Personalidade - 400 a.C. Hipócrates pretendeu classificar as pessoas quanto a sua personalidade. Foi pai da medicina, propôs uma classificação que se baseava em aspectos biológicos. E havia quatro tipos de temperamento relacionados com substâncias corporais/biológicas.
- Sanguíneo: todos os que tinham excesso de sangue (obesos) eram alegres e bem-dispostos.
- Fleumáticos: excesso de fleuma (substância corporal associada ao ranho, expectoração, etc.) apresentava como característica psicológica muita tranquilidade e raramente irritável.
- Melancólicos: característica triste, humor depressivo, eram assim porque tinham excesso de bílis negra (ao lado do fígado).
- Coléricos: pessoas que eram reactivas e irritáveis, tinham excesso de bílis amarela.
Conceito de personalidade: construto teórico como a inteligência que diz respeito as características funcionais de uma pessoa. A personalidade tem carácter hereditário, o desenvolvimento, a vinculação, o meio cativante estrutura a personalidade. E vai estruturando durante a infância, durante a adolescência e já não há alterações de estrutura de personalidade.
Dentro do conceito de personalidade há um conceito de traços de personalidade à característica que é estável em termos situacionais e temporais (existe agora e depois).
Tem como objectivo classificar as pessoas em relação à personalidade, para prever os seus comportamentos.
Eysenck e Noman, defendiam que se conhecêssemos os traços de personalidade, conhecíamos o comportamento das pessoas e classificaríamos a.
Eysenck propôs uma classificação de dois traços de personalidade:
Neuroticismo (estabilidade emocional) e introversão/extroversão (facilidade que as pessoas têm ou não de interagir com outros.
Classificar as pessoas em termos de estabilidade e interacção.
Na década de 70 introduziu outros traços de personalidade. Psicoticismo – agressividade.
Noman em 1969 defende a existência de cinco grandes factores, correspondentes aos cinco traços de personalidade (big five):
1- Amabilidade: factor de ser amável, cortês ou são, educado, forma como se dirige aos outros.
2- Extroversão: tendência que a pessoa têm para interagir com os outros.
3- Estabilidade emocional: facto das pessoas serem emocionalmente estáveis.
4- Abertura: receptividade ou não, cuidadosos ou não, reage ao comportamento por princípios éticos ou pelos fins.
Nos podemos classificar as pessoas por estes 5 factores e desenvolveu um inventário de personalidade – BFI- Big factory inventory.
Os dois tinham em comum a existência de traços de personalidade (temporais e situacionais). Ambos defendiam o mesmo.
Situacionismo (Mischel)
Criticou as perspectivas teóricas da existência de traços de personalidade dizendo que estes não existem.
O que determina o comportamento das pessoas é a situação, são explicados a partir da situação em que o individuo se encontra.
Ele fez estudos que deu a oportunidade a estudantes de copiarem em testes, se as pessoas tiverem oportunidade podem fazer comportamentos que se não tivessem oportunidade não faziam, e dizia que só havia traços de personalidade na cabeça de quem os defendia.
Perspectiva Interaccionista (linguagem): a situação é importante, em grupos as pessoas tem comportamentos que individualmente não tinha mas os traços também são importantes e explicam o comportamento do indivíduo.
Há autores que explicam quais são as situações que os traços são mais importantes ou que a situação influencia o comportamento. A situação determina o nosso comportamento.
No Gleitman 9.2 – abordagens personalidade não sai.
Avaliação
Som em adultos a partir dos 25 anos.
Entrevistas são utilizadas para a avaliação da personalidade, em termos quantitativos são utilizados testes: estruturado e não estruturado.
O estruturado incluímos inventários de personalidade (BPI) e MMPI à inventario multifásico de personalidade de Misota
Pode ser dicotómica (sim/não) ou tricotómica.
MMPI – 550 itens e passou para 350. Perante escalas de psicose, psicótica, hipocondria, depressão.
Tem escala de validade ou mentira por causa da desejabilidade social.
O não estruturado pode ser testes projectivos de Rorschach à conceito de projecção desenvolvido por Freud. Ouvimos: “ela não pode comigo”, normalmente sou eu que não posso com ela. Consiste em colocar nos outros atributos e características que são nossas.
Rorschach observou que perante pinturas abstractas atribuem conceitos diferentes. Começou a perceber se o estímulo era o mesmo, se vêm a mesma coisa, e dizem coisas diferentes vinha do que as pessoas tinham no interior delas. Tinha manchas de tinta e perguntava o que poderiam ser – consta-se em 10 cartões com manchas de tinta simétrica. Conta-se o tempo de latência e o porque de ver aquilo.
Tem uma avaliação quantitativa e depois qualitativa.
CAT - apercepção temática para crianças. (imagens num cartaz para elaborar uma história.
TAT – apercepção temática para adultos.
Vantagem de Rorschach em relação a BPI:
Quando uma pessoa faz o Rorschach, não sabe quais são as respostas que devem responder de acordo com a desejabilidade social.
Todos temos uma estrutura de personalidade que pode deixar de ser adaptativa - o indivíduo descompensou (a personalidade deixou de funcionar) e pode estar no campo da psicopatologia (perda da família, emprego, acabar uma relação, mudar de casa).
A estrutura da personalidade deixou de ser adaptativa.
Normal vs patologia
Normal – é baseado na média e cada vez o comportamento normal ou o conceito de normal difere, é preferível chamar de saudável.
Patológico à em psicologia considera-se quando o comportamento causa sofrimento a pessoa e não deixa a pessoa viver com a normalidade.
É normal haver cuidados com a higiene, não é normal lavar as mãos 60xs ao dia e desinfectar com álcool.
A pessoa não reconhece a gravidade da situação.
Patológico - o sofrimento que causa a pessoa é a partir do nível de limitação que a confere.
O comportamento descompensou ao longo da humanidade, a forma como o comportamento era explicado e como intervinham.
A concepção de loucura era que a pessoa estava possuída por espíritos malignos.
Trepanação: fazer orifícios no crânio, davam tareias para o espírito sair, faziam sangrias (tiravam sangue as pessoas). Era considerado louco quem tinha epilepsia era considerado um demónio dentro das pessoas.
Começaram a surgir hospitais para tratar pessoas. Eram como um albergue e as terapias não eram muito aconselháveis porque eram internadas pessoas com doenças mentais, epilepsia, que tivessem uma desordem social (vagabundos) e o tratamento utilizado era baseado em sangrias, bancos giratórios para quando tivessem muito agitados, experiências com diferentes temperaturas para ver o que acontecia e acorrentavam pessoas.
Uma pessoa sem qualquer patologia descompensava também.
Pinel - foi o médico francês que em 1793 assumiu a pasta da saúde em França e a primeira decisão que tomou foi tirar as correntes as pessoas e foi considerado louco.
A loucura começa a ser considerada uma doença e devia ser tratada como tal, abolindo tratamentos bárbaros.
Critérios:
Recorremos a DSM-IV – manual de diagnóstico e estatística de perturbações mentais. Edição IV. Vemos critérios para determinados comportamentos ajuda a fazer o diagnostico mas não diz as causas.
Explicação e intervenção:
Existe diferentes abordagens: psicanálise, comportamentalismo (cognitivo comportamental /bieiviorismo), psiquiatria (modelo médico).
Foi Freud que desenvolveu a psicanálise: os conflitos inconscientes e a infância são determinados e se tem algum problema deve-se a dois factores. A pessoa é que fala – associação livre – interpretação de sonhos.
Cognitivo comportamental – a psicopatologia é conhecida através de processos de aprendizagem que são adaptativos. Aprendem de forma errada. Fiquei encravada no elevador, agora tenho medo dos outros. Baseia-se em ensinar à pessoa a processar a informação a pensar de uma forma adequada e ter comportamentos adaptativos.
Modelo médico – característica dos psiquiatras – explica a psicopatologia com bases biológicas e a alterações a nível dos neurotransmissores. Podem prescrever medicações / fármacos.
Rosenham – pretendeu descobrir como se classificam as pessoas saudáveis e patológicas, eram 8 pessoas sem patologias e saudáveis, que fingiam estar doentes dizendo que ouviam vozes na cabeça. Quando foi para internar sentiram se desconfortáveis alegando que já não estavam doentes, pensaram que estavam porque tiravam notas e esperavam por os almoços e faziam como os doentes avaliavam os enfermeiros e doutores, percebendo que eles não se integravam e deitavam a medicação fora. Conclusão: os pseudopacientes foram considerados doentes patológicos reais, só deixaram sair porque disseram que a esquizofrenia tinha diminuído. As vezes é difícil de distinguir o normal do patológico dentro do contexto, porque existe muitos estereótipos.