucesso porque em pouco tempo pode-se obter informação de muitas pessoas.
A eficácia depende das variáveis.
Podem ter dois tipos de resposta:
Aberta - “explique o que sente na altura do teste?” a a pessoa descreve o que sente. Podem não responder à questão, podem focalizar um aspecto que não interessa à investigação.
Fechada – é a mais utilizada na psicologia. Só pode escolher entre x alternativas (ex: nunca, ás vezes, sempre / sim, não) só podem escolher uma delas.
Tem vantagens porque permite uma resposta objectiva, permite obter um resultado, normalmente baseia-se em somatório.
Qualidades psicométricas
Testes psicológicos distinguem-se das revistas porque tem qualidade psicométricas.
Padronização
Tem a ver com a aplicação/ cotação/ interpretação dos resultados tem de ser feita tal e qual como o autor a define.
Validade
É ter a certeza que os questionários avaliam mesmo o que se pretende avaliar. Se tiver que avaliar a depressão, não uso um teste de ansiedade.
Precisão
Tem a ver com se uma pessoa fizer o mesmo teste em tempos diferentes, os resultados tem de ser o mais idêntico possível.
O questionário tem a desvantagem de responder de acordo com a desejabilidade social. As pessoas respondem de acordo que as pessoas vão pensar qual a melhor visto socialmente.
Existe a escala da mentira, serve para se a pessoa foi sincera ou não, existe também a escala da desejabilidade social.
Psicofisiologia:
A nível do batimento cardíaco não podemos fingir e é difícil de controlar. Tem a ver com respostas emocionais e fisiológicas.
Antropométricas
Peso, altura, índice de massa corpora, proporção, cintura – anca. Avaliação de acordo a simetria física.
Métodos de investigação:
Método experimental: é o único método que podemos estabelecer relações de causalidade ou inferências causais ou relação de causa – efeito.
Tem determinadas características que nenhum dos outros tem: tipo de conclusão, tem variável independente e variável dependente.
Definir o problema e tirar uma conclusão, existe uma relação causa - efeito (é composto por variáveis independentes (causa) e variáveis dependentes (efeito).
2 Grupos - um normal/de controlo e outro experimental
Características: manipulação de variáveis
Resultado: permite razão de causa - efeito
Vi – tem de ter pelo menos dois níveis / duas condições experimentais. É uma característica/ atributo que o investigador manipula para ver se tem influência na VD.
VD – associa-se à VI para manipular a VD. Utiliza tudo o que possa influenciar.
Ex:
Vi - método de ensino A - grupo experimental, Método de ensino B – grupo de controle
VD – desempenho académico.
Método correlacional: 1 Grupo estuda-se pelo menos duas variáveis (V1,V2,V3, …). A investigação é utilizada sempre que o objectivo é estudar / analisar a relação entre duas ou mais variáveis (positiva, negativa, inversa). Não tem VI nem VD porque não existe manipulação.
V1 – ansiedade; V2 – desempenho académico
Pode ser operacionalizada por questionário (RTT) e medida através de classificações.
A amostra de conveniência à interpretar o coeficiente da correlação de PEARSON ®
® = -1,1
- Associam em valores opostos
+ As variáveis estão associadas no mesmo sentido
Ex:
® = -7 - Ansiedade aumenta, depressão diminui.
® = -0.86 – É mais forte porque fica mais próxima da unidade
Quanto mais perto estiver do valor da unidade, mais forte é.
® = 0.003 à Variáveis não são associativas. A limitação do estudo é que não se pode dizer que a variável causa outra variável.
Estudo de caso: quando queremos intervir num pequeno grupo (não é comparar grupos) é estudo aprofundado de uma situação uma pessoa/família. Compreender e explicar o caso com testes, entrevistas, questionários.
A limitação é que todos os casos são diferentes e não se pode generalizar um resultado.
(clínica – à cabeceira /acompanhar)
Questões de ética:
Consentimento informado
Consiste em que o participante aceite participar na investigação depois de devidamente informado. O participante pode desistir e o resultado é anónimo.
Debriefing
Às vezes se dissermos logo todo o objectivo da investigação ao participante, ele pode alterar os resultados. Não dizemos a totalidade da investigação ao participante, mas no fim esclarecemos o objectivo da investigação e explicamos porque não dissemos, perguntamos se quer que seja contado na investigação ou não no final.
Autorização
Nas instituições, antes de fazermos um questionário e sempre que constituímos amostras a menores de idade, temos de pedir autorização aos encarregados.
O investigador não plagia.

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