Teorias explicativas
Inatista: explica o desenvolvimento cognitivo a partir de um processo de maturação física independentemente de as circunstancias estar determinadas – inata.
Empirista: através da interacção do indivíduo com o meio ambiente. Todos nasciam sem conhecimento e a interacção com o meio ambiente fazia com que o desenvolvimento cognitivo desenvolvesse.
Piaget: faz observações sistemáticas aos filtros para desenvolver a teoria dele.
Teoria construtivista – o desenvolvimento cognitivo acontece através do papel activo que o indivíduo têm, sendo ele o principal condutor do desenvolvimento cognitivo.
Para Piaget, o desenvolvimento cognitivo, acontece ou dá-se através de mudanças qualitativas ao nível de esquemas mentais. Sistemas mentais diferem em esquema da mudança qualitativa de um adulto. Acontece pela formação de esquemas mentais – sistema de conhecimentos que são utilizados para a resolução de problemas (implica um determinado comportamento para resolver problemas).
São esquemas mentais que se vão elaborando, ficam mais complexos. Estes são constituídos por dois processos:
Assimilação – diz respeito à aquisição de novos conceitos, novas características aos esquemas mentais que já temos. Tudo o que é novo incorpora nos esquemas mentais, interiorizando características.
Acomodação – modificação dos esquemas mentais com o intuito de resolver problemas.
Adaptação e equilíbrio (falta no esquema)
Característica dos estádios:
Sensório motor – os 2 primeiros anos de vida - desenvolvimento cognitivo ocorre a partir do que a criança sente e a partir de acções motoras. A criança forma esquemas centrados na acção motora e nos sentimentos.
Reacções circulares – movimentos que se repetem várias vezes.
Primária (movimentos que se repetem desde o 1º ao 4º mês – antes disso são reflexos), secundária (4º ao 8º mês - repetição de comportamentos não está tão orientada para o corpo, mas para o exterior. Ex: uma bebe que está no carro, abana os pés para os bonecos mexerem) e terciária (12º aos 18º meses repete comportamentos para ver o que acontece (começam a andar) o objectivo da criança é perceber o que acontece se fizer um determinado movimento).
Noção de permanência do objecto – (8º mês) é adquirida uma capacidade fundamental, os objectos sejam eles bonecos, continuam a existir apesar de não estar no seu campo de visão. Com bebes de diferentes idades (6,7,8,9 meses) estimulava a atenção deles com objectos – crianças com 5 meses se tivessem interesse no boneco, a criança manifestava desconforto por o objecto desaparecer. A partir de meses já mostrava indiferença.
Efeito A não B – tendo dois lugares o sítio A e o sitio B, estimulava a criança com o brinquedo e tapava o brinquedo no sitio A. A criança ia ao sitio A e destapava-o, quando colocada no sito B tendo em conta que a criança verificava todo o procedimento, a criança ia novamente ao sitio A. Existia uma representação mental do objecto feito em actos motores, no esquema mental da criança o objecto encontrava-se em A.
Uma criança de 8 – 12 meses tem noção da permanência do objecto
Pensamento representativo – a criança tem uma representação de objecto (fica mais elaborada), a partir do 18º mês.
Pré-operatório – 2 aos 7 anos – a criança ainda não é capaz de fazer operações, não é capaz de fazer uma transformação interna reversível.
Ausência de conservação da substância – experiencia de dois copos iguais A e B e um copo mais fino e alto designado C, com a mesma quantidade de líquido. As crianças viam passar o líquido de B para C e diziam que C tinha mais líquido.
Centração – atender/ estar atento a um aspecto, uma característica da situação.
Irreversibilidade – se acontece uma mudança é irreversível. Uma coisa que acontece de modo contrário. “Joana, tens um irmão? Sim. Como se chama? João. É o João tem irmãos? Não.”
Dominância perceptiva – aquilo que vejo é aquilo que é.
Egocentrismo – incapacidade de perceber que existe perspectivas diferentes dela.
Prova das três montanhas
Perguntava o que o boneco vê, o que ele vê, e o que os outros vêm mesmo estando de costas.
Numa X estando a criança num espaço, o peluche em outro e dois policias no oposto a ela, ela vai dizer que os policias não vem o peluche no sitio onde ela está porque ela não vê os policias.
Animismo – dar expressão a coisas inanimadas.
Indiferenciação real / imaginário – realismo – “sereias” há diferença entre o real e o imaginário.
Operações concretas – 7 aos 10/12 anos – já é capaz de fazer operações/transformações internas reversíveis, mas tem de ter uma base muito concreta (2 coelhinhos + 2 coelhinhos = 4 coelhinhos)
Noção de conservação da substância – 6/7 anos começa a ter sucesso nessa disciplina (plasticina/copos), a criança já consegue lidar com as características da situação é descentrada/ tem em conta o comprimento e a largura.
Reversibilidade – as crianças deixam de valorizar a aparência.
Perspectivismo – diminuição do egocentrismo.
Concretismo – as crianças só conseguem compreender a lógica das preposições que se baseiam em aspectos concretos à + àà = ààà
Operações formais – a partir dos 11/12 anos - quando aprende a fazer operações através do raciocínio.
Pensamento lógico e abstracção – capacidade de perceber a lógica das preposições (eu sou médica e/ou psicóloga, ou sou uma ou as duas)
Abstracto – conceitos abstractos (o que não vemos e não é concreto)
Raciocínio hipotético-dedutivo – baseia-se no silogismo.
Combinatório – analisa todas as hipóteses que temos e escolhemos uma.
Processos de informação
O desenvolvimento cognitivo é explicado a partir de diferenças quantitativas (A diferença entre uma criança de 3 anos e um adolescente de 17 dá-se ao nível de quantidade de informação que os indivíduos conseguem processar. Os de 17anos conseguem mais. Piaget diz que as diferenças qualitativas estas dizem que é o nível de quantidade da informação.


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