I. Yalton e J. Bercoy
à
psicoterapeutas do desenvolvimento pessoal
Desenvolvimento:
-
Transformação
- Movimento
- Evolução
O conceito de desenvolvimento associa-se, primeiro à ideia
de mudança, e depois à ideia de idade.
Criança e adolescente:
- P. Ariés (1962)
idade média – teoria do homunculo (Constatou que a criança mais não era que um
adulto em ponto pequeno). Sec XVII/XVIII – a preocupação pela higiene e saúde
mais sentimento de família e infância.
- Linda Pollock (1983)
– analise de 400 autobiografias no sec. XVI - crianças com especificidades.
Havia um cuidado especial com as crianças desde sempre.
- Stanley (1920)
– publicou o primeiro manual sobre a adolescência.
- David Elkind
(1996) – Antiguidade clássica
- Atenas: 7 anos (educação familiar); 7-14 (escola do
gramatista); 14-18 (escola do pedotriba); 18-20 (formação militar).
- Roma: 7 anos (infantis), 1-17 (puer), 17-30
(adolescens), 30-46 (juvenis), 46 – 60 (seniores). 60-80 (senex).
Desenvolvimento
Várias tipografias surgem mais ou menos adequadas, mais ou
menos rigorosa
- Estádio do chimpanzé, do pastor
- Estádio do desafio.
Criança e
adolescente:
- Os antecedentes do estudo científico do desenvolvimento da
criança são as biografias de bebés:
- 1787: D. Tiedemann, observação
comportamental sensorial, motor da linguagem e cognitiva do seu filho durante
2,5 anos.
- 1877 – C. Darwin, os seres
humanos podem ser mais bem compreendidos através do estudo da sua origem
individual (filhoà12meses)
- Importância da natureza /educação (crianças selvagens).
- Emergência psicóloga.
Criança e
adolescente
A adolescência – Storm and Stress – enquanto fase própria de
desenvolvimento apenas em 1904, adolescente de Stanley Hall
- M. Debesse
(146) em A adolescência e La crise de l’originalité juvenil – “ a adolescência
não é uma simples transição entre a infância e a idade adulta, possui a sua
mentalidade própria.”
Crescimento,
maturação e desenvolvimento
Crescimento: aumento do tamanho do corpo (peso e
altura)
Maturação: Expressão de uma sequência geneticamente
determinada de mudanças físicas e padrões comportamentais, incluindo a
prontidão para certas capacidades, tais como andar e falar
-Ontogénese; filogénese; epigénese (as nossas
características dependem da genética e de factores ambientais) vs preformismo
(as características são geneticamente estabelecidas).
Desenvolvimento:
transformação, movimento, evolução, progressão, mudança para melhor.
Desenvolvimento físico: implica o crescimento físico
e das capacidades sensoriais, motoras e saúde.
Desenvolvimento cognitivo: implica mudanças nas
capacidades mentais: atenção, percepção, memoria, aprendizagem, raciocínio e
criatividade.
Desenvolvimento psicossocial: social e da
personalidade (desenvolvendo a nível pessoal e intrapessoal do
autoconhecimento)
Desenvolvimento moral: ….
Ontogenese: …..
Embriogenese
(origem e desenvolvimento do embrião), e ontogenese
(desenvolvimento do individuo desde o nascimento).
Filogense:
desenvolvimento da espécie, é importante porque temos determinadas
características e limitações.
Sociogenese:
desenvolvimento social (factores sociais)
Epigenese e preformismo: formado à partida, temos
estruturas inatas que nascem connosco ou existem no momento da concepção.
Para o Aristóteles,
Preformismo: o
ovo contem o indivíduo em miniatura e é apenas a ampliação de estruturas
pré-existentes – hereditariedade.
1755 – Epigenese – considera que o ovo é uma
estrutura desorganizada e vai ocorrer a diferenciação …. Acção do meio sobre o
matrimónio genético (teoria celular de Scleiden e Schwann, 1838)
Psicologia da
criança e do adolescente
Descrição de fenómenos: crescimento (desenvolvimento)...
Os estudos de um sector particular da ontogenia geral, que
se estende muito alem do nascimento e engloba todo o crescimento orgânico e
mental, até à chegada do estado de equilíbrio relativo, constituído pelo novel
adulto….
Estuda a criança em si (Piaget e Inheldar, pp.8)
Psicologia
genética:
“Psicologia genética refere-se ao estudo do desenvolvimento
individual (ontogenia) … mas na medida em que procura explicar as
funções mentais do seu modo e formação e, portanto, pelo seu desenvolvimento na
criança, …”
Perspectiva LIFE-
SPAM
Desenvolvimento durante todo o ciclo vital
Primeiros estudos: Lterman (EUA) seguindo as crianças até à
idade adulta. (analisar a sobredotação num estudo longitudinal).
Hoje inclina-se o desenvolvimento durante todo o período de
vida:
- Desenvolvimento
não pára na adolescência.
- Os declínios também podem
ocorrer na infância (criança até 12 meses são capazes de detectar contrastes
fonéticos, quer a própria língua dos seus pais como de outras línguas.
Desenvolvimento
Q1: sujeito activo ou passivo?
Sec. XVIII
- J. Locke –
“ensaio acerca do entendimento humano” ou sobre a origem e natureza do
conhecimento – a criança como uma tábua rasa – empirismo – todas as ideias têm
origem no seu sentido. M.MECANICISTA.
pai do empirismo, considera que o nosso desenvolvimento é um somatório de pensamentos
(sensações, percepções) elementares. Homem é uma tábua rasa, diferenciamo-nos
porque temos experiencias. Fundamentador do Behaviorismo
- J. J. Rousseau
– ideia do bom selvagem – M.ORGANICISTA.
“ O homem é naturalmente bom e a sociedade é que o compõe.”
- Rousseau
(1712-1778): aponta a especificidade da infância e a ideia de que a criança se
desenvolve naturalmente, passando por um certo número de etapas que se sucedem
numa ordem constante.
O homem não é vazio, não é tábua rasa e somos bons.
A infância …
- Corresponde a uma realidade psicológica definida como
sentir e pensar próprio
- Ter um valor próprio, com direito a felicidade.
- É inocência
- É um crescimento com um ritmo que devemos respeitar
“Começai pois por melhor conhecer os vossos alunos porque de
tal estais longe”
Q2: Continuidade vs
Descontinuidade
(de que forma se faz o desenvolvimento?)
Desenvolvimento:
não é um processo contínuo, é feito por etapas.(sinónimos: estádios, mudanças,
progressão, evolução, adaptação).
-Inteligência fluida – relacionada com o raciocínio
abstracto.
-Inteligência cristalizada – adquirida ao longo da
escolaridade.
Quando a criança nasce, o cérebro é relativamente simples.
Ao nono mês, as conexões neuronais, dão-se muito rapidamente e há um enorme
“emaranhado” no cérebro. Ganham-se conexões e perdem-se outras (plasticidade do
cérebro).
-A música estimula a criatividade e relaxa.
-Estudo de Mozart – a criança era estimulada com música de
Mozart e houve desenvolvimento significativo do QI.
O que existe entre o adulto e a criança?
Diferenças irredutíveis ou diferenças quotidianas?
- Behaviorismo – Skinner – defensor da tábua rasa
– os princípios da aprendizagem que se aplicam às crianças são os mesmos que se
aplicam aos adultos (nurture)
- Chomsky –
desenvolvimento da linguagem faz-se por mecanismos – C –
Inatos: uma
capacidade estrutura inata e universal – adultos e crianças diferem apenas no
numero de proficiências (eficazes) (nature)
– C- (existe estruturas
internas, o desenvolvimento faz-se de forma continua.
H. Wallon (1934)
– descontinuidade (sucessão
dos estádios é marcada pelo desenvolvimento das etapas biológicas =
metamorfoses dos insectos – desenvolvimento é conflito, crise, mutação.
Continuidade
(as formas/actividades primitivas/precedentes não são abolidas mas integradas
nas novas).
- A. Gesell
(1970) – Continuidade e
concepção maturacionista e cíclica.
- Cada etapa representa um
número ou um grau de maturidade no ciclo de desenvolvimento, mas perguntar
quantas etapas há, é o mesmo que perguntar quantos momentos há no dia…
- Observações rigorosas
(entrevista e testes aos mais velhos) do sujeito desde o nascimento até aos 16
anos – 24 níveis de maturidade.
- O
desenvolvimento não é linear mas faz-se em espiral
-
Estabilidade/ calma/ autodomínio alteram com a instabilidade e falta de
autodomínio.
- Portanto, as bases biológicas,
maturacionistas, tanto podem apoiar concepções de desenvolvimento contínuo (Gessel) como descontinuo
(Wallon)
Ø Cada etapa representa um nível de maturidade, mas
perguntar quantas etapas há, é o mesmo que perguntar quantos momentos há num
dia. Uma etapa, mais não seria do que um momento passageiro. Observação
rigorosa do sujeito desde o nascimento até aos 16 anos – 24 níveis de
maturidade.
Há
ciclos de crescimento que se repetem. O desenvolvimento não é linear mas faz-se
em espiral.
Estabilidade, calma, auto-domínio, alteram com instabilidade/
falta de auto-domínio.
- P. Osterrielth
(1956) analisou 18 sistemas de estádios
de desenvolvimento e encontra 61 períodos diferentes (até aos 24 anos).
“Mais de metade destes períodos
não figuram em mais do que um só sistema. 17 figuram em mais que um sistema, 8
períodos encontram-se em 3 sistemas à portanto, o desenvolvimento é continuo.
As bases biológicas, maturacionistas,
tanto podem apoiar concepções de desenvolvimento contínuo (Gesell) como
descontinuo (Wallon). No entanto, por mais contínuas que tenham sido as
transformações, chegámos a espécies bem diferenciadas.
Provavelmente, esta anciã de se
falar em estados de desenvolvimento tem a ver com o que querem observar, pode
começar mais cedo, ou mais tarde.
- Tanner (1960) –
recusa a existência de etapas biológicas. “O crescimento físico não procede por
períodos de repouso seguidos de saltos e acelerações, mas efectua-se de forma continua e progressiva ... com a
única excepção da adolescência…”
Se não existem descontinuidades biológicas, como defender as
psicológicas.
- Zazzo critica
Tanner - o que garantia que o desenvolvimento contínuo quantitativo não
gerasse a certa altura transformações qualitativas
e novas funções?
Mas novamente Tanner
refere que os dados encefálográficos não apontam para descontinuidades e os
estados poderão ser o produto de métodos e técnicas que utilizamos. Ex.:
ossificação
- Fraisse: como
podemos estabelecer o inicio dos estádios? O primeiro aparecimento de uma
função ou do seu pleno exercício?
- J. Piaget
Entre o funcionamento biológico e o pensamento lógico existe
uma continuidade funcional –
mecanismos de adaptação biológica (assimilação (acompanham desde o nascimento
até a morte) e acomodação)
- Descontinuidade
estrutural – diferentes estádios de
desenvolvimento com diferentes estruturas lógicas.
- A estes diferentes posições teóricas/ideológicas.. ex:
física quântica.
- Os mecanismos de adaptação biológica (assimilação e
acomodação) também estão na base do desenvolvimento. Entre o funcionamento
biológico e o pensamento lógico, existe uma continuidade funcional. Descontinuidade estrutural: diferentes estádios
de desenvolvimento
Continuidade vs Descontinuidade:
-Metáforas para o processo de desenvolvimento.
-Se não houvesse continuidade, estaríamos sempre a começar
tudo de novo e deixaria de fazer sentido falar em desenvolvimento ou mesmo em
mudança.
-Se não houvesse descontinuidade, nada de novo apareceria e
a ideia de desenvolvimento seria sinonimo de mudança, no sentido de mais do
mesmo. Piaget envolve continuidade e descontinuidade, porque acrescenta algo
novo ao estádio que o anterior não tinha.
O que é o desenvolvimento?
1- O desenvolvimento é um processo básico de mudança e
assume formas diferentes: linear, degrau, forma de U, U invertido à
existe o declínio.
A forma de U –
num período mais restrito – coordenação e movimento para andar (nascença vs 12
meses) e localização de fontes sonoras (diminuição 3 meses e volta a aumentar
aos 4-5 meses até aos 2 anos.
Na perspectiva Life-span – U invertido – desenvolvimento por
involução (acuidade visual, inteligência fluida) ou aprendizagem da 2ª língua
na infância.
1. O desenvolvimento é um processo de mudança
- Mudança com passagem de tempo (=idade/apenas indicador) –
contexto global onde ocorrem os factores de desenvolvimento e não +e uma causa
em si mesmo.
- Factores de desenvolvimento maturação nervosa, actividade
do sujeito, influencias sócias…
- Desenvolvimento e aprendizagens são a mesma coisa? Ambas
mudanças? Ambas mudanças desenvolvimentistas? Ex: saber o nome de alguém,
2. Mudanças de grande
magnitude = reestruturações profundas, estruturais qualitativas
e que se constroem durante uma razoável extensão te tempo (contar até: 20,30,40
(pequena magnitude) vs 2+3=5 porque 5-2=3) (ex: do menino que vê o ecrã e
quando pergunta ao da sua frente o que vê ele pensa que também vê o ecrã) vs mudanças ligeiras.
Construtivismo
(construção, algo mais complexo) vs cognitivismo (aprendizagens) à associações de Piaget.
3. Nas mudanças que ocorre num certo sentido “em relação a
uma maior diferenciação e integração, em relação a uma melhor adaptação e
organização, e em relação a níveis mais elevados de equilíbrio”.
Diferente processo cumulativo
4. Critérios teóricos e filosóficos: complexidade,
diferenciação, integração, abstracção e equilíbrio, a partir dos quais se diz
que um nível ou estádio é melhor do que o outro – mais próximo de um telos (ideal que se aceita como estádio
final)
5. Assim, o desenvolvimento é um conceito normativo e prescritivo.
6. Mudanças relativamente uniformes e universais –
pois ocorrem num grande nº de sujeitos, num grande numero de contextos e em
períodos da vida relativamente delimitados, por exemplo: a aquisição da noção
de número: 7,8 anos. Estudo do sujeito epistémico à suj. geral, abstracção
de todos os sujeitos. Ex: dos copos iguais e dos líquidos.
As competências das mais elementares as mais complexas,
exigem estimulação do contexto. Quanto mais complexas, mais contexto exige.
Falar em universalidade é falar da universidade relativa.
7. Relativamente
irreversíveis: depois de atingidos certos tipos de competências
dificilmente os sujeitos regridem para competências mais elementares, ou seja,
depois de acontecido um fenómeno, esse não pode ser anulado. Kd um
suj.adqer1dada competência/1dado dominio,dificilmt a perd.
8. Relativamente
inevitáveis: pois em condições de relativa normalidade, é difícil impedir o
seu aparecimento (por ex: as noções de conservação).
à De forma geral:
-Definem níveis d desenvolvimento que são modos distintos de
integração, diferenciação e equilíbrio em relação á dimensão em causa.
-Assumem teoricamente que o sujeito está tanto mais
desenvolvido, quanto mais próximo estiver desse estádio final.
-Verificam empiricamente quando e como as pessoas chegam a
esses estádios.
Concepção forte de
Teorias do desenvolvimento:
Diferentes teorias sobre o desenvolvimento: Piaget,
Vygotsky, Kohlberg, Selman vs teoria de aprendizagem social e modelos de
processamento da informação. – Desenvolvimento e aprendizagem não se
distinguem.
Estudo da génese e das formas de pensar gerais e universais
vs aquisição de conhecimentos culturais.
Desenvolvimento:
hereditariedade ou meio?
A maioria os traços humanos não é mendeliana mas assume um
espectro contínuo (ex: pele).
A maioria dos traços resulta da interacção de vários genes
(herança poligénica).
Algumas características físicas (peso e altura) e a maioria
das características psicológicas resulta da combinação de factores genéticos e
ambientais (transmissão multifactorial).
Henry Goddard
(1912) à
família Kallikak
Casamentos de quase 500 descendentes:
1ª Médicos, advogados, negociadores e reitores de
universidade apenas dois tinham inteligência abaixo da média.
2ª Ladroes de cavalos, prostitutas e alcoólicos, apenas 46
tinham uma inteligência normal ou quase normal e os restantes situavam-se
abaixo da média.
O meio e o contexto são diferentes. Os 2ªs tem menores
oportunidades.
Watson (1913):
“Dêem-me um bebé e eu farei dele o que quiserem, farei dele
um ladrão, um pistoleiro ou um morfinómano. As probabilidades de o moldar em 99
direcções são quase infinitas. Mesmo as grandes diferenças anatómicas
limitam-nos muito menos do que se poderá ….”
Robert Choate Tryon
(1940):
Ratos, aprendizagem de caminhos através de labirintos (+),
(-) rapidamente.
Cruzamento entre si em função da sua +- capacidade.
Após 7 gerações, 2 grupos de ratos espertos e de ratos
estúpidos.
Diamont, meio Krench
e Rosenzweig (1964):
12 Pares de ratos gémeos à 2 grupos aleatórios.
1- Ambiente estimulante
2- Ambiente pouco estimulante.
E meses depois analisou-se o cérebro dos ratos, em termos de
morfologia e químicos.
1- Córtex mais volumoso, mais profundo e mais pesado (parte
envolvida na percepção visual).
2- Aumento do numero de células de glia, tamanhos dos
citoplasmas, núcleo das células e diâmetro dos vasos sanguíneos que abastecem a
córtex.
3. Maiores quantidades de uma enzima (acetilcolinesterase)
que permite às células novas transmissões neuronais.
Ralph Holloway
(1964)
Porque é que o cérebro fica mais volumoso (espesso) quando é
estimulado?
- Os cérebros mais estimulados apresentam mais ramificações
a nível das dendrites.
W. Greenough
(2004)
- Os animais em meios estimulantes apresentam células
nervosas maiores em algumas partes do cérebro, mais sinapses e ramificações
dendriticas.
O que faz aumentar o tamanho do nosso cérebro?
- A mielina: substancias gordurosa branca que cobre axonios
e permite a transmissão dos impulsos mais rapidamente (conel, 1930)
Meio intracelular
intra-uterino
Intercelular
Meio externo: agentes sociais e
agentes físicos/químicos: álcool, tabaco, nutrição, medicamentos, droga,
exposição ambiental.
J. P. Changeux
(1979) se num determinado período (4 semanas a 3 meses), privarmos um olho do
gato, da luz, o olho seca devido a lesão irrversível das vias ópticas. A
privação sensorial – perda de uma função inata.
Uma função pode ser determinada tanto pela genética como
pelo meio.
Blackemon e Cooper
(1970) – gatos na escuridão, com exposição de 5H observando apenas faixas
brancas ou pretas, verticais ou horizontais. 5meses depois terião défices
visuais permanentes não vendo os contornos prependiculares aos das faixas.
A manipulação ambiental leva a
que certas conexões desaparecam de forma irreversível. O tipo de estimulação
modela o sistema nervoso.
Arianna Carughi (1980) – os ratinhos mal alimentados em tempo de
gestação, pesavam menos, tinham cortéx cerebral mais fino mas com uma
estimulação adequada, e praticamente igualaram-nos aos ratinhos bem nutridos.
Ernest Pollitt (1996) – crianças ás quais deramum sumplemento de
proteínas e vitaminas, mais faiclmente conseguiam brincar e explorar o seu
ambiente.
Anastasi – um
gene defeituoso. Um animal que apresente qualquer deficiência, se os mesmos
animais forem metidos numa certa temperatura, esse defeito nao aparecerá.
Cloreto de magnésio adicionado á
água do mar – muitos peixes surgem com um olho ciclópico ou com 2 olhos do
mesmo lado. Isto vem abalar o conceito de características estruturais como
sendo os normais de uma certa espécie.
Os efeitos dos factores
hereditários ambiental não são aditivos. A natureza e a influência de um dos
factores depende da contribuição do outro. Assim, o factor ambiental exercerá a
sua influência dependendo da base hereditária com que se deparar, e o potencial
hereditário apenas se manifestará na medida em que o ambiente assim o
proporcionar.
Diamond e Hopson (2000) – pode-se aprender a tocar flauta mais lentamente
aos 40 anos do que aos 10, e pode-se obter menos uscesso quando se começa a
aprender outro idioma depois da adolescência mas é importante um ambiente
estimulante e variado.
Crianças que até aos 2 anos,
vítimas de dano ou cirurgia no hemisfério esquerdo, serão capazes de falar,
ouvir e ler normalmente, porque o hemisfério direito se encarrega dessas
funções.
Um gene defeituoso à mosca apresenta pernas
dobradas.
Contudo, se nestes animais forem mantidos numa certa
temperatura esse defeito não aparecerá.
Cloreto de magnésio + água do mar
Muitos peixes surgem com um olho ciclópico (central) ou com
dois olhos do mesmo lado. Isto vem abalar o conceito de características
estruturais como sendo “normais” de uma certa espécie.
Fenilcetonúria: concentração anormal de substâncias fenilalanina
dificulta o desenvolvimento das células nervosas.
Contudo e se houver precocemente (até cerca de 10 anos de
idade) um regime alimentar pobre, leva a capacidade intelectuais normais.
O efeito das influências genéticas não é necessariamente
inevitável.
Os efeitos dos factores hereditários e ambientais não são
aditivos. A natureza e a influência de um dos factores dependem da contribuição
do outro. Assim, o factor ambiental exercerá a sua influência dependendo da
base hereditária com que se deparar, e o potencial hereditário apenas se
manifestará á na medida em que o ambiente assim o proporcionar.
Amplitude de reacção = mm
potencial x diferentes meios que se pode desenvolver.
A.R= variabilidade potencial, dependendo das condições
ambientais na expressão de um traço hereditário.
Podemos ter uma tendência genética, mas se o meio tiver
certas características vai influenciar o resultado.
Amplitude de potencial expressão de um carácter hereditário,
nas diferentes condições ambientais.
Um mesmo potencial tem diferentes expressões consoante o
meio - amplitude de um mesmo potencial de expressão de uma característica
hereditária. Ex: tamanho do corpo, obesidade e longevidade.
Interacção
genótipo X ambiente
Potenciais
diferentes, genética diferentes em meios idênticos.
Interação refere-se
aos efeitos de condições ambientais semelhantes em indivíduos,
geneticamente distintos.
(genotipo: caracterização genética de uma pessoa, contendo
tanto as características expressas como não expressas… fenotipo:
características observáveis de um individuo)
Duas crianças com pais super-protectores
Crianças com diferentes aptidões podem aproveitar de forma
diferente as influências do meio em termos de música, desporto, videojogos.
Hereditariedade X
meio – interacção genótipo X ambiente
Potenciais diferentes em meios idênticos
- Atraso moderado vs atraso profundo. Inteligência média vs
mais elevado.
Genótipo A à fenótipo QI entre 90 – 100
Genótipo B à fenótipo QI entre 100 - 125
Genótipo C à fenótipo Qi entre 115 – 155
O limite de C é superior e assim tem mais probabilidades de
chegar aos 155 que os outros.
A hereditariedade influência se a amplitude é maior ou
menor.
Duas crianças com pais super-protectores – Crianças com
diferentes aptidões, podem aproveitar de forma diferente as influências do meio
em termos de música, desporto e video-jogos.
Correlação
genótipo X ambiente
Meio reforça muitas vezes as diferenças genéticas. Actuam na
mesma direcção.
É a tendência para determinadas influencias genéticas e
ambientais ocorrem conjuntamente. Podem ser:
Correlações passivas: tudo vai no mesmo sentido, ou
seja, frequentemente os pais, que transmitem os genes que predispõem a criança
para um traço, proporcionam um ambiente que ajude a desenvolver esse traço. Ex:
um músico (que transmite algum talento musical) propício ambiente musical
estimulante no seu filho, como dar aulas, leva-o a espectáculos…reflete uma
conbianção de influencias genéticas e ambientais. E passiva pk a criança n
controla.
Correlações reactivas (evocativa): crianças c/diferentes
constituições genéticas originam diferentes respostas por parte dos adultos.
Por exemplo: os pais podem fornecer um refrço especial par a criança se dedicar
a algo k esta mostre interesse, e esta resposta fortalece a inclinação genética
para a activdd.
Correlações activas: à medida que as crianças
crescem, têm+liberdd pa tomarem as suas decisões e seleccionam as experiencias
consistentes com as suas inclinações (selecção do nicho ecológicoà
tendência para prokurar ambientes compatíveis com o próprio genotipo.. ajuda a
explicar pk os gemeos vdd educados separadamente tendem a ser bastantes
parecidos).. ex: uma criança k goste de patinagem irá prokurar amigos k gosta
da mm área, ira prokurar ir ás aulas e concertos
Inteligência
Galton (1869) –
famílias eminentes de Darwin e Huxley, no direito, na política, carreira
militar… mas reconhece influência do meio e propõe estudo dos gémeos criados
separadamente.
Skodak e Skeels (1936), Horn (1983), Scair e
Weinberg (1983)
Crianças adoptadas (avaliação feita entre os 2 e 13 anos),
com QI medio 106 e o QI das suas mais biologicas eram cerca de 85,7%.
- Importância do
meio socioeconómico. O estudo das correlações evidencia correlação não
negligenciável entre as mães biológicas e os seus filhos entretanto adoptados e
criados num meio socioeconómico diferente.
Importância de factores genéticos.
- Importância dos
factores genéticos
Ronbertoux e Carlier (1978) e
McClear et. Al (1997), McGue (1997)-
21 Estudos sobre 8042 gémeos. 2072 homozigóticos e 1949
dizigóticos. Correlação entre os QI:
*Gémeos monozigoticos criados juntos: 0.84
#Gémeos dizigóticos criados juntos: 0.60
*Gémeos monozigoticos criados separadamente: 0.72
Irmãos criados juntos: 0.49 à
meio + peso
Irmãos criados separadamente: 0.24
Crianças não aparentadas criadas juntas: 0.28
*Apesar de afastadas, o QI não altera muito.
# apesar de a nível genético serem tão semelhantes quantos
os irmãos a nível intra- uterino passam
a mm experiencia, ate ao nível das experiencias ao longo da vida pois serão
muito semelhantes ou mesmo iguais.
Não se pode dizer, atráves do quadro, o que têm mais
influencia (genética ou meio) pois isto é só uma amostra e pode haver famílias
em que o meio tem mais influencia ou a genética.
Os irmãos criados juntos tem maior correlação que
separadamente
Carga genética é quase igual, mas os gémeos que vêm do mesmo
meio intra-uterino…
Nancy Bayley
(1929)
Estudo longitudinal. Os QI’s não são constantes – portanto o
QI não é algo de imutável desde o nascimento e não estagna no final da
adolescência. Os sujeitos que desistem da escola e têm um trabalho mecânico,
menos provavelmente podem experimentar algum crescimento intelectual.
A variabilidade do QI, é maior durante os primeiros anos de
vida.
A capacidade intelectual não estagna no final da
adolescência. Os sujeitos que desistem da escola e têm um trabalho mecânico,
menos provavelmente podem exprimentar algum crescimento intelectual.
Meio
A plasticidade do QI é maior durante os primeiros anos de
vida.
McGue,
Bouchard, Lacono & Lykken (1993); scarr & Weinberg (1983)
Os estudos com gémeos mostram a influência genética no QI –
os irmãos mais novos (biológicos ou adoptivos) apresentam resultados muito
semelhantes enquanto o QI dos adolescentes adoptados não se correlacionam entre
si.
Gémeos
monozigóticos educados separadamente
Não procuram/criam os
gémeos o seu meio de forma semelhante?
Exemplo: gémeos mais altos e rápidos (basquete) que se
separam… mais prática, jogo de equipa, treino profissional.
Temperamento: sujeito não se adapta bem no seu meio escolar…
mais dificuldades escolares… Maus desempenhos.
Famílias realmente
diferentes?
R. Woodworth
(1942) investiga 19 pares de gémeos uns educados em famílias semelhantes e
outros diferentes.
Em famílias semelhantes à QI mais semelhante
Em famílias diferentes à diferenças de 24 pt no QI
Bouchard,
Horn, Loehlin e Wilherman, Plomin e Thompson
A hereditabilidade à é uma estimação estatística
da influência da hereditariedade sobre a variância de uma característica, por
exemplo: a inteligência numa dada população.
A heredabilidade não se refere à influência relativa da
hereditariedade e do ambiente num determinado indivíduo, pois essas influências
são difíceis de separar. E a hereda n diz como os traços se desenvolvem, indica
em que medidas é que os genes contribuem para um traço.
É expressa em%d0-100.kt maior %, maior a hereda de um traço.
- Os valores rondam 50-60-70%, ou seja, mais de metade da
variação da inteligência numa dada população, deve-se á hereditariedade.
- O mesmo se aplica a outras aptidões verbais e espaciais.
- A memória e velocidade de processamento com
hereditariedades mais baixas.
A hereda geralmente é medida através do calculo da
incidência de um traço ou grau de semelhança para esse traço nos membros da
mesma família, em gémeos monozigóticos kd comparados k/gémeos dizigotikos,/crianças
adoptadas kd comparadas com pais e irmãos biológicos e activos.
Esses estudos: família imediata+ semelhante k família
distante, gémeos monozigoticos + semelhantes k dizigoticos. Crianças
biologicas+ k famílias adoptivas
Ë EFEITO DE FLYNN (2009)
A primeira evidencia empírica foi de Reed Tuddenham que estudou que os soldados da 2ª guerra tinham
obtido valores mais elevados nos testes mentais do que os soldados da 1ª
guerra. A partir daí, Flynn foi reunindo
dados de distintos países e comparou dados de 2 gerações, cerce de 150 anos) e verificou: Aumento no QI global à
Hoje em dia, existe mais possibilidade. Conclui-se que em aritmética, as crianças
mais novas são melhores na contagem, mas no raciocínio matemático (álgebra) não
são melhores à dos seus avós.
Ë IMPRINTING
LORENZ– imprinting
– Após o nascimento, as aves têm nítida preferência por quase qualquer objecto
com que contactaram, ou seja, as aves seguem qualquer objecto em movimento
(mãe, bola, homem, caixa).. Mantêm contacto visual e auditivo, seguem-no e o
piar difere consoante a sua presença. Quanto mais estiverem expostas a esse
objecto, maior a preferência. O imprinting
diverge das outras formas de aprendizagem: Acontece apenas num determinado
período crítico, é irreversível e influência padrões de comportamentos que
ainda não se desenvolveram (ex: escolha de parceiro sexual). Mostrou que existe
um período crítico para se estabelecer a vinculação.
SPITZ: Primeiro estudo experimental sobre o
desencadeador do sorriso em
bebés. Parece existir mecanismos inatos que são desencadeados
por estímulos específicos. Estudo de bebes em orfanatos, apesar de alimentados,
existe letargia emocional
HARLOW: Ocasionalmente utilizou os chimpanzés
bebés e criou duas mães, uma era forrada de peluche e a outra era feita de
arame que se encontrava junto de um dispositivo de alimentação. Cada uma em
diferentes compartimentos. Contabilizava o tempo que passavam com cada mãe.
Concluiu que os chimpanzés passavam mais tempo juntos à mãe fofinha, é a partir
dela que exploram o meio e é nela que se refugiam e só se dirigiam a mãe de
arame quando tinham fome. A mãe de pano parece ser uma fonte forte de conforto,
sossego.
Ë BOWLBY: inicialmente
escreveu sobre os efeitos da privação de cuidados maternos, ou seja, a disrupção
de vinculação em contexto hospitalar. Investigou uma instituição de crianças e
jovens internados e com problemas associados à separação da mãe.
Caracterizam-se por terem um comportamento solitário e insensível à punição e
ao reconhecimento. A impermeabilidade resume-se a tentativa de não se ser
novamente magoado
BOWLBY, ainda sem
fundamentação teórica, filmaram as reacções das crianças (até 4a) quando se
separavam e quando regressavam.
1ª Fase: protesto –
após a separação, criança procura a mãe e rejeita a figura alternativa.
Frustrada e com medo.
2ª Fase: desespero –
criança sente-se desanimada o há envolvimento no meio. A tristeza acontece pela
ineficácia para contactar com figura de vinculação.
3ª Fase:
desvinculação: parece superar alguma letargia e aceita a figura
alternativa.
TEORIA DA VINCULAÇÃO DE BOWLBY: Vinculação
– sistema primário ocorrente desde o nascimento, com características próprias
para cada espécie e não dependem da satisfação de outras necessidades. Objectivos:
Biológicos (Protecção, nutrição e aprendizagem); SOBREVIVÊNCIA DA ESPÉCIE
Função: Criar proximidade com a mãe.
Bowlby: xplicou o
funcionamento da vinculação para todos os seres humanos que nascem com
tendência inata para se relacionar uns com os outros (procuramos contacto pessoal
com outros) e todos nós nascemos com medo de tudo o que é desconhecido,
procuramos no adulto segurança e protecção.
A Figura de vinculação é desejada quando a criança está doente,
com fome, cansada, com medo) e o companheiro de brincadeira é procurada
quando quer brincar ou qunado está bem disposta. A vinculação da criança à mãe
decorre de um conjunto de respostas instintivas ou padrões específicos de
comportamento, no inicio são independentes e vão se tornando organizados e
orientados em relação à figura de vinculação. Comportamentos de vinculação: Chorar, Sorrir, Chuchar, chamar,
agarrar e balbuciar.
Ë MARY AINSWORTH
Por volta dos 8 meses de vida, a criança começa a demonstrar
angustia quando se separa das pessoas que ela gosta ou está habituada. à
Angústia do 8º mês. Separação gera angústia. Definiu os padrões de vinculação a
partir de paradigmas da situação estranha. Situação estranha: Numa sala colocava muitos brinquedos e
uma criança com cerca de 13 meses e a sua mãe. Nesta experiencia, queria se
analisar o comportamento da criança quando estava na sala com a mãe, quando
estava sozinha com o estranho e quando a mãe voltava.
Três padrões de
vinculação: Segura, Insegura/ambivalente, Inseguros/Evitante
SEGUROS: Bebés
exploravam a sala e brincam com os brinquedos, vão vigiando a mãe. Na separação,
não demonstravam mau estar. Na reunião, demonstravam alegria, não são
resistentes à interacção nem evitam reunião.
INSEGUROS/EVITANTES –
Exploravam a sala em todas as situações. Na separação, não demonstram
muita perturbação quando ficam sozinhos. Na reunião, ficavam
indiferentes, evitam contacto com a mãe, afastam-se, e se são pegados ao colo
querem ir para o chão. A mãe e o estranho são tratados de maneira semelhante.
Existe predomínio da exploração sobre a vinculação,
INSEGUROS/AMBIVALENTES
– Não iniciam a exploração. Na separação, demonstram angustia e mau
estar. Na reunião, tinham uma relação ambivalente, ficavam contentes por
ter voltado mas mostravam angústia. A necessidade de contacto inibe a
exploração. Predomínio da vinculação sobre a exploração.
Irritado com a mãe e depois tem sentimentos de culpa.
Nunca têm a certeza que vão ter o que precisam, por isso
resistem
Os seguros e evitantes são mais fáceis. Os inseguros
ambivalentes são vistos como mais difíceis
Ë Padrões de funcionamento
parental com implicações negativas
Negligencia nos cuidados parentais. Ameaças de abandono do
lar como força de união sobre a criança/conjugue. Induzir culpa na criança por
morte ou abandono do conjugue. Saúde psicológica da mãe ou a personalidade, em
relação à confiança, depressão ou ansiedade pré-natal.
.
Ë AAI – Adultos
Seguros/Ambivalentes: Contam
histórias de conforto e apoio dos pais. Existe sentido de humor. Reconhecem a
importância das experiencias de vinculação, mas são independentes e objectivos
nessa análise.
Inseguros / Desligados
ou evitantes: Aparentam normalidade e independência. Falam pouco da sua
história pessoal. Rejeição ou desvalorização das relações e do seu impacto na
actualidade.
Inseguro / Preocupado
ou ambivalente: dificuldade numa visão objectiva e mais distante. É incapaz
de dar apoio nos momentos dificeis. Podem aceitar passivamente o estado ou
lutar contra isso sem sucesso. Dificuldade no desenvolvimento da identidade
pessoal. Confusão em conformidade com as relações e suas influências.
Ë CORRELATOS
O sentimento de segurança, perceber o outro como disponível
e responsivo, é a base das relações íntimas.
SEGUROS: são
percebidos pelos amigos, não são considerados solitários, são
considerados competentes socialmente e não são muito ansiosos. Relação:
São mais interactivos positivamente com o parceiro. Demonstram afecto. Os
conflitos são resolvidos satisfatoriamente. Pedem e dão atenção e cuidados,
valorizam o contacto fisico, confiam nos outros. E as relações são vividas
positivamente. A relação sexual faz-se com compromisso e intimidade,
valorizando o contacto físico. Trabalho:
sentem-se mais satisfeitos profissionalmente, procuram mais recompensas e
sem-se mais reconhecidos.
EVITANTES/DESLIGADOS:
são percebidos pelos amigos, como ansiosos e hostis. relações:
são desconfiados, duvidam do amor, e evitam envolvimento e intimidade. Os relacionamentos
sexuais não tão integrados em relações de compromisso nem de intimidade,
maiores níveis de promiscuidade. Trabalho:
preferem trabalhar a sós que a pares ou em grupo, recorrem ao trabalho para
escapar a sua vida pessoal.
AMBIVALENTE/PREOCUPADOS:
são percebidos pelos amigos, como ansiosos, não são considerados competentes
socialmente. Relação: são desconfiados, ciumentos, tem medo da solidão
ou de serem abandonados. Relacionamento: as mulheres entregam-se mais ao
envolvimento e contacto sexual que os homens. Trabalho:
sentem-se mais insatisfeitos a nível profissional
HAZAN e SHAVER (1990) e Fonseca, soares e Martins (2006)
- relação entre vinculação e actividade
profissional.
Ë Teoria piagetiana - Teoria
assumidamente cognitivista: Existe um interesse pela ontogenese das
formas de conhecimento e da inteligência, ou seja, existe um interesse pela
génese das estruturas e sistemas mentais, interesse pela génese do conhecimento
necessário.
Ë Teoria amplamente
extensiva e compreensiva: Extensiva: pois identifica 4 estágios ou
formas de inteligência, em que cada uma é aplicada vários domínios científicos
(lógico, matemático, físico, geométrico, causal). Originou pesquisa empírica e
reflexão teórica. Compreensiva:
porque não se preocupou tanto em analisar os conhecimentos específicos, mas em
analisar as mudanças do ponto de vista estrutural. Analisa processos invariantes
ao longo da vida. E diz respeito a assimilação e acomodação. Assimilação – diz respeito à aquisição
de novos conceitos, novas características aos esquemas mentais que já temos.
Tudo o que é novo incorpora nos esquemas mentais, interiorizando características.
Acomodação –
modificação dos esquemas mentais com o intuito de resolver problemas.
.
Ë Marcadamente
desenvolvimental
Dá realce á sequência da transformação vs cronologia. A
idade é apenas um indicador do desenvolvimento cognitivo. O meio é um importante
condicionamento.
As transformações nunca começam do nada, é o oposto do
empirismo, este defende que somos tábua rasa e podemos inscrever kk
conhecimento em kk sujeito e em quase todas as idades. Piaget diz que desde k
nascemos nos n somos tábua rasa pois possuímos estruturas mentais.
Ë Assumidamente construtivista
Nenhuma mudança cognitiva se fez a partir do nada. Existe
uma continuidade entre o biológico e o psicológico e dentro do pp funcionamento
psicológico.
No princípio é a acção, o pensamento formal remete para o
concreto, pré-operatorio – esquemas sensoriais e motores.
É a actividade mental ou sensorial do sujeito, o motor
principal do desenvolvimento cognitivo, mas Piaget tb aceita a influência da
experiencia física e social.
Nem individualismo genético, nem concepção demasiado
empirista.
Piaget considera importante os componentes sociais, mas não
são os mais importantes.
Ë Construtivismo moderado
Capacidade construtora do sujeito é ilimitada?
Existe sempre a acomodação a uma realidade exterior.
Existe sempre construtivismo social, e existe sempre
assimilação em todo o acto do conhecimento.
As nossas estruturas cognitivas constroem-se através das
estruturas cognitivas anteriores. Diz-se moderado, através da manipulação do
meio, com as experiencias n cseguimos k a criança desenvolva certas
características. O meio tem um certo peso, mas existe limites.
Inovadora em termos metodológicos: método clínico ou critico
Clínico à capacidade não só
de fazer perguntas, mas de saber ouvir. Tentativas para questionar o sujeito.
Serve para identificar se a criança domina ou não certos conceitos, noção de
tempo, espaço.
Critico à
queremos respostas e justificações e perguntamos porque, no caso das provas
Piagetianas que existe a contra-prova. Avaliação
Piagetianas:
Análise macrogenética ou macrogenética: análise dos estádios
e dos níveis dentro dos estádios. Identificar se a criança é: conservadora ou
não, itermédia.
Resposta não conservadora à relativamente simples à
todas as frases do protocolo, excepto nas condições de equivalência
Resposta conservadora à conclui que temos a
mesma coisa
Resposta intermédia à oscila as vezes dá
conservadora, mas quando fazemos a contra-prova mudam de opinião.
Análise
microgenetica ou precedimental: Quando apresentado o porquê a criança.
Analise dos argumentos por identidade é intermédio –
a criança diz: pk axo k temos a mm coisa, convicção sem saber justificar.
Analise dos argumentos por reversibilidade: (é conservadora)
- Inversão: “temos igual pk se reponho as bolas temos igual”
- Reciprocidade: “tendo as mm 2 dimensões, se as dividirmos
e uma fic mais estreita e maior, n ker dzr k tenha mais…se aki é mais alto e
mais estreito, sobe mais”
Ë Conceitos/ mecanismos de
desenvolvimento
Assimilação –
aplicação de esquemas cognitivos à realidade. Diz respeito à aquisição de novos
conceitos, novas características aos esquemas mentais que já temos. Tudo o que
é novo incorpora nos esquemas mentais, interiorizando características.
Acomodação –
modificação desses esquemas em confronto com a realidade, com o intuito de
resolver problemas.
Abstracção física/empírica – conhecimento físico
que se destina para as acções sobre os objectivos (saber que algo pesa mais do
que)
Abstracção reflexiva: conhecimento
lógico-matemático que se destina à coordenação de varias acções (temos o mm)
implica acções interiorizadas. Os conhecimentos n derivam da nossa experiencia
por ex: uma fila mais comprida, mas com espaçamento entre as pessoas, não
significa que seja maior, no sentido de mais demorada.
Ë Conceitos
Comportamento
inteligente:
Equilíbrio entre a assimilação e a acomodação. É organizado
pois não começa do nada – não somos tábua rasa. Estruturalismo genético: não
salienta a estrutura esquecendo a génese, nem salienta a génese esquecendo a
estrutura. (genética é a forma como desenvolvemos os nossos conhecimentos e
formas de pensar).
Gere adaptação psicológica como continuidade da adaptação
biológica. Coordena meios e fins e é em função da nossa faixa etária.
Ë Estádios de desenvolvimento
Nem a todos os sujeitos acontece sempre pela mesma ordem e
em todos os sujeitos.
Meio:
(acelara/retarda//inverte).O meio
não pode inverter só em caso de acidente, quem tem o estádio de operações
concretas, não muda para o estádio de pré-operatorio, mas nem sempre nos
comportamos de modo formal.
Piaget não deu muita importância ao meio, tem o papel
secundário, não é por estimularmos mais a criança que ela se vai desenvolver,
as nossas estruturas é que são relevantes. Por isso, o meio pode acelerar desde
que exista um meio estimulante ou pode retardar se o meio não estimular a
criança.
Não há sujeitos conservadores, há comportamentos
conservadores – devido a haver somente uma prova, e não uma por casa estádio.
Um mesmo sujeito pode mostrar resposts conservadores e não conservadoras.
Ë (2) Inteligência
pré-operatória (2/3ª aos 7ª): A criança ainda não é capaz de fazer
operações, não é capaz de fazer uma transformação interna reversível:
Ausência de conservação da substância: experiencia de
dois copos iguais A e B e um copo mais fino e alto designado C, com a mesma
quantidade de líquido. As crianças viam passar o líquido de B para C e diziam
que C tinha mais líquido.
A centração. Atender/ estar atento a um aspecto, uma
característica da situação. Por exemplo: foca-se na altura do copo e esquece a
sua largura. Concentra-se apenas numa das dimensões.
Conhecimentos relativos à física, biologia matemática e
psicologia. Física ingénua: uma bola que sai dum tubo horizontal em
movimento, cai verticalmente para o chão. Pedaços de papel continuam a ser
papel. Biologia ingénua: as folhas ficam verdes, não por vontade humana,
mas por razões biológicas. Matemática ingénua: sensibilidade a numerosidade.
Para chegar à ideia da numerosidade a criança necessita ter conhecimento que: para
contar bem n pode saltar nhum nr e so pode contar 1 d cada x. A ordem n pode
ser invertida (1.4.2.3). É possível contar kk coisa.
O egocentrismo: incapacidade de perceber que existe
perspectivas diferentes (Prova das três montanhas: Perguntava o que o boneco
vê, o que ele vê, e o que os outros vêm mesmo estando de costas)
Irreversibilidade: se acontece uma mudança é
irreversível. Uma coisa que acontece de modo contrário. “Joana, tens um irmão?
Sim. Como se chama? João. É o João tem irmãos? Não.”
Confusão entre transformações irrelevantes e relevantes.
Juntar ou separar a mesma quantidade de plasticina é uma
transformação irrelevante.
As justificações andam em torno da percepção motivação e não
da operação e da razão.
Dominância perceptiva: aquilo que vejo é aquilo que
é.
Animismo: dar expressão a coisas inanimadas.
Indiferenciação real / imaginário – realismo – “sereias” há
diferença entre o real e o imaginário.
Ë (3) Inteligência operatória
concreta - 7 aos 10/12 anos – já é capaz de fazer operações/transformações
internas reversíveis, mas tem de ter uma base muito concreta (2 coelhinhos + 2
coelhinhos = 4 coelhinhos).
Operações são acções interiorizadas, Começa a ter sucesso na
noção de conservação da substância, a criança já consegue lidar com as
características da situação é descentrada pois tem em conta o
comprimento e a largura. É reversíveis pk a criança deixa de valorizar a
aparência, k caracterizam a estrutura na sua totalidade. Pensar em termos
formais e abstractos. A inteligência formal e interna, operatória (reversível)
e abstracta.
Hipotético dedutivo: deduz a partir da aceitação de meras
hipóteses (se..então), ou seja, raciocínio condicional e silogístico.
Processos de
informação
O desenvolvimento cognitivo é explicado a partir de
diferenças quantitativas (A diferença entre uma criança de 3 anos e um
adolescente de 17 dá-se ao nível de quantidade de informação que os indivíduos
conseguem processar. Os de 17anos conseguem mais. Piaget diz que as diferenças
qualitativas estas dizem que é o nível de quantidade da informação.
(1) Sensório motor – os 2 primeiros anos de vida - desenvolvimento
cognitivo ocorre a partir do que a criança sente e a partir de acções motoras.
A criança forma esquemas centrados na acção motora e nos sentimentos.
Reacções circulares
– movimentos que se repetem várias vezes.
Noção de permanência
do objecto –bonecos continuam a existir apesar de não estar no seu campo de
visão.
Efeito A não B –
tendo dois lugares o sítio A e o sitio B, estimulava a criança com o brinquedo
e tapava o brinquedo no sitio A. A criança ia ao sitio A e destapava-o, quando
colocada no sito B tendo em conta que a criança verificava todo o procedimento,
a criança ia novamente ao sitio A. Existia uma representação mental do objecto
feito em actos motores, no esquema mental da criança o objecto encontrava-se em
A.
Pensamento
representativo – a criança tem uma representação de objecto (fica mais
elaborada),
(4) Operações formais – a partir dos 11/12 anos - quando aprende a
fazer operações através do raciocínio.
Pensamento lógico e
abstracção – capacidade de perceber a lógica das preposições (eu sou médica
e/ou psicóloga, ou sou uma ou as duas)
Abstracto –
conceitos abstractos (o que não vemos e não é concreto)
Raciocínio
hipotético-dedutivo – baseia-se no silogismo.
Combinatório –
analisa todas as hipóteses que temos e escolhemos uma.
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