domingo, 13 de maio de 2012

Psicologia Social

 

Psicologia Social


Tomada de decisão

Tipo de tarefa:
•Aditiva
• (somatório do esforço de cada membro)
• Compensatória (média dos desempenhos individuais)
• Disjuntiva
• (resolução de probl. com uma única resposta certa)
• Conjuntiva
• (todos os membros têm de fazer uma parte)

Desempenho grupal
• Melhor que o melhor individual
• Melhor que o da maior parte dos membros
• Pode ser inferior ao melhor individual, se este não consegue destacar-se
• Igual ao pior individual

Oque é a Psicologia Social?

¤  Definição formal do campo de estudo (1)

 

¤  Lista pormenorizada de tópicos de investigação

 

¤  Comparar e contrastar a PS com outros campos conexos.

 

“A PS tenta compreender e explicar como é que os pensamentos, sentimentos e comportamentos dos indivíduos são influenciados pela presença real ou implícita de outros”  Allport, 1985

        

A PS associa as cognições, estados afectivos e os comportamentos dos indivíduos ao seu meio social, estudando fenómenos de:

        Influência social

        Percepção social

        Interacção social


“Na vida anímica individual aparece integrado sempre, efetivamente, “o outro”, como modelo, objecto, colaborador ou adversário, e, deste modo, a Psicologia Individual é ao mesmo tempo e por princípio, Psicologia Social, num sentido amplo e plenamente justificado”.

(Sigmund FREU)

 

“O ser humano traz consigo uma dimensão que não pode ser descartada, que é a sua condição social e histórica, sob o risco de termos uma visão distorcida (ideológica) de seu comportamento”
(LANE 1993, p. 12)

O homem não sobrevive a não ser em relação com outros homens. Desde o seu nascimento, até mesmo antes, o homem está inserido num grupo social.

O homem é um ser social por natureza. Entende-se aqui que cada indivíduo aprende a ser um homem nas relações com os outros homens, quando se apropria da realidade criada pelas gerações anteriores, apropriação que se dá pelo manuseio dos instrumentos e pelo aprendizado da cultura humana”
(BOCK et al., 1999, p. 142

Toda Psicologia é social!

Toda Psicologia, ao tratar do indivíduo, de alguma forma, considera suas relações com a sociedade.

 

Não somos todos psicólogos sociais?

   Todos nós temos “teorias” que usamos para explicar os fenómenos sociais!

     Os psicólogos sociais recorrem ao método científico para validar as suas teorias.

 

¤  Lista pormenorizada de tópicos de investigação

Tópico

N.º de publicações

Atribuição

55

Atitudes e mudança de atitudes

50

Desenvolvimento social e da personalidade

44

Processos cognitivos

41

Papeis sexuais e diferenças sexuais

26

Agressão

24

Ajuda

24

Processos de grupo

23

Realização

19

Embora os psicólogos sociais reconheçam a existência de uma perspectiva ampla na sua disciplina, os seus focos de interesse na investigação limitam-se a pontos restritos.

 

Estas áreas do comportamento humano podem ser divididas em 3 grupos:

n  Fisiológico

n  Cognitivo-atituidinal

n  Realização

 

Comparar e contrastar a PS com outros campos conexos.

A PS matem uma relação próxima com vários campos, em especial com a Sociologia e a Psicologia.

Segundo Moscovici (1984), a PS distingue-se quer da Psicologia quer da Sociologia pela mesma característica.

 

A PS e outras áreas de estudo

PS: centra-se no indivíduo;

Sociologia: centra-se nas estruturas sociais

PS: comportamentos típicos;

 P. Clínica: disfunções

PS: influência de factores sociais;

 Personalidade: diferenças estáveis entre indivíduos

PS:  processos cognitivos no comportamento social;

P. Cognitiva: processos mentais de raciocínio, memória, percepção


História da Psicologia Social

 “A Psicologia tem um longo passado, mas só tem uma breve história” (Ebbinghaus, 1908)

 

     Comte (1798-1857): primeiro autor a conceber a ideia de uma psicologia social (Moral positiva)

     Gustave Le Bon (1841- 1931): estudo sobre a multidão

     Triplett (1895) - primeiro estudo empírico classificado como sendo da psicologia social.

 

1945 – Processos de grupo (Lewin) centro de investigação em processos de grupo

Kurt Lewin (1943) introduz o princípio do interaccionismo, que continua a ser parte integrante da Teoria e Investigação da Psicologia Social contemporânea: C = f (P, A)

    O interaccionismo enfatiza os efeitos combinados da pessoa e da situação no comportamento humano.


1946 - 1969

    Tentativa de integração teórica dos processos cognitivos e sociais e aplicação da teoria psico-social a problemas aplicados

    A investigação deste período inclui a personalidade autoritária (Adorno et al.); obediência à autoridade (Milgram); dissonância cognitiva (Festinger); atracção interpessoal e romântica (Hatfield & Berscheid)

    Mais mulheres e membros de grupos étnicos minoritários integram os campos da ciência social, incluindo a psicologia social.


1970 – Actualidade - Início da PS enquanto disciplina

     As soluções para os problemas complexos como o preconceito, agressão e pobreza são difíceis de encontrar.

     Crítica à perspectiva americana, branca e masculina que ignora as preocupações com as mulheres e outros grupos minoritários bem como as contribuições de investigadores de outros países.

     A ética dos métodos experimentais é questionada

     A tentativa de dar solução a estas questões resulta num campo da psicologia social mais forte.


Investigação em Psicologia Social

Processo de Investigação

 

Previsões baseadas no conhecimento e observação + teorias sobre o comportamento social + previsões/hipóteses derivam da teoria+teste empírico das hipóteses


1- Definição do Problema

  Problema: questão a que a investigação se propõe responder; pode surgir da observação da realidade social ou ter origem noutras investigações

   Ex: “porque é que as pessoas obedecem a uma figura de autoridade?”

 

  Constructo: representação conceptual de comportamentos ou processos sociais

Ex: obediência, conformismo, atitude

Operacionalização (indicador do constructo)

 

  Teoria: conjunto organizado de princípios usado para explicar os fenómenos observados

2- Formulação de Hipóteses

  Hipótese: resposta ao problema, e consiste numa afirmação clara acerca da relação esperada entre duas ou mais variáveis, testável empiricamente

   Ex: “as pessoas com valores semelhantes atraem-se”

  Tipos de Hipóteses:

Hipótese Causal: postula a existência de uma relação de causa e efeito entre duas ou mais variáveis; V.I. – V.D.

Hipótese Correlacional: postula a existência de uma relação de associação entre duas ou mais variáveis

- métodos de pesquisa:
Pesquisa descritiva – ‘Será que o comportamento x ocorre?’
Pesquisa correlacional – ‘Será que a variável X está associada à variável Y?’
Pesquisa experimental – ‘Será que quando o valor de X muda se verificam alterações em Y?’

3-      Operacionalização dos constructos

4-      Observação

5-      Divulgação dos Resultados

6-      Replicação

 

Níveis de Análise

Pergunta: O que faria se me dirigisse a si e lhe dissesse “bom dia”?

  Pense na resposta e escreva no caderno os motivos que o levariam a responder-me dessa forma.


Níveis de análise (Doise, 1982)

Um mesmo fenómeno social pode ser explicado mediante diferentes tipos de explicação, uma recorrendo a um certo tipo de variável explicativa e outra apontando para a relevância de outro tipo de variável.


As teorias e explicações para determinados fenómenos podem ser classificadas em quatro níveis de análise:

1) Nível intra-individual

7-      O comportamento humano é explicado por mecanismos ao nível do indivíduo que lhe permitem organizar a sua percepção, a sua avaliação do meio e o seu comportamento face ao ambiente e a estímulos exteriores.

8-      A ênfase está nos mecanismos que permitem ao sujeito organizar as suas experiências (processamento de informação, equilíbrio cognitivo, personalidade)

Ou


¤  Estudo dos processos “psicológicos” ou “intra-individuais” dão conta do modo como o indivíduo organiza a sua experiência do mundo social.

¤  A este nível, o psicólogo social interessa-se, por ex., pelos processos que permitem a um indivíduo ter uma opinião global sobre alguém a partir da integração de diferentes traços de personalidade que lhe são apresentados.

2) Nível inter-individual ou situacional

9-      Estudo dos processos interindividuais que ocorrem numa dada situação.

10-  O comportamento humano é explicado pela dinâmica das relações que podem ser estabelecidas entre os indivíduos, numa dada situação, num dado momento.

11-  A explicação centra-se nas características da situação e de interacção entre indivíduos.


ou
¤  No 2º nível tem em conta a dinâmica dos processos “inter-individuais” e “intra-situacionais”, que ocorrem entre indivíduos.

¤  É disso exemplo o estudo da atribuição de intenções a outrem. 

3) Nível inter-grupal ou posicional

12-  O comportamento humano é explicado pelas diferenças de posição social que intervêm na interacção entre indivíduos.

13-  O ênfase é dado à pertença a diferentes grupos sociais.

 

Ou

¤  O 3ª nível faz intervir diferenças de “posições” ou de “estatutos sociais” para dar conta de modulações de interacções situacionais.

¤  Está-se a este nível, por ex., quando uma argumentação convence mais facilmente um indivíduo porque quem a apresenta tem um estatuto social elevado.

4) Nível ideológico ou societal

14-  O comportamento humano é explicado com base nos valores e normas partilhados pelos membros de uma determinada cultura e sociedade.

15-  As variáveis explicativas referem-se a sistemas de crenças, representações, valores e normas que mantêm uma ordem nas relações sociais.


Ou
¤  Finalmente, o 4º nível mostra como determinadas “crenças ideológicas universalistas” induzem interpretações e condutas diferenciadoras, ou até mesmo discriminatórias.

¤  Ex. , segundo Lerner, as pessoas têm uma profunda convicção de que “o mundo é justo” e que o que acontece às pessoas que sofrem é merecido.  


Introdução aos grupos

¨  O GRUPO COMO DOMÍNIO PRIVILEGIADO DAS RELAÇÕES HUMANAS

¤  No seio do grupo as pessoas desenvolvem a sua estrutura pessoal através da troca de ideias e de diálogo.

Definições
         Agregado de duas ou mais pessoas em interacção continuada ou pertencentes a uma mesma categoria social

         “Dois ou mais indivíduos que se influenciam reciprocamente através de uma interacção social
            (Forsyth, 1983)

¨  O grupo é um conjunto limitado de pessoas, unidas por objectivos e características comuns que desenvolvem múltiplas interacções entre si.

¨  Agregado de duas ou mais pessoas em interacção continuada ou pertencentes a uma mesma categoria social

¨  “Dois ou mais indivíduos que se influenciam reciprocamente através de uma interacção social”
(Forsyth, 1983

O grupo humano tem:
¤  uma estrutura
¤  uma durabilidade no tempo
¤  uma certa coesão
¤  um conjunto de normas


Um agregado será tanto mais grupo:
        quanto menor for o seu número de elementos
         quanto maior for a interacção entre os seus membros
         quanto mais longa for a sua história
         quanto menos o seu futuro se reduz ao horizonte próximo da interacção corrente

Os grupos podem caracterizar-se e diferir entre si de acordo com diferentes dimensões:
          Tarefas
          Comunicação
          Liderança

Exercício
Caracterize o seu grupo de trabalho ou caracterize o seu grupo de amigos
Pergunta: O que distingue um do outro?

Tipos de Grupo

         Instrumentais
 O objectivo é realizar uma tarefa
 ex: grupo de jurados, equipa de trabalho

           Socioafectivos
 O objectivo é a interacção em si
 ex: grupo de amigos

Como se formam os grupos?

A Atracção Interpessoal
- Beleza Física
 -Tendência para associar a beleza a traços de personalidade positivos e à inteligência
Exs: mães (mais atenção), juízes (menos culpa) e selecção profissional (beleza como critério)
Influência cultural, temporal e contextual

Semelhanças interpessoais
- Semelhanças de atitudes, opiniões, interesses, traços de personalidade, competências cognitivas e socio-emocionais.

Proximidade física
- Efeito da mera exposição (Segal, 1974)
- Quanto menor a distância física entre duas pessoas maior é a probabilidade de serem atraídas uma pela outra.

Funções dos grupos:
1. Função Informativa
Os grupos ajudam-nos a validar ideias, crenças e opiniões.
2. Função Utilitária
Os grupos podem ser uma fonte de reforços, reconhecimento, poder; contribuem para a auto-estima.
3. Função de Identidade
As identificações grupais também são parte da nossa imagem pessoal.
4. Função de Apoio Social
      Os grupos são uma fonte importante de apoio social  
      emocional e instrumental. O apoio emocional depende 
      da comparação entre o ideal e o real (percebido).

Apoio social e saúde
Baron et al (1990): apoio social e sistema imunitário em cônjuges de doentes com cancro
• Relação positiva entre apoio social e sistema imunitário em situações de Stress
• Apoio social como um amortecedor dos efeitos psicológicos (depressão) e físicos (sistema imunitário) das situações indutoras de stress (acontecimentos de vida negativos)

Apoio Social e Satisfação Residencial
Gonzalez (2002): apoio social e satisfação residencial num bairro típico de uma cidade
• Ambiente residencial: bairro, casa e vizinhos
• Relação satisfação residencial e apoio social, nomeadamente: receber conselhos, ser defendido, tempos livres
• Relação entre recomendar o bairro para viver e apoio social, nomeadamente: emprestar dinheiro numa emergência, convidar vizinho para uma festa, cuidar da casa numa ausência, apoio em caso de doença

Como funciona um grupo?
- Cooperação
*  Nos grupos onde a cooperação é elevada… as pessoas sentem-se motivadas pelo trabalho produzido e mantêm uma alto nível de frequência de comportamentos que as levam à solução dos problemas.
*  Quando o comportamento individual é importante para o sucesso do grupo… o indivíduo sente-se apoiado e aprovado pelos restantes membros do grupo. Tal facto tende a aumentar o seu desempenho.

- Confiança
*  Uma das condições básicas para que os membros do grupo cooperem é a confiança que se deverá desenvolver entre eles.

- Competição
*  A competição não anula a cooperação no seio do grupo… pelo contrário, quando esta não é exagerada, satisfaz os participantes do grupo e aumenta o seu desempenho. De um modo geral, a competição aumenta a interacção e o dinamismo do próprio grupo.

- Coesão
*  “é o resultado de todas as forças que actuam sobre os membros para que permaneçam no grupo”.
*  Assim, as pessoas que constituem um grupo devem sentir alguma ATRACÇÃO entre si.
*  As pessoas que partilham algo comum, partilham uma certa IDENTIDADE.

Os grupos só são coesos quando:
¤  Existe uma interdependência entre os seus membros, trabalham em conjunto para um objectivo comum;

¤  Existe alguma semelhança entre os membros do grupo;

¤  Existe oportunidade de todos participarem nas decisões.

O grupo apresenta tanto mais sucesso, quanto mais coeso for!

A coesão do grupo aumenta quando há:
*  Acordo quanto à tarefa e objectivos
*  Frequência das interacções
*  Atracção pessoal
*  Competição entre grupos
*  Avaliação positiva

A coesão do grupo diminui quando há:
*  Desacordo quanto à tarefa e/ou objectivos
*  Grupo muito grande
*  Experiências desagradáveis
*  Competição dentro do grupo
*  Dominação por um ou vários membros

¨  Um grupo coeso é fundamental para as decisões de rotina...
*  Maior cooperação;
*  Comunicação ampla e fácil;
*  Aumento da resistência à frustração;
*  Reduzida rotatividade da força de trabalho;
*  Menor absentismo;
*  Baixa tolerância para os preguiçosos…

¨  Porém… pensa-se que, quando é necessário criar novas ideias para resolver situações ou novos problemas, o grupo coeso pode apresentar algumas dificuldades:
*  Vida difícil para quem entre de novo;
*  Restrição à abertura de novas ideias;
*  Resistência à mudança;
*  Os outros grupos vêem-no como sendo de trato difícil

Número ideal de membros de um grupo:
¨  Num grupo, o grau de satisfação dos seus membros diminui à medida que aumenta o número de participantes, porque estes têm menos probabilidades de se expressarem e de apresentar os seus pontos de vista.
¨  Assim, um elevado número de elementos, aumenta os problemas interpessoais, diminui a unidade de acção e a realização da tarefa.

VANTAGENS QUE O GRUPO APRESENTA
1- Tomada de decisão de maior risco;
2- Maior rapidez e eficácia na concretização dos objectivos;
3- Enriquecimento das decisões;
4- Divisão das tarefas;
5- Criação de laços de amizade;
6- Segurança;
7- Poder e influência face ao exterior.

DESVANTAGENS QUE O GRUPO APRESENTA
1- Tomada de decisão empobrecidas (só quando as decisões são tomadas tendo em vista os interesses da maioria, interessa mais o consenso do que uma decisão válida e correcta);
2- Pensamento de grupo (só quando menosprezam os outros grupos concorrentes);
3- Transformação do eu em nós (apesar de ser útil a transposição de uma resposta unitária para o exterior, pode ter como consequência o aniquilar das próprias pessoas e a sua submissão ao nós, que é o grupo)

Porque é que nos juntamos em grupos??

1- Com vista a atingir objectivos
¤  Objectivos utilitários
¤  Relacionam-se com necessidades do grupo em dinheiro, realização, influência, etc.

¤  Objectivos de conhecimento
¤  Relacionam-se com a obtenção de informação, de conhecimento ou de um consenso partilhado sobre a realidade entre os membros de um grupo.
¤  Identidade social
¤  Os grupos fornecem à pessoa uma definição reconhecida de um modo consensual e uma avaliação de quem se é, como se deve comportar e como será tratada pelos outros.   

2 - Satisfação das necessidades humanas
¨  Os grupos podem constituir modos de satisfazer as necessidades humanas e de obter as recompensas sociais, tais como a aprovação, pertença, prestigio elogio, amor ou amizade.

¨  Grupos e tempo
¤  Os grupos mudam com o tempo, à semelhança do que acontece com todos os seres vivos

n  Novos membros aderem ao grupo e outros deixam-no.

n  O grupo pode tornar-se mais coesos ou começar a perder a sua unidade
Tais mudanças seguem, no entanto um padrão previsível.

¨  5 Estádios de desenvolvimento de um grupo

¨  Estádios de socialização grupal

1 – Facilitação social:

Processos Colectivos
Efeito da presença de outros indivíduos nos desempenhos individuais
Triplett (1898)
• Descrição do fenómeno
Ciclistas do campeonato americano: melhores resultados em conjunto com outros do que em contra-relógio
Experiência: 40 crianças enrolavam canas de pesca mais depressa acompanhadas do que sozinhas

Zajonc (1965): Hipótese Motivacional
• A presença de outros aumenta a motivação/estimulação fisiológica geral: todos os animais, incluindo o homem, tendem a ser estimulados pela presença de outros elementos da espécie
• A estimulação/motivação provoca uma tendência para realizar a resposta dominante (comportamento mais facilmente e rapidamente elicitado por um dado estímulo)
• O desempenho depende do tipo de tarefa
• tarefa fácil (simples e bem aprendida): resposta dominante é a correcta e bem sucedida
• tarefa difícil (complexa e desconhecida): resposta dominante é a incorrecta e mal sucedida

Facilitação Social
Presença dos Outros à Aumento da Estimulação à Reforço da resposta Dominante = Facilitação em tarefa fácil e Impedimento em tarefa difícil

Cotrell (1968): Teoria do Receio de
Avaliação
• A presença de outros produz facilitação social quando estes são percepcionados como potenciais avaliadores
• Experiência: sujeito a desempenhar uma tarefa
a) Sozinho
b) 2 Acompanhantes
c) 2 Acompanhantes de olhos vendados
• Resultados: melhores desempenhos na condição b); igual desempenho nas condições a) e c)

Sander (1981): Teoria do Conflito Atencional
• A distracção durante o desempenho de uma tarefa cria um conflito de atenção entre a tarefa e o estímulo
• O conflito aumenta a estimulação/motivação, com os resultados possíveis (facilitação ou impedimento)
• Nem sempre a presença de outros pode provocar distracção. A distracção também pode ser provocada por outro tipo de estímulos (não só sociais)

2 - Desmobilização Social
_ Tendência para fazer menos esforço no desempenho de uma tarefa simples, quando os contributos individuais não são identificáveis.
Ringelmann (1913)
• Desempenho individual diminui quando os sujeitos estão em conjunto a realizar uma tarefa simples (ex: puxar uma corda)
Ingham et al. (1974)
• A desmobilização deve-se ao menor esforço e não descoordenação
• Exp: máquina de puxar corda; sujeito de olhos vendados; 2 condições: “está sozinho” e “está  acompanhado”
• Resultado: mais força na condição “está sozinho”
Latané et al.(1979)
• Experiência: sujeitos a bater palmas e gritar sozinhos ou com mais sujeitos (2,4, e 6)
• Resultado: pressão do som por sujeito menor à medida que o nº de sujeitos aumenta

Condições de diminuição
• Quando as pessoas acreditam que o seu desempenho pode ser avaliado e identificado
• Quando o conjunto espera ser punido por mau desempenho
• Quando o grupo é pequeno
• Quando o grupo é coeso
• Modelo do esforço colectivo (Karan & Williams, 1993, 1997): os indivíduos esforçam-se mais numa tarefa colectiva quando acreditam que os seus esforços os ajudarão a conseguir os resultados valorizados por eles
Ex: quando a tarefa é importante ou o sujeito acredita que o seu esforço é necessário para o resultado

3. Apatia Social
Comportamento de Ajuda
- Factores Situacionais: “Quando é que ajudamos?”

(1) Presença de observadores

Numa situação de emergência, a probabilidade de ocorrência de um comportamento de ajuda depende do número de observadores presentes

•Apatia Social: Darley e Latané (1964, 1968


(2) Lugar onde vivemos
A densidade populacional é um preditor do comportamento de ajuda
(3) Tempo disponível
(4) Factores emocionais
O humor positivo aumenta a probabilidade de prestar ajuda
(5) Modelos e normas sociais

- Factores Interpessoais: “Quem é mais provável ser ajudado?”
(1) Características percebidas na pessoa necessitada
• Indivíduos mais bonitos e mais simpáticos têm mais probabilidade de serem ajudados
• O comportamento de ajuda é mais provável quando a situação é percebida como fora do controlo do sujeito em emergência
(2) Ligação com o outro
• Ajudamos quem é semelhante a nós
• Ajudamos quem tem mais significado para nós (por oposição a estranhos)
• Os homens ajudam mais as mulheres em situação de perigo; as mulheres ajudam mais os amigos em situações do dia-a-dia do que os homens

Self

Na PS contemporânea o Self e construto conexos constituem materiais importantes de explicação do comportamento social. 

Só nos conhecemos através dos outros, e a nossa compreensão dos outros depende do conhecimento que temos de nós próprios.  
à Construção do self


QUEM SOU EU?
¨  As respostas dadas incluem os aspectos do self que são mais salientes para si. O que demonstra que existem diferentes tipos de processos de definição do self, isto é diferentes maneiras de se definir.
¨  Temos uma concepção do self por causa das nossas interacções com as outras pessoas. A internalização destas interacções sociais faz parte do que pensamos sobre nós próprios.

AUTOCONCEITO
n  Segundo Rosemberg (1979), pode ser definido como o conjunto de pensamentos e sentimentos que se referem ao self enquanto objecto.

n  O auto conceito não constitui necessariamente uma visão “objectiva” do que somos, mas antes um reflexo de nós próprios tal qual nos percepcionamos. 

¨  O nosso autoconceito armazena uma vasta quantidade de informação acerca das nossas experiências e relações sociais.

¨  Todavia, qualidades que nos diferenciam de outras pessoas, tendem a ser mais salientes que os nossos atributos mais comuns.

¨  O self conhecido e conceptualizado por William James (1980)

O sef é simultaneamente um livro repleto de conteúdos fascinantes recolhidos ao longo do tempo, e o leitor do livro que num dado momento pode ter acesso a um determinado capítulo ou acrescentar um novo!

Origens do self:
¤  Avaliação reflectida
¤  Comparação social
¤  Comparação temporal
¤  Autopercepção

Interacção social e Identidade social


Adquirimos os três elementos da identidade social através da interacção social com os membros dos grupos com os quais nos identificamos.

Definimos a nossa identidade social por:
            - Comparação social directa
            - Auto-percepção
Avaliando o self: auto-estima

Refere-se à avaliação de si próprio(a), seja de modo positivo ou negativo, e contem julgamentos sociais que as pessoas internalizaram. Também abarcam numerosos auto-esquemas; as pessoas avaliam-se a elas próprias de modo favorável nalguns, mas não nos outros. (Fleming e Courtney, 1984)

A auto-estima resulta da avaliação constante do próprio.

¤  O resultado final resulta da comparação entre o Eu real (o que sou na realidade) , o Eu ideal (o que eu gostava de ser) e o Eu normativo (o que as normas da sociedade dizem como eu devo ser).

¤  Resulta da avaliação do valor dos grupos de pertença e do grau de identificação










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