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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Psicologia Geral - Desenvolvimento Social e Moral

Vinculação – relação afectiva que acontece o mais precocemente possível.
Relação precoce – é uma relação que ocorre / estabelece entre o recém nascido e um adulto geralmente a mãe.
                                   - Tem um carácter de sobrevivência
                                   - A mãe é a pessoa que cuida da criança.

Freud- Explicava a vinculação, como a forma de relação com as mães, porque os bebés tinham medo que as necessidades básicas (alimentação, higiene) não fossem feitas.
Foi apelidada pelo Bowlby como a teoria do armário.

Há um trabalho de Harlow muito relevante no âmbito de estudo da vinculação. Trabalhava numa colónia de chimpanzés e estava a desenvolver trabalhos de reduzir a mortalidade infantil de chimpanzés. Ocasionalmente utilizou os chimpanzés bebés e mostravam desconforto, quando tiravam dos compartimentos, as carpetes para serem limpas. O Harlow criou duas mães, uma era forrada de peluche com a face com características de chimpanzé e a outra era feita de arame com uma face rudimentar e colocou nessa mãe um dispositivo de alimentação. Cada uma em diferentes compartimentos.
Contabilizava o tempo que passavam com cada mãe, e se Freud tivesse certo os chimpanzés passavam mais tempo com a mãe de arame pois tinha o comer.
Mas os chimpanzés passavam mais tempo agarradas à mãe fofinha, e só se dirigiam a mãe de arame quando tinham fome (capitulo 14 de Gleitman).
O Harlow tentou perceber o que faziam os bebés se se assustassem?
 Utilizou um urso construído e colocou-o no compartimento, eles corriam para a mãe fofinha.
O trabalho de Harlow é fundamental no âmbito da vinculação porque não se pode ser avaliado só no âmbito da alimentação.

O Bowlby explicou o funcionamento da vinculação para todos os seres humanos que nascem com tendência inata para se relacionar uns com os outros (procuramos contacto pessoal com outros) e todos nós nascemos com medo de tudo o que é desconhecido, procuramos no adulto segurança e protecção.
Questionou-se a existência do período crítico (período que ocorre durante um tempo que estamos mais sujeitos a adquirir competências).

Lorenz estudou a vinculação nas aves (gansos), e mostrou que existe um período crítico para se estabelecer a vinculação. Tirou a mãe gansa dos ovos e ficou lá ele, ficou com eles durante 10 minutos à a partir daí só seguiam o Lorenz e não a gansa à imprinting ou cunhagem.

 Testou vários tempos e verificou que os primeiros 10 minutos depois das aves saírem dos ovos e 12h após a saída da casca, nunca mais voltam à mãe.

Questão:
Na espécie humana também existe período crítico?
Nós não podemos fazer estudos que privam os bebés da vinculação. O que se tem constatado é que quanto mais cedo acontecer a vinculação. As crianças que por qualquer motivo não vivem com os pais, é possível que se vinculem com 10/11/12 anos. O sucesso de adopção era grande quando as crianças sabiam que podiam contar com as cuidadoras.
É possível que a vinculação seja tarde desde que os primeiros anos de vida, tenha havido estabilidade.

Marie Ainsworth à definiu os padrões de vinculação que existem que hoje ainda estudamos. Fez isto a partir de paradigmas da situação estranha. Numa sala colocava muitos brinquedos e uma criança entre os 12 a 15 meses e lá estava com a mãe. Entra um estranho que fica com a criança e com a mãe e por último a criança ficava sozinha com o estranho e depois voltava a mãe.
Queria se analisar o comportamento da criança quando estava na sala com a mãe, quando estava com a mãe e com o estranho, quando estava sozinha com o estranho e quando a mãe voltava.

Por volta dos 8 meses de vida, a criança começa a demonstrar angustia quando se separa das pessoas que ela gosta ou está habituada. à Angústia do 8º mês. Separação gera angústia.

Três padrões de vinculação:
- Segura
- Insegura / ambivalente
- Evitante
 

Segura
Insegura / ambivalente
Evitante
Criança com a mãe
Bebés exploravam a sala e mexiam nos brinquedos
Exploravam os brinquedos mas perto da mãe
Exploravam a sala em todas as situações
Com a mãe e estranho
Continuavam a explorar a sala
=
=
Só com o estranho
Não demonstravam mau estar
Ficavam angustiadas e mau estar
=
Quando a mãe volta
Demonstravam alegria
Tinham uma relação ambivalente, ficavam contentes por ter voltado mas mostravam angústia.
Ficavam indiferentes

 


Também investigou a situação estranha com os país e era semelhante.

Fases de futuras relações:
Vinculação segura – a relação é positiva, pessoas com um vínculo seguro numa relação romântica aceitam e tentam lidar com os defeitos, apresentam maior satisfação.
Vinculação insegura/ambivalente – numa relação romântica na dúvida, existe ciúme e insegurança – eu quero mas não sei se o outro gosta de mim.
Vinculação evitante – muita dificuldade em estabelecer relações românticas com os outros, têm dificuldade numa relação.

Todos têm as vinculações, o temperamento da criança (sociável e irritáveis; a sensibilidade e receptividade dos adultos).

Na escola, crianças com a vinculação segura, adaptam-se mais facilmente à escola, sabem que vão para a escola e que no final os pais as vão buscar.
Na vinculação insegura / ambivalente sentem-se angustiadas e ficam na dúvida se alguém as vai buscar ou não, por isso choram.

Desenvolvimento moral – Kohlberg

Explica muito bem o raciocínio moral, aquilo que o raciocínio quer dizer – conjunto de representações e conjuntos que as pessoas alegam para fazer ou não um determinado comportamento.

Utilizou dilemas morais (não têm resposta correcta) perguntou a varias pessoas se roubar uma farmácia em que o medicamento lá custava 4000 e de fábrica era 400, e só tinham o total de 2000 era certo ou errado.

Existem três níveis de estádios:
Pré-convencional – todo o conhecimento dele é obter a recompensa e fugir às punições.
Convencional – as pessoas geram as respostas a partir das regras da sociedade, e socialmente é reprovável assaltar a farmácia.
Pós-convencional – a pessoa rege o seu comportamento de um código deontológico interno. Por exemplo: fazia bem assaltar a farmácia porque prefiro ir preso que a minha mulher morra.

Teoria de desenvolvimento de Erikson (referir o ciclo vital na 3ª idade também está em desenvolvimento.
Abrange desde o nascimento até a 3ª idade – psicossocial – o desenvolvimento emocional ocorre na interacção com os outros.

Crises psicossocias:
1º Ano de vida: confiança vs desconfiança – vinculação – desconfiança e protecção.

1ª Infância: autonomia vs vergonha e dúvida.
O controlo dos finaters (fazer xixi) quando as crianças sabem que têm essa necessidade e sabem dizê-lo.

3 - 5 anos: diferença entre meninos e meninas – iniciativa vs culpa – “porque não tenho pilinha” sente-se culpado de fazer a pergunta.

6 - 13 anos: competência vs inferioridade – resultados académicos, competências físicas – criança sente-se inferiorizada quando diz que não tem jeito para música.

14 – 20: identidade vs confusão de papeis: luta por ter personalidade e impor relação a algo

20 – 40: intimidade vs isolamento – luta por relacionamentos

40 – 60: produtividade vs estagnação – crer ser produtivo

60 +: integridade vs desespero: podem fazer tudo o que quiserem porque têm tempo, “chove, posso ficar na cama”. Sentem-se realizadas ou podem ficar deprimidas porque se vêem sozinhas.