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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Psicologia Geral - Percepção


Estudo da percepção

Antes de perceber o que é a percepção tem que se fazer a distinção de sensação

Processo de sensação
Diz respeito à recepção da informação que recebemos através dos órgãos sensoriais. É um processo passivo.

Percepção
É o processo que diz respeito à interpretação dessa informação (é interpretativo).
Ex: vamos na rua e dizemos que cheira a canela, é interpretar a informação que recebo como o cheiro.
Não há percepção sem sensação!
É altamente activo porque exige interpretação, organização, lógica
A percepção rege-se pela lógica · tende a organizar a informação.

É também interpretação de situações sociais (comportamentos e atitudes) não são só objectos.

Sensação        #          Percepção
                                   Interpretação
                                   Organização
                                   Atenção           focalizada e selectiva

Vamos estudar a percepção visual
Percepcionamos o movimento, a forma (é fundamental porque distinguimos uma laranja duma banana ou duma bola de ténis).
Quem estudou a percepção da forma foi os gestaltistas, para estes tendemos a percepcionar na globalidade – primeiro o todo e depois as partes.
O primeiro movimento perceptivo que fazemos é diferenciar a figura do fundo (ex: cálice no fundo branco, duas faces a preto)
Figuras reversivas

Formularam também as leis da organização perceptiva.

Lei da proximidade
O que ilustra é que quando percepcionamos, a nossa percepção prefere percepcionar um conjunto de proximidade.
Percepcionamos elementos em grupo quando estão próximos uns dos outros.

 
3colunas ou 3 conjuntos de traços




 
Na lei da semelhança
Percepcionamos elementos que façam parte da mesma categoria. Mesas e cadeiras, bolas e cruzes, …

Lei do fechamento
A tendência que temos para fechar/concluir um “objecto” inacabado que já conhecemos.
Se tirarmos uma fotocópia que falta letras conseguimos ler a palavra toda ou quando não vêm uma palavra na frase, conseguimos perceber o sentido.

 
Lei do bom prolongamento ou continuidade
Vemos uma linha recta e uma curva, o sistema perceptivo tende a verificar uma continuidade, no 2º já não está tudo pegado.






 
Pode ser um quadrado ou quatro conjuntos de linhas
Vemos tudo como se fosse contínuo e não houvesse falhas no meio.
Não percepcionamos só objectos, percepcionamos muito a profundidade à percepção da profundidade
É fundamental para a sobrevivência. Ex: se tivéssemos no segundo andar, não descia as escadas ia a direito, não sabíamos se tínhamos tempo de atravessar uma estrada (distância do carro).

O olho direito transmite informação para o cérebro como o olho esquerdo também. E o cérebro processa a diferença dos dois, dá-se o nome de disparidade binocular.
Se n tivesse a visão num dos olhos, continuavam a ter percepção de profundidade à monoculares à podem ser vistos/percepcionados só por um olho e dizem respeito a características que existe na realidade.

Perspectiva linear
Tamanho relativo, interposição e gradiante de textura.
 
Tamanho relativo
O mais pequeno parece que está mais longe.

 
Interposição
Parece que está mais longe




 
Gradiante de textura
Na primeira cadeira vejo os picotados, nas seguintes só vejo a cor.
Numa oliveira vemos a s primeiras, mas depois vemos tudo verde.

Gibson e Walk (1960) – fizeram um trabalho clássico da psicologia
A percepção da profundidade nos humanos é inata (puseram um bebé em cima de uma mesa de vidro com uma textura diferente na mesa e os bebés não passaram do meio porque pensavam que iam cair.


Constância perceptiva
(da forma, do tamanho e da luminosidade)
Permite estabilizar um meio ambiente que está em constante mudança.

Se percepcionarmos um carro a longa distância parece mais pequena.

Uma porta mantém a mesma forma quer esteja aberta ou fechada, a maneira como a vemos é que é diferente.

Com o tamanho acontece o mesmo à medida que certa coisa se afaste, parece mais pequena, e á medida que se aproxima já parece maior à tem a ver com a distância a que estamos.

Luminosidade
Uns são mais brancos e outros mais morenos, mas se tivermos numa sala em que a lâmpada dá luz azul, ficamos azulados, claro que percebemos que é da cor.

Contexto e emoção
A percepção sofre influências. Não focalizamos a atenção em todos os estímulos “uma amiga viu um porsche, mas como esse assunto não me motiva não treparei que tinha passado um”. A motivação e o estado emocional influenciam a percepção, quando estamos alegres tudo parece mais bonito, se estivermos tristes as coisas parecem mais desagradáveis.

Para além das emoções a percepção sofre: alterações de contexto.
(A B C e 11 12 13 – em que o B e 13 são iguais)
Percepcionamos de acordo o que faz sentido no contexto

Café e Chá – a letra A e H são iguais, lemos de acordo o contexto.

O efeito do contexto tem sido analisado em termos de formas ambíguas (podemos ver uma foca ou uma mulher junto de um homem/convida para dançar ou ensina a brincar com a bola)

O efeito do contexto é explicado pelo processamento descendente · percepciona partir de todo e depois das unidades que o compõem.


O efeito de contexto explica os conhecimentos que temos e a influência das expectativas.

A percepção também tem o processamento descendente.

Na percepção existe o processamento ascendente começamos a percepcionar nas unidades básicas e depois no todo.

Quando percepcionamos nós localizamos os dois tipos de processamento (ascendente e descendente).

Podem existir alterações a nível da percepção. Dentro das alterações ficamos com a ideia entra uma ilusão e alucinação:

Ilusão – não é patológica, é normal acontecer, existe um erro de percepção. Acontece geralmente por características da realidade.

Alucinação - pode acontecer em virtude de um indivíduo tomar substâncias tóxicas/psicotrópicas ou a nível de patologia (esquizofrenia). Estas pessoas vêm/ouvem/sentem estímulos que mais ninguém consegue, não adianta dizer que não existem.
(teste – figura complexa de Rei)