domingo, 13 de maio de 2012

Psicologia do desenvolvimento


I. Yalton e J. Bercoy à psicoterapeutas do desenvolvimento pessoal

Desenvolvimento:
            - Transformação
            - Movimento
            - Evolução
O conceito de desenvolvimento associa-se, primeiro à ideia de mudança, e depois à ideia de idade.

Criança e adolescente:
- P. Ariés (1962) idade média – teoria do homunculo (Constatou que a criança mais não era que um adulto em ponto pequeno). Sec XVII/XVIII – a preocupação pela higiene e saúde mais sentimento de família e infância.
- Linda Pollock (1983) – analise de 400 autobiografias no sec. XVI - crianças com especificidades. Havia um cuidado especial com as crianças desde sempre.
- Stanley (1920) – publicou o primeiro manual sobre a adolescência.
- David Elkind (1996) – Antiguidade clássica

- Atenas: 7 anos (educação familiar); 7-14 (escola do gramatista); 14-18 (escola do pedotriba); 18-20 (formação militar).
- Roma: 7 anos (infantis), 1-17 (puer), 17-30 (adolescens), 30-46 (juvenis), 46 – 60 (seniores). 60-80 (senex).

Desenvolvimento
Várias tipografias surgem mais ou menos adequadas, mais ou menos rigorosa
- Estádio do chimpanzé, do pastor
- Estádio do desafio.

Criança e adolescente:
- Os antecedentes do estudo científico do desenvolvimento da criança são as biografias de bebés:
- 1787: D. Tiedemann, observação comportamental sensorial, motor da linguagem e cognitiva do seu filho durante 2,5 anos.
- 1877 – C. Darwin, os seres humanos podem ser mais bem compreendidos através do estudo da sua origem individual (filhoà12meses)
- Importância da natureza /educação (crianças selvagens).
- Emergência psicóloga.


Criança e adolescente
A adolescência – Storm and Stress – enquanto fase própria de desenvolvimento apenas em 1904, adolescente de Stanley Hall
- M. Debesse (146) em A adolescência e La crise de l’originalité juvenil – “ a adolescência não é uma simples transição entre a infância e a idade adulta, possui a sua mentalidade própria.”

Crescimento, maturação e desenvolvimento
Crescimento: aumento do tamanho do corpo (peso e altura)
Maturação: Expressão de uma sequência geneticamente determinada de mudanças físicas e padrões comportamentais, incluindo a prontidão para certas capacidades, tais como andar e falar
-Ontogénese; filogénese; epigénese (as nossas características dependem da genética e de factores ambientais) vs preformismo (as características são geneticamente estabelecidas).
Desenvolvimento: transformação, movimento, evolução, progressão, mudança para melhor.
Desenvolvimento físico: implica o crescimento físico e das capacidades sensoriais, motoras e saúde.
Desenvolvimento cognitivo: implica mudanças nas capacidades mentais: atenção, percepção, memoria, aprendizagem, raciocínio e criatividade.
Desenvolvimento psicossocial: social e da personalidade (desenvolvendo a nível pessoal e intrapessoal do autoconhecimento)
Desenvolvimento moral: ….

Ontogenese: …..
Embriogenese (origem e desenvolvimento do embrião), e ontogenese (desenvolvimento do individuo desde o nascimento).
Filogense: desenvolvimento da espécie, é importante porque temos determinadas características e limitações.
Sociogenese: desenvolvimento social (factores sociais)
Epigenese e preformismo: formado à partida, temos estruturas inatas que nascem connosco ou existem no momento da concepção.

Para o Aristóteles,
Preformismo: o ovo contem o indivíduo em miniatura e é apenas a ampliação de estruturas pré-existentes – hereditariedade.

1755Epigenese – considera que o ovo é uma estrutura desorganizada e vai ocorrer a diferenciação …. Acção do meio sobre o matrimónio genético (teoria celular de Scleiden e Schwann, 1838)

Psicologia da criança e do adolescente
Descrição de fenómenos: crescimento (desenvolvimento)...
Os estudos de um sector particular da ontogenia geral, que se estende muito alem do nascimento e engloba todo o crescimento orgânico e mental, até à chegada do estado de equilíbrio relativo, constituído pelo novel adulto….
Estuda a criança em si (Piaget e Inheldar, pp.8)

Psicologia genética:
“Psicologia genética refere-se ao estudo do desenvolvimento individual (ontogenia) … mas na medida em que procura explicar as funções mentais do seu modo e formação e, portanto, pelo seu desenvolvimento na criança, …”


Perspectiva LIFE- SPAM
Desenvolvimento durante todo o ciclo vital
Primeiros estudos: Lterman (EUA) seguindo as crianças até à idade adulta. (analisar a sobredotação num estudo longitudinal).
Hoje inclina-se o desenvolvimento durante todo o período de vida:
            - Desenvolvimento não pára na adolescência.
- Os declínios também podem ocorrer na infância (criança até 12 meses são capazes de detectar contrastes fonéticos, quer a própria língua dos seus pais como de outras línguas.


Desenvolvimento
Q1: sujeito activo ou passivo?
Sec. XVIII
- J. Locke – “ensaio acerca do entendimento humano” ou sobre a origem e natureza do conhecimento – a criança como uma tábua rasa – empirismo – todas as ideias têm origem no seu sentido. M.MECANICISTA.
pai do empirismo, considera que o nosso desenvolvimento é um somatório de pensamentos (sensações, percepções) elementares. Homem é uma tábua rasa, diferenciamo-nos porque temos experiencias. Fundamentador do Behaviorismo

- J. J. Rousseau – ideia do bom selvagem – M.ORGANICISTA.
“ O homem é naturalmente bom e a sociedade é que o compõe.”
- Rousseau (1712-1778): aponta a especificidade da infância e a ideia de que a criança se desenvolve naturalmente, passando por um certo número de etapas que se sucedem numa ordem constante.

O homem não é vazio, não é tábua rasa e somos bons.

A infância
- Corresponde a uma realidade psicológica definida como sentir e pensar próprio
- Ter um valor próprio, com direito a felicidade.
- É inocência
- É um crescimento com um ritmo que devemos respeitar

“Começai pois por melhor conhecer os vossos alunos porque de tal estais longe”


Q2: Continuidade vs Descontinuidade (de que forma se faz o desenvolvimento?)

Desenvolvimento: não é um processo contínuo, é feito por etapas.(sinónimos: estádios, mudanças, progressão, evolução, adaptação).

-Inteligência fluida – relacionada com o raciocínio abstracto.
-Inteligência cristalizada – adquirida ao longo da escolaridade.

Quando a criança nasce, o cérebro é relativamente simples. Ao nono mês, as conexões neuronais, dão-se muito rapidamente e há um enorme “emaranhado” no cérebro. Ganham-se conexões e perdem-se outras (plasticidade do cérebro).

-A música estimula a criatividade e relaxa.
-Estudo de Mozart – a criança era estimulada com música de Mozart e houve desenvolvimento significativo do QI.

O que existe entre o adulto e a criança?
Diferenças irredutíveis ou diferenças quotidianas?
- BehaviorismoSkinner – defensor da tábua rasa – os princípios da aprendizagem que se aplicam às crianças são os mesmos que se aplicam aos adultos (nurture)
- Chomsky – desenvolvimento da linguagem faz-se por mecanismos – C –
Inatos: uma capacidade estrutura inata e universal – adultos e crianças diferem apenas no numero de proficiências (eficazes) (nature) – C- (existe estruturas internas, o desenvolvimento faz-se de forma continua.

H. Wallon (1934) – descontinuidade (sucessão dos estádios é marcada pelo desenvolvimento das etapas biológicas = metamorfoses dos insectos – desenvolvimento é conflito, crise, mutação.
Continuidade (as formas/actividades primitivas/precedentes não são abolidas mas integradas nas novas).

- A. Gesell (1970) – Continuidade e concepção maturacionista e cíclica.
- Cada etapa representa um número ou um grau de maturidade no ciclo de desenvolvimento, mas perguntar quantas etapas há, é o mesmo que perguntar quantos momentos há no dia…
- Observações rigorosas (entrevista e testes aos mais velhos) do sujeito desde o nascimento até aos 16 anos – 24 níveis de maturidade.
            - O desenvolvimento não é linear mas faz-se em espiral
- Estabilidade/ calma/ autodomínio alteram com a instabilidade e falta de autodomínio.
- Portanto, as bases biológicas, maturacionistas, tanto podem apoiar concepções de desenvolvimento contínuo (Gessel) como descontinuo (Wallon)
Ø  Cada etapa representa um nível de maturidade, mas perguntar quantas etapas há, é o mesmo que perguntar quantos momentos há num dia. Uma etapa, mais não seria do que um momento passageiro. Observação rigorosa do sujeito desde o nascimento até aos 16 anos – 24 níveis de maturidade.
Há ciclos de crescimento que se repetem. O desenvolvimento não é linear mas faz-se em espiral. Estabilidade, calma, auto-domínio, alteram com instabilidade/ falta de auto-domínio.




- P. Osterrielth (1956) analisou 18 sistemas de estádios de desenvolvimento e encontra 61 períodos diferentes (até aos 24 anos).
“Mais de metade destes períodos não figuram em mais do que um só sistema. 17 figuram em mais que um sistema, 8 períodos encontram-se em 3 sistemas à portanto, o desenvolvimento é continuo.
As bases biológicas, maturacionistas, tanto podem apoiar concepções de desenvolvimento contínuo (Gesell) como descontinuo (Wallon). No entanto, por mais contínuas que tenham sido as transformações, chegámos a espécies bem diferenciadas.

Provavelmente, esta anciã de se falar em estados de desenvolvimento tem a ver com o que querem observar, pode começar mais cedo, ou mais tarde.

- Tanner (1960) – recusa a existência de etapas biológicas. “O crescimento físico não procede por períodos de repouso seguidos de saltos e acelerações, mas efectua-se de forma continua e progressiva ... com a única excepção da adolescência…”

Se não existem descontinuidades biológicas, como defender as psicológicas.

- Zazzo critica Tanner - o que garantia que o desenvolvimento contínuo quantitativo não gerasse a certa altura transformações qualitativas e novas funções?

Mas novamente Tanner refere que os dados encefálográficos não apontam para descontinuidades e os estados poderão ser o produto de métodos e técnicas que utilizamos. Ex.: ossificação

- Fraisse: como podemos estabelecer o inicio dos estádios? O primeiro aparecimento de uma função ou do seu pleno exercício?

- J. Piaget

Entre o funcionamento biológico e o pensamento lógico existe uma continuidade funcional – mecanismos de adaptação biológica (assimilação (acompanham desde o nascimento até a morte) e acomodação)
- Descontinuidade estrutural – diferentes estádios de desenvolvimento com diferentes estruturas lógicas.
- A estes diferentes posições teóricas/ideológicas.. ex: física quântica.
- Os mecanismos de adaptação biológica (assimilação e acomodação) também estão na base do desenvolvimento. Entre o funcionamento biológico e o pensamento lógico, existe uma continuidade funcional. Descontinuidade estrutural: diferentes estádios de desenvolvimento

Continuidade vs Descontinuidade:
-Metáforas para o processo de desenvolvimento.
-Se não houvesse continuidade, estaríamos sempre a começar tudo de novo e deixaria de fazer sentido falar em desenvolvimento ou mesmo em mudança.
-Se não houvesse descontinuidade, nada de novo apareceria e a ideia de desenvolvimento seria sinonimo de mudança, no sentido de mais do mesmo. Piaget envolve continuidade e descontinuidade, porque acrescenta algo novo ao estádio que o anterior não tinha.


O que é o desenvolvimento?
1- O desenvolvimento é um processo básico de mudança e assume formas diferentes: linear, degrau, forma de U, U invertido à existe o declínio.

A forma de U – num período mais restrito – coordenação e movimento para andar (nascença vs 12 meses) e localização de fontes sonoras (diminuição 3 meses e volta a aumentar aos 4-5 meses até aos 2 anos.

Na perspectiva Life-span – U invertido – desenvolvimento por involução (acuidade visual, inteligência fluida) ou aprendizagem da 2ª língua na infância.

1. O desenvolvimento é um processo de mudança
- Mudança com passagem de tempo (=idade/apenas indicador) – contexto global onde ocorrem os factores de desenvolvimento e não +e uma causa em si mesmo.
- Factores de desenvolvimento maturação nervosa, actividade do sujeito, influencias sócias…
- Desenvolvimento e aprendizagens são a mesma coisa? Ambas mudanças? Ambas mudanças desenvolvimentistas? Ex: saber o nome de alguém,

2. Mudanças de grande magnitude = reestruturações profundas, estruturais qualitativas e que se constroem durante uma razoável extensão te tempo (contar até: 20,30,40 (pequena magnitude) vs 2+3=5 porque 5-2=3) (ex: do menino que vê o ecrã e quando pergunta ao da sua frente o que vê ele pensa que também vê o  ecrã) vs mudanças ligeiras.

Construtivismo (construção, algo mais complexo) vs cognitivismo (aprendizagens) à associações de Piaget.

3. Nas mudanças que ocorre num certo sentido “em relação a uma maior diferenciação e integração, em relação a uma melhor adaptação e organização, e em relação a níveis mais elevados de equilíbrio”.
Diferente processo cumulativo

4. Critérios teóricos e filosóficos: complexidade, diferenciação, integração, abstracção e equilíbrio, a partir dos quais se diz que um nível ou estádio é melhor do que o outro – mais próximo de um telos (ideal que se aceita como estádio final)

5. Assim, o desenvolvimento é um conceito normativo e prescritivo.

6. Mudanças relativamente uniformes e universais – pois ocorrem num grande nº de sujeitos, num grande numero de contextos e em períodos da vida relativamente delimitados, por exemplo: a aquisição da noção de número: 7,8 anos. Estudo do sujeito epistémico à suj. geral, abstracção de todos os sujeitos. Ex: dos copos iguais e dos líquidos.
As competências das mais elementares as mais complexas, exigem estimulação do contexto. Quanto mais complexas, mais contexto exige. Falar em universalidade é falar da universidade relativa.

7. Relativamente irreversíveis: depois de atingidos certos tipos de competências dificilmente os sujeitos regridem para competências mais elementares, ou seja, depois de acontecido um fenómeno, esse não pode ser anulado. Kd um suj.adqer1dada competência/1dado dominio,dificilmt a perd.

8. Relativamente inevitáveis: pois em condições de relativa normalidade, é difícil impedir o seu aparecimento (por ex: as noções de conservação).

à De forma geral:
-Definem níveis d desenvolvimento que são modos distintos de integração, diferenciação e equilíbrio em relação á dimensão em causa.
-Assumem teoricamente que o sujeito está tanto mais desenvolvido, quanto mais próximo estiver desse estádio final.
-Verificam empiricamente quando e como as pessoas chegam a esses estádios.


Concepção forte de Teorias do desenvolvimento:
Diferentes teorias sobre o desenvolvimento: Piaget, Vygotsky, Kohlberg, Selman vs teoria de aprendizagem social e modelos de processamento da informação. – Desenvolvimento e aprendizagem não se distinguem.

Estudo da génese e das formas de pensar gerais e universais vs aquisição de conhecimentos culturais.


Desenvolvimento: hereditariedade ou meio?

A maioria os traços humanos não é mendeliana mas assume um espectro contínuo (ex: pele).
A maioria dos traços resulta da interacção de vários genes (herança poligénica).
Algumas características físicas (peso e altura) e a maioria das características psicológicas resulta da combinação de factores genéticos e ambientais (transmissão multifactorial).

Henry Goddard (1912) à família Kallikak
Casamentos de quase 500 descendentes:
1ª Médicos, advogados, negociadores e reitores de universidade apenas dois tinham inteligência abaixo da média.
2ª Ladroes de cavalos, prostitutas e alcoólicos, apenas 46 tinham uma inteligência normal ou quase normal e os restantes situavam-se abaixo da média.

O meio e o contexto são diferentes. Os 2ªs tem menores oportunidades.

Watson (1913):
“Dêem-me um bebé e eu farei dele o que quiserem, farei dele um ladrão, um pistoleiro ou um morfinómano. As probabilidades de o moldar em 99 direcções são quase infinitas. Mesmo as grandes diferenças anatómicas limitam-nos muito menos do que se poderá ….”

Robert Choate Tryon (1940):
Ratos, aprendizagem de caminhos através de labirintos (+), (-) rapidamente.
Cruzamento entre si em função da sua +- capacidade.
Após 7 gerações, 2 grupos de ratos espertos e de ratos estúpidos.

Diamont, meio Krench e Rosenzweig (1964):
12 Pares de ratos gémeos à 2 grupos aleatórios.
1- Ambiente estimulante
2- Ambiente pouco estimulante.

E meses depois analisou-se o cérebro dos ratos, em termos de morfologia e químicos.
1- Córtex mais volumoso, mais profundo e mais pesado (parte envolvida na percepção visual).
2- Aumento do numero de células de glia, tamanhos dos citoplasmas, núcleo das células e diâmetro dos vasos sanguíneos que abastecem a córtex.
3. Maiores quantidades de uma enzima (acetilcolinesterase) que permite às células novas transmissões neuronais.


Ralph Holloway (1964)
Porque é que o cérebro fica mais volumoso (espesso) quando é estimulado?
- Os cérebros mais estimulados apresentam mais ramificações a nível das dendrites.

W. Greenough (2004)
- Os animais em meios estimulantes apresentam células nervosas maiores em algumas partes do cérebro, mais sinapses e ramificações dendriticas.

O que faz aumentar o tamanho do nosso cérebro?
- A mielina: substancias gordurosa branca que cobre axonios e permite a transmissão dos impulsos mais rapidamente (conel, 1930)

Meio    intracelular intra-uterino
            Intercelular
Meio externo: agentes sociais e agentes físicos/químicos: álcool, tabaco, nutrição, medicamentos, droga, exposição ambiental.

J. P. Changeux (1979) se num determinado período (4 semanas a 3 meses), privarmos um olho do gato, da luz, o olho seca devido a lesão irrversível das vias ópticas. A privação sensorial – perda de uma função inata.
Uma função pode ser determinada tanto pela genética como pelo meio.

Blackemon e Cooper (1970) – gatos na escuridão, com exposição de 5H observando apenas faixas brancas ou pretas, verticais ou horizontais. 5meses depois terião défices visuais permanentes não vendo os contornos prependiculares aos das faixas.
A manipulação ambiental leva a que certas conexões desaparecam de forma irreversível. O tipo de estimulação modela o sistema nervoso.

Arianna Carughi (1980) – os ratinhos mal alimentados em tempo de gestação, pesavam menos, tinham cortéx cerebral mais fino mas com uma estimulação adequada, e praticamente igualaram-nos aos ratinhos bem nutridos.

Ernest Pollitt (1996) – crianças ás quais deramum sumplemento de proteínas e vitaminas, mais faiclmente conseguiam brincar e explorar o seu ambiente.

Anastasi – um gene defeituoso. Um animal que apresente qualquer deficiência, se os mesmos animais forem metidos numa certa temperatura, esse defeito nao aparecerá.
Cloreto de magnésio adicionado á água do mar – muitos peixes surgem com um olho ciclópico ou com 2 olhos do mesmo lado. Isto vem abalar o conceito de características estruturais como sendo os normais de uma certa espécie.
Os efeitos dos factores hereditários ambiental não são aditivos. A natureza e a influência de um dos factores depende da contribuição do outro. Assim, o factor ambiental exercerá a sua influência dependendo da base hereditária com que se deparar, e o potencial hereditário apenas se manifestará na medida em que o ambiente assim o proporcionar.

Diamond e Hopson (2000) – pode-se aprender a tocar flauta mais lentamente aos 40 anos do que aos 10, e pode-se obter menos uscesso quando se começa a aprender outro idioma depois da adolescência mas é importante um ambiente estimulante e variado.
Crianças que até aos 2 anos, vítimas de dano ou cirurgia no hemisfério esquerdo, serão capazes de falar, ouvir e ler normalmente, porque o hemisfério direito se encarrega dessas funções.



Um gene defeituoso à mosca apresenta pernas dobradas.
Contudo, se nestes animais forem mantidos numa certa temperatura esse defeito não aparecerá.

Cloreto de magnésio + água do mar
Muitos peixes surgem com um olho ciclópico (central) ou com dois olhos do mesmo lado. Isto vem abalar o conceito de características estruturais como sendo “normais” de uma certa espécie.

Fenilcetonúria: concentração anormal de substâncias fenilalanina dificulta o desenvolvimento das células nervosas.

Contudo e se houver precocemente (até cerca de 10 anos de idade) um regime alimentar pobre, leva a capacidade intelectuais normais.
O efeito das influências genéticas não é necessariamente inevitável.

Os efeitos dos factores hereditários e ambientais não são aditivos. A natureza e a influência de um dos factores dependem da contribuição do outro. Assim, o factor ambiental exercerá a sua influência dependendo da base hereditária com que se deparar, e o potencial hereditário apenas se manifestará á na medida em que o ambiente assim o proporcionar.

Amplitude de reacção = mm potencial x diferentes meios que se pode desenvolver.
A.R= variabilidade potencial, dependendo das condições ambientais na expressão de um traço hereditário.
Podemos ter uma tendência genética, mas se o meio tiver certas características vai influenciar o resultado.
Amplitude de potencial expressão de um carácter hereditário, nas diferentes condições ambientais.
Um mesmo potencial tem diferentes expressões consoante o meio - amplitude de um mesmo potencial de expressão de uma característica hereditária. Ex: tamanho do corpo, obesidade e longevidade.


Interacção genótipo X ambiente
Potenciais diferentes, genética diferentes em meios idênticos.
Interação refere-se  aos efeitos de condições ambientais semelhantes em indivíduos, geneticamente distintos.

(genotipo: caracterização genética de uma pessoa, contendo tanto as características expressas como não expressas… fenotipo: características observáveis de um individuo)

Duas crianças com pais super-protectores
Crianças com diferentes aptidões podem aproveitar de forma diferente as influências do meio em termos de música, desporto, videojogos.

Hereditariedade X meio – interacção genótipo X ambiente
Potenciais diferentes em meios idênticos

- Atraso moderado vs atraso profundo. Inteligência média vs mais elevado.
Genótipo A à fenótipo QI entre 90 – 100
Genótipo B à fenótipo QI entre 100 - 125
Genótipo C à fenótipo Qi entre 115 – 155

O limite de C é superior e assim tem mais probabilidades de chegar aos 155 que os outros.

A hereditariedade influência se a amplitude é maior ou menor.

Duas crianças com pais super-protectores – Crianças com diferentes aptidões, podem aproveitar de forma diferente as influências do meio em termos de música, desporto e video-jogos.

Correlação genótipo X ambiente
Meio reforça muitas vezes as diferenças genéticas. Actuam na mesma direcção.

É a tendência para determinadas influencias genéticas e ambientais ocorrem conjuntamente. Podem ser:
Correlações passivas: tudo vai no mesmo sentido, ou seja, frequentemente os pais, que transmitem os genes que predispõem a criança para um traço, proporcionam um ambiente que ajude a desenvolver esse traço. Ex: um músico (que transmite algum talento musical) propício ambiente musical estimulante no seu filho, como dar aulas, leva-o a espectáculos…reflete uma conbianção de influencias genéticas e ambientais. E passiva pk a criança n controla.
Correlações reactivas (evocativa): crianças c/diferentes constituições genéticas originam diferentes respostas por parte dos adultos. Por exemplo: os pais podem fornecer um refrço especial par a criança se dedicar a algo k esta mostre interesse, e esta resposta fortalece a inclinação genética para a activdd.
Correlações activas: à medida que as crianças crescem, têm+liberdd pa tomarem as suas decisões e seleccionam as experiencias consistentes com as suas inclinações (selecção do nicho ecológicoà tendência para prokurar ambientes compatíveis com o próprio genotipo.. ajuda a explicar pk os gemeos vdd educados separadamente tendem a ser bastantes parecidos).. ex: uma criança k goste de patinagem irá prokurar amigos k gosta da mm área, ira prokurar ir ás aulas e concertos

Inteligência
Galton (1869) – famílias eminentes de Darwin e Huxley, no direito, na política, carreira militar… mas reconhece influência do meio e propõe estudo dos gémeos criados separadamente.

Skodak e Skeels (1936), Horn (1983), Scair e Weinberg (1983)
Crianças adoptadas (avaliação feita entre os 2 e 13 anos), com QI medio 106 e o QI das suas mais biologicas eram cerca de 85,7%.
- Importância do meio socioeconómico. O estudo das correlações evidencia correlação não negligenciável entre as mães biológicas e os seus filhos entretanto adoptados e criados num meio socioeconómico diferente.
Importância de factores genéticos.
- Importância dos factores genéticos
Ronbertoux e Carlier (1978) e McClear et. Al (1997), McGue (1997)-
21 Estudos sobre 8042 gémeos. 2072 homozigóticos e 1949 dizigóticos. Correlação entre os QI:
*Gémeos monozigoticos criados juntos: 0.84
#Gémeos dizigóticos criados juntos: 0.60
*Gémeos monozigoticos criados separadamente: 0.72
Irmãos criados juntos: 0.49 à meio + peso
Irmãos criados separadamente: 0.24
Crianças não aparentadas criadas juntas: 0.28

*Apesar de afastadas, o QI não altera muito.
# apesar de a nível genético serem tão semelhantes quantos os irmãos  a nível intra- uterino passam a mm experiencia, ate ao nível das experiencias ao longo da vida pois serão muito semelhantes ou mesmo iguais.
Não se pode dizer, atráves do quadro, o que têm mais influencia (genética ou meio) pois isto é só uma amostra e pode haver famílias em que o meio tem mais influencia ou a genética.

Os irmãos criados juntos tem maior correlação que separadamente
Carga genética é quase igual, mas os gémeos que vêm do mesmo meio intra-uterino…

Nancy Bayley (1929)
Estudo longitudinal. Os QI’s não são constantes – portanto o QI não é algo de imutável desde o nascimento e não estagna no final da adolescência. Os sujeitos que desistem da escola e têm um trabalho mecânico, menos provavelmente podem experimentar algum crescimento intelectual.
A variabilidade do QI, é maior durante os primeiros anos de vida.
A capacidade intelectual não estagna no final da adolescência. Os sujeitos que desistem da escola e têm um trabalho mecânico, menos provavelmente podem exprimentar algum crescimento intelectual.


Meio
A plasticidade do QI é maior durante os primeiros anos de vida.

McGue, Bouchard, Lacono & Lykken (1993); scarr & Weinberg (1983)
Os estudos com gémeos mostram a influência genética no QI – os irmãos mais novos (biológicos ou adoptivos) apresentam resultados muito semelhantes enquanto o QI dos adolescentes adoptados não se correlacionam entre si.


Gémeos monozigóticos educados separadamente
Não procuram/criam os gémeos o seu meio de forma semelhante?

Exemplo: gémeos mais altos e rápidos (basquete) que se separam… mais prática, jogo de equipa, treino profissional.
Temperamento: sujeito não se adapta bem no seu meio escolar… mais dificuldades escolares… Maus desempenhos.

Famílias realmente diferentes?
R. Woodworth (1942) investiga 19 pares de gémeos uns educados em famílias semelhantes e outros diferentes.
Em famílias semelhantes à QI mais semelhante
Em famílias diferentes à diferenças de 24 pt no QI

Bouchard, Horn, Loehlin e Wilherman, Plomin e Thompson
A hereditabilidade à é uma estimação estatística da influência da hereditariedade sobre a variância de uma característica, por exemplo: a inteligência numa dada população.
A heredabilidade não se refere à influência relativa da hereditariedade e do ambiente num determinado indivíduo, pois essas influências são difíceis de separar. E a hereda n diz como os traços se desenvolvem, indica em que medidas é que os genes contribuem para um traço.
É expressa em%d0-100.kt maior %, maior a hereda de um traço.
- Os valores rondam 50-60-70%, ou seja, mais de metade da variação da inteligência numa dada população, deve-se á hereditariedade.
- O mesmo se aplica a outras aptidões verbais e espaciais.
- A memória e velocidade de processamento com hereditariedades mais baixas.
A hereda geralmente é medida através do calculo da incidência de um traço ou grau de semelhança para esse traço nos membros da mesma família, em gémeos monozigóticos kd comparados k/gémeos dizigotikos,/crianças adoptadas kd comparadas com pais e irmãos biológicos e activos.
Esses estudos: família imediata+ semelhante k família distante, gémeos monozigoticos + semelhantes k dizigoticos. Crianças biologicas+ k famílias adoptivas

Ë EFEITO DE FLYNN (2009)
A primeira evidencia empírica foi de Reed Tuddenham que estudou que os soldados da 2ª guerra tinham obtido valores mais elevados nos testes mentais do que os soldados da 1ª guerra. A partir daí, Flynn foi reunindo dados de distintos países e comparou dados de 2 gerações, cerce de 150 anos) e verificou: Aumento no QI global à Hoje em dia, existe mais possibilidade. Conclui-se que em aritmética, as crianças mais novas são melhores na contagem, mas no raciocínio matemático (álgebra) não são melhores à dos seus avós.

Ë IMPRINTING
LORENZimprinting – Após o nascimento, as aves têm nítida preferência por quase qualquer objecto com que contactaram, ou seja, as aves seguem qualquer objecto em movimento (mãe, bola, homem, caixa).. Mantêm contacto visual e auditivo, seguem-no e o piar difere consoante a sua presença. Quanto mais estiverem expostas a esse objecto, maior a preferência. O imprinting diverge das outras formas de aprendizagem: Acontece apenas num determinado período crítico, é irreversível e influência padrões de comportamentos que ainda não se desenvolveram (ex: escolha de parceiro sexual). Mostrou que existe um período crítico para se estabelecer a vinculação.
SPITZ: Primeiro estudo experimental sobre o desencadeador do sorriso em bebés. Parece existir mecanismos inatos que são desencadeados por estímulos específicos. Estudo de bebes em orfanatos, apesar de alimentados, existe letargia emocional
HARLOW: Ocasionalmente utilizou os chimpanzés bebés e criou duas mães, uma era forrada de peluche e a outra era feita de arame que se encontrava junto de um dispositivo de alimentação. Cada uma em diferentes compartimentos. Contabilizava o tempo que passavam com cada mãe. Concluiu que os chimpanzés passavam mais tempo juntos à mãe fofinha, é a partir dela que exploram o meio e é nela que se refugiam e só se dirigiam a mãe de arame quando tinham fome. A mãe de pano parece ser uma fonte forte de conforto, sossego.
Ë BOWLBY: inicialmente escreveu sobre os efeitos da privação de cuidados maternos, ou seja, a disrupção de vinculação em contexto hospitalar. Investigou uma instituição de crianças e jovens internados e com problemas associados à separação da mãe. Caracterizam-se por terem um comportamento solitário e insensível à punição e ao reconhecimento. A impermeabilidade resume-se a tentativa de não se ser novamente magoado
BOWLBY, ainda sem fundamentação teórica, filmaram as reacções das crianças (até 4a) quando se separavam e quando regressavam.
1ª Fase: protesto – após a separação, criança procura a mãe e rejeita a figura alternativa. Frustrada e com medo.
2ª Fase: desespero – criança sente-se desanimada o há envolvimento no meio. A tristeza acontece pela ineficácia para contactar com figura de vinculação.
3ª Fase: desvinculação: parece superar alguma letargia e aceita a figura alternativa.
TEORIA DA VINCULAÇÃO DE BOWLBY: Vinculação – sistema primário ocorrente desde o nascimento, com características próprias para cada espécie e não dependem da satisfação de outras necessidades. Objectivos: Biológicos (Protecção, nutrição e aprendizagem); SOBREVIVÊNCIA DA ESPÉCIE
Função: Criar proximidade com a mãe.
Bowlby: xplicou o funcionamento da vinculação para todos os seres humanos que nascem com tendência inata para se relacionar uns com os outros (procuramos contacto pessoal com outros) e todos nós nascemos com medo de tudo o que é desconhecido, procuramos no adulto segurança e protecção.
A Figura de vinculação é desejada quando a criança está doente, com fome, cansada, com medo) e o companheiro de brincadeira é procurada quando quer brincar ou qunado está bem disposta. A vinculação da criança à mãe decorre de um conjunto de respostas instintivas ou padrões específicos de comportamento, no inicio são independentes e vão se tornando organizados e orientados em relação à figura de vinculação. Comportamentos de vinculação: Chorar, Sorrir, Chuchar, chamar, agarrar e balbuciar.

Ë MARY AINSWORTH
Por volta dos 8 meses de vida, a criança começa a demonstrar angustia quando se separa das pessoas que ela gosta ou está habituada. à Angústia do 8º mês. Separação gera angústia. Definiu os padrões de vinculação a partir de paradigmas da situação estranha. Situação estranha: Numa sala colocava muitos brinquedos e uma criança com cerca de 13 meses e a sua mãe. Nesta experiencia, queria se analisar o comportamento da criança quando estava na sala com a mãe, quando estava sozinha com o estranho e quando a mãe voltava.
Três padrões de vinculação: Segura, Insegura/ambivalente, Inseguros/Evitante
SEGUROS: Bebés exploravam a sala e brincam com os brinquedos, vão vigiando a mãe. Na separação, não demonstravam mau estar. Na reunião, demonstravam alegria, não são resistentes à interacção nem evitam reunião.
INSEGUROS/EVITANTES – Exploravam a sala em todas as situações. Na separação, não demonstram muita perturbação quando ficam sozinhos. Na reunião, ficavam indiferentes, evitam contacto com a mãe, afastam-se, e se são pegados ao colo querem ir para o chão. A mãe e o estranho são tratados de maneira semelhante. Existe predomínio da exploração sobre a vinculação,
INSEGUROS/AMBIVALENTES – Não iniciam a exploração. Na separação, demonstram angustia e mau estar. Na reunião, tinham uma relação ambivalente, ficavam contentes por ter voltado mas mostravam angústia. A necessidade de contacto inibe a exploração. Predomínio da vinculação sobre a exploração.
Irritado com a mãe e depois tem sentimentos de culpa.
Nunca têm a certeza que vão ter o que precisam, por isso resistem

Os seguros e evitantes são mais fáceis. Os inseguros ambivalentes são vistos como mais difíceis

Ë Padrões de funcionamento parental com implicações negativas
Negligencia nos cuidados parentais. Ameaças de abandono do lar como força de união sobre a criança/conjugue. Induzir culpa na criança por morte ou abandono do conjugue. Saúde psicológica da mãe ou a personalidade, em relação à confiança, depressão ou ansiedade pré-natal.

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Ë AAI – Adultos
Seguros/Ambivalentes: Contam histórias de conforto e apoio dos pais. Existe sentido de humor. Reconhecem a importância das experiencias de vinculação, mas são independentes e objectivos nessa análise.
Inseguros / Desligados ou evitantes: Aparentam normalidade e independência. Falam pouco da sua história pessoal. Rejeição ou desvalorização das relações e do seu impacto na actualidade.
Inseguro / Preocupado ou ambivalente: dificuldade numa visão objectiva e mais distante. É incapaz de dar apoio nos momentos dificeis. Podem aceitar passivamente o estado ou lutar contra isso sem sucesso. Dificuldade no desenvolvimento da identidade pessoal. Confusão em conformidade com as relações e suas influências.


Ë CORRELATOS
O sentimento de segurança, perceber o outro como disponível e responsivo, é a base das relações íntimas.
SEGUROS: são percebidos pelos amigos, não são considerados solitários, são considerados competentes socialmente e não são muito ansiosos. Relação: São mais interactivos positivamente com o parceiro. Demonstram afecto. Os conflitos são resolvidos satisfatoriamente. Pedem e dão atenção e cuidados, valorizam o contacto fisico, confiam nos outros. E as relações são vividas positivamente. A relação sexual faz-se com compromisso e intimidade, valorizando o contacto físico. Trabalho: sentem-se mais satisfeitos profissionalmente, procuram mais recompensas e sem-se mais reconhecidos.

EVITANTES/DESLIGADOS: são percebidos pelos amigos, como ansiosos e hostis. relações: são desconfiados, duvidam do amor, e evitam envolvimento e intimidade. Os relacionamentos sexuais não tão integrados em relações de compromisso nem de intimidade, maiores níveis de promiscuidade. Trabalho: preferem trabalhar a sós que a pares ou em grupo, recorrem ao trabalho para escapar a sua vida pessoal.

AMBIVALENTE/PREOCUPADOS: são percebidos pelos amigos, como ansiosos, não são considerados competentes socialmente. Relação: são desconfiados, ciumentos, tem medo da solidão ou de serem abandonados. Relacionamento: as mulheres entregam-se mais ao envolvimento e contacto sexual que os homens. Trabalho: sentem-se mais insatisfeitos a nível profissional
HAZAN e SHAVER (1990) e Fonseca, soares e Martins (2006) - relação entre vinculação e actividade profissional.

Ë Teoria piagetiana - Teoria assumidamente cognitivista: Existe um interesse pela ontogenese das formas de conhecimento e da inteligência, ou seja, existe um interesse pela génese das estruturas e sistemas mentais, interesse pela génese do conhecimento necessário.

Ë Teoria amplamente extensiva e compreensiva: Extensiva: pois identifica 4 estágios ou formas de inteligência, em que cada uma é aplicada vários domínios científicos (lógico, matemático, físico, geométrico, causal). Originou pesquisa empírica e reflexão teórica. Compreensiva: porque não se preocupou tanto em analisar os conhecimentos específicos, mas em analisar as mudanças do ponto de vista estrutural. Analisa processos invariantes ao longo da vida. E diz respeito a assimilação e acomodação. Assimilação – diz respeito à aquisição de novos conceitos, novas características aos esquemas mentais que já temos. Tudo o que é novo incorpora nos esquemas mentais, interiorizando características.
Acomodação – modificação dos esquemas mentais com o intuito de resolver problemas.

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Ë Marcadamente desenvolvimental
Dá realce á sequência da transformação vs cronologia. A idade é apenas um indicador do desenvolvimento cognitivo. O meio é um importante condicionamento.
As transformações nunca começam do nada, é o oposto do empirismo, este defende que somos tábua rasa e podemos inscrever kk conhecimento em kk sujeito e em quase todas as idades. Piaget diz que desde k nascemos nos n somos tábua rasa pois possuímos estruturas mentais.

Ë Assumidamente construtivista
Nenhuma mudança cognitiva se fez a partir do nada. Existe uma continuidade entre o biológico e o psicológico e dentro do pp funcionamento psicológico.
No princípio é a acção, o pensamento formal remete para o concreto, pré-operatorio – esquemas sensoriais e motores.
É a actividade mental ou sensorial do sujeito, o motor principal do desenvolvimento cognitivo, mas Piaget tb aceita a influência da experiencia física e social.
Nem individualismo genético, nem concepção demasiado empirista.
Piaget considera importante os componentes sociais, mas não são os mais importantes.

Ë Construtivismo moderado
Capacidade construtora do sujeito é ilimitada?
Existe sempre a acomodação a uma realidade exterior.
Existe sempre construtivismo social, e existe sempre assimilação em todo o acto do conhecimento.
As nossas estruturas cognitivas constroem-se através das estruturas cognitivas anteriores. Diz-se moderado, através da manipulação do meio, com as experiencias n cseguimos k a criança desenvolva certas características. O meio tem um certo peso, mas existe limites.

Inovadora em termos metodológicos: método clínico ou critico
Clínico à capacidade não só de fazer perguntas, mas de saber ouvir. Tentativas para questionar o sujeito. Serve para identificar se a criança domina ou não certos conceitos, noção de tempo, espaço.
Critico à queremos respostas e justificações e perguntamos porque, no caso das provas Piagetianas que existe a contra-prova. Avaliação Piagetianas:
Análise macrogenética ou macrogenética: análise dos estádios e dos níveis dentro dos estádios. Identificar se a criança é: conservadora ou não, itermédia.
Resposta não conservadora à relativamente simples à todas as frases do protocolo, excepto nas condições de equivalência
Resposta conservadora à conclui que temos a mesma coisa
Resposta intermédia à oscila as vezes dá conservadora, mas quando fazemos a contra-prova mudam de opinião.
Análise microgenetica ou precedimental: Quando apresentado o porquê a criança.
Analise dos argumentos por identidade é intermédio – a criança diz: pk axo k temos a mm coisa, convicção sem saber justificar.
Analise dos argumentos por reversibilidade: (é conservadora)
- Inversão: “temos igual pk se reponho as bolas temos igual”
- Reciprocidade: “tendo as mm 2 dimensões, se as dividirmos e uma fic mais estreita e maior, n ker dzr k tenha mais…se aki é mais alto e mais estreito, sobe mais”

Ë Conceitos/ mecanismos de desenvolvimento
Assimilação – aplicação de esquemas cognitivos à realidade. Diz respeito à aquisição de novos conceitos, novas características aos esquemas mentais que já temos. Tudo o que é novo incorpora nos esquemas mentais, interiorizando características.
Acomodação – modificação desses esquemas em confronto com a realidade, com o intuito de resolver problemas.
Abstracção física/empírica – conhecimento físico que se destina para as acções sobre os objectivos (saber que algo pesa mais do que)
Abstracção reflexiva: conhecimento lógico-matemático que se destina à coordenação de varias acções (temos o mm) implica acções interiorizadas. Os conhecimentos n derivam da nossa experiencia por ex: uma fila mais comprida, mas com espaçamento entre as pessoas, não significa que seja maior, no sentido de mais demorada.

Ë Conceitos
Comportamento inteligente:
Equilíbrio entre a assimilação e a acomodação. É organizado pois não começa do nada – não somos tábua rasa. Estruturalismo genético: não salienta a estrutura esquecendo a génese, nem salienta a génese esquecendo a estrutura. (genética é a forma como desenvolvemos os nossos conhecimentos e formas de pensar).
Gere adaptação psicológica como continuidade da adaptação biológica. Coordena meios e fins e é em função da nossa faixa etária.

Ë Estádios de desenvolvimento
Nem a todos os sujeitos acontece sempre pela mesma ordem e em todos os sujeitos.
Meio: (acelara/retarda//inverte).O meio não pode inverter só em caso de acidente, quem tem o estádio de operações concretas, não muda para o estádio de pré-operatorio, mas nem sempre nos comportamos de modo formal.
Piaget não deu muita importância ao meio, tem o papel secundário, não é por estimularmos mais a criança que ela se vai desenvolver, as nossas estruturas é que são relevantes. Por isso, o meio pode acelerar desde que exista um meio estimulante ou pode retardar se o meio não estimular a criança.
Não há sujeitos conservadores, há comportamentos conservadores – devido a haver somente uma prova, e não uma por casa estádio. Um mesmo sujeito pode mostrar resposts conservadores e não conservadoras.

Ë (2) Inteligência pré-operatória (2/3ª aos 7ª): A criança ainda não é capaz de fazer operações, não é capaz de fazer uma transformação interna reversível:
Ausência de conservação da substância: experiencia de dois copos iguais A e B e um copo mais fino e alto designado C, com a mesma quantidade de líquido. As crianças viam passar o líquido de B para C e diziam que C tinha mais líquido.
A centração. Atender/ estar atento a um aspecto, uma característica da situação. Por exemplo: foca-se na altura do copo e esquece a sua largura. Concentra-se apenas numa das dimensões.
Conhecimentos relativos à física, biologia matemática e psicologia. Física ingénua: uma bola que sai dum tubo horizontal em movimento, cai verticalmente para o chão. Pedaços de papel continuam a ser papel. Biologia ingénua: as folhas ficam verdes, não por vontade humana, mas por razões biológicas. Matemática ingénua: sensibilidade a numerosidade. Para chegar à ideia da numerosidade a criança necessita ter conhecimento que: para contar bem n pode saltar nhum nr e so pode contar 1 d cada x. A ordem n pode ser invertida (1.4.2.3). É possível contar kk coisa.
O egocentrismo: incapacidade de perceber que existe perspectivas diferentes (Prova das três montanhas: Perguntava o que o boneco vê, o que ele vê, e o que os outros vêm mesmo estando de costas)
Irreversibilidade: se acontece uma mudança é irreversível. Uma coisa que acontece de modo contrário. “Joana, tens um irmão? Sim. Como se chama? João. É o João tem irmãos? Não.”
Confusão entre transformações irrelevantes e relevantes.
Juntar ou separar a mesma quantidade de plasticina é uma transformação irrelevante.
As justificações andam em torno da percepção motivação e não da operação e da razão.
Dominância perceptiva: aquilo que vejo é aquilo que é.
Animismo: dar expressão a coisas inanimadas.
Indiferenciação real / imaginário – realismo – “sereias” há diferença entre o real e o imaginário.

Ë (3) Inteligência operatória concreta - 7 aos 10/12 anos – já é capaz de fazer operações/transformações internas reversíveis, mas tem de ter uma base muito concreta (2 coelhinhos + 2 coelhinhos = 4 coelhinhos).

Operações são acções interiorizadas, Começa a ter sucesso na noção de conservação da substância, a criança já consegue lidar com as características da situação é descentrada pois tem em conta o comprimento e a largura. É reversíveis pk a criança deixa de valorizar a aparência, k caracterizam a estrutura na sua totalidade. Pensar em termos formais e abstractos. A inteligência formal e interna, operatória (reversível) e abstracta.
Hipotético dedutivo: deduz a partir da aceitação de meras hipóteses (se..então), ou seja, raciocínio condicional e silogístico.

Processos de informação
O desenvolvimento cognitivo é explicado a partir de diferenças quantitativas (A diferença entre uma criança de 3 anos e um adolescente de 17 dá-se ao nível de quantidade de informação que os indivíduos conseguem processar. Os de 17anos conseguem mais. Piaget diz que as diferenças qualitativas estas dizem que é o nível de quantidade da informação.

(1) Sensório motor – os 2 primeiros anos de vida - desenvolvimento cognitivo ocorre a partir do que a criança sente e a partir de acções motoras. A criança forma esquemas centrados na acção motora e nos sentimentos.
Reacções circulares – movimentos que se repetem várias vezes.
Noção de permanência do objecto –bonecos continuam a existir apesar de não estar no seu campo de visão.
Efeito A não B – tendo dois lugares o sítio A e o sitio B, estimulava a criança com o brinquedo e tapava o brinquedo no sitio A. A criança ia ao sitio A e destapava-o, quando colocada no sito B tendo em conta que a criança verificava todo o procedimento, a criança ia novamente ao sitio A. Existia uma representação mental do objecto feito em actos motores, no esquema mental da criança o objecto encontrava-se em A.
Pensamento representativo – a criança tem uma representação de objecto (fica mais elaborada),
(4) Operações formais – a partir dos 11/12 anos - quando aprende a fazer operações através do raciocínio.
Pensamento lógico e abstracção – capacidade de perceber a lógica das preposições (eu sou médica e/ou psicóloga, ou sou uma ou as duas)
Abstracto – conceitos abstractos (o que não vemos e não é concreto)
Raciocínio hipotético-dedutivo – baseia-se no silogismo.
Combinatório – analisa todas as hipóteses que temos e escolhemos uma.


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