Psicologia Social
Tomada de decisão
Tipo de tarefa:
•Aditiva
• (somatório do esforço de cada membro)
• Compensatória (média dos desempenhos
individuais)
• Disjuntiva
• (resolução de probl. com uma única resposta
certa)
• Conjuntiva
• (todos os membros têm de fazer uma parte)
Desempenho grupal
• Melhor que o melhor individual
• Melhor que o da maior parte dos membros
• Pode ser inferior ao melhor individual, se este
não consegue destacar-se
• Igual ao pior individual
Oque é a Psicologia Social?
¤ Definição formal do campo de estudo (1)
¤ Lista pormenorizada de tópicos de investigação
¤ Comparar e contrastar a PS com outros campos conexos.
“A PS tenta compreender e explicar como é que os pensamentos, sentimentos e comportamentos dos indivíduos são influenciados pela presença real ou implícita de outros” Allport, 1985
A PS associa as cognições, estados afectivos e os comportamentos dos indivíduos ao seu meio social, estudando fenómenos de:
— Influência social
— Percepção social
— Interacção social
“Na vida anímica individual aparece integrado sempre, efetivamente, “o outro”, como modelo, objecto, colaborador ou adversário, e, deste modo, a Psicologia Individual é ao mesmo tempo e por princípio, Psicologia Social, num sentido amplo e plenamente justificado”.
(Sigmund FREU)
“O ser
humano traz consigo uma dimensão que não pode ser descartada, que é a sua
condição social e histórica, sob o risco de termos uma visão distorcida
(ideológica) de seu comportamento”
(LANE 1993,
p. 12)
O homem não
sobrevive a não ser em relação com outros homens. Desde o seu nascimento, até
mesmo antes, o homem está inserido num grupo social.
“O homem
é um ser social por natureza. Entende-se aqui que cada indivíduo aprende a
ser um homem nas relações com os outros homens, quando se apropria da realidade
criada pelas gerações anteriores, apropriação que se dá pelo manuseio dos
instrumentos e pelo aprendizado da cultura humana”
(BOCK et
al., 1999, p. 142
Toda
Psicologia é social!
Toda Psicologia, ao tratar do indivíduo, de alguma forma, considera suas relações com a sociedade.
Não somos todos psicólogos sociais?
Todos nós temos “teorias” que usamos para explicar os fenómenos sociais!
Os psicólogos sociais recorrem ao método científico para validar as suas teorias.
¤ Lista pormenorizada de tópicos de investigação
Tópico |
N.º de publicações |
Atribuição |
55 |
Atitudes e mudança de atitudes |
50 |
Desenvolvimento social e da personalidade |
44 |
Processos cognitivos |
41 |
Papeis sexuais e diferenças sexuais |
26 |
Agressão |
24 |
Ajuda |
24 |
Processos de grupo |
23 |
Realização |
19 |
Embora os psicólogos sociais reconheçam a existência de uma perspectiva ampla na sua disciplina, os seus focos de interesse na investigação limitam-se a pontos restritos.
Estas áreas do comportamento humano podem ser divididas em 3 grupos:
n Fisiológico
n Cognitivo-atituidinal
n Realização
Comparar e contrastar a PS com outros campos
conexos.
A PS matem uma relação
próxima com vários campos, em especial com a Sociologia e a Psicologia.
Segundo Moscovici (1984),
a PS distingue-se quer da Psicologia quer da Sociologia pela mesma
característica.
A PS e outras áreas de estudo
PS: centra-se no indivíduo; |
Sociologia: centra-se nas estruturas sociais |
PS: comportamentos típicos; |
P. Clínica: disfunções |
PS: influência de factores sociais; |
Personalidade: diferenças estáveis entre indivíduos |
PS: processos cognitivos no comportamento social; |
P. Cognitiva: processos mentais de raciocínio, memória, percepção |
História da Psicologia Social
“A Psicologia tem um longo passado, mas só tem uma breve história” (Ebbinghaus, 1908)
• Comte (1798-1857): primeiro autor a conceber a ideia de uma psicologia social (Moral positiva)
• Gustave Le Bon (1841- 1931): estudo sobre a multidão
• Triplett (1895) - primeiro estudo empírico classificado como sendo da psicologia social.
1945 – Processos de grupo (Lewin) centro de investigação em processos de grupo
Kurt Lewin (1943) introduz o princípio do interaccionismo, que continua a ser parte integrante da Teoria e Investigação da Psicologia Social contemporânea: C = f (P, A)
• O interaccionismo enfatiza os efeitos combinados da pessoa e da situação no comportamento humano.
1946 - 1969
• Tentativa de integração teórica dos processos cognitivos e sociais e aplicação da teoria psico-social a problemas aplicados
• A investigação deste período inclui a personalidade autoritária (Adorno et al.); obediência à autoridade (Milgram); dissonância cognitiva (Festinger); atracção interpessoal e romântica (Hatfield & Berscheid)
• Mais mulheres e membros de grupos étnicos minoritários integram os campos da ciência social, incluindo a psicologia social.
1970 – Actualidade - Início da PS enquanto disciplina
• As soluções para os problemas complexos como o preconceito, agressão e pobreza são difíceis de encontrar.
• Crítica à perspectiva americana, branca e masculina que ignora as preocupações com as mulheres e outros grupos minoritários bem como as contribuições de investigadores de outros países.
• A ética dos métodos experimentais é questionada
• A tentativa de dar solução a estas questões resulta num campo da psicologia social mais forte.
Investigação em Psicologia Social
Processo de Investigação
Previsões baseadas no conhecimento e observação + teorias sobre o comportamento social + previsões/hipóteses derivam da teoria+teste empírico das hipóteses
1- Definição do Problema
— Problema: questão a que a investigação se propõe responder; pode surgir da observação da realidade social ou ter origem noutras investigações
Ex: “porque é que as pessoas obedecem a uma figura de autoridade?”
— Constructo: representação conceptual de comportamentos ou processos sociais
Ex: obediência, conformismo, atitude
Operacionalização (indicador do constructo)
— Teoria: conjunto organizado de princípios usado para explicar os fenómenos observados
2- Formulação de Hipóteses
— Hipótese: resposta ao problema, e consiste numa afirmação clara acerca da relação esperada entre duas ou mais variáveis, testável empiricamente
Ex: “as pessoas com valores semelhantes atraem-se”
— Tipos de Hipóteses:
Hipótese Causal: postula a existência de uma relação de causa e efeito entre duas ou mais variáveis; V.I. – V.D.
Hipótese Correlacional: postula a existência de uma relação de associação entre duas ou mais variáveis
- métodos de pesquisa:
Pesquisa
descritiva – ‘Será que o comportamento
x ocorre?’
Pesquisa
correlacional – ‘Será que a variável
X está associada à variável Y?’
Pesquisa
experimental – ‘Será que quando o
valor de X muda se verificam alterações em Y?’
3- Operacionalização dos constructos
4- Observação
5- Divulgação dos Resultados
6- Replicação
Níveis de Análise
Pergunta: O que faria se me dirigisse a si e lhe dissesse “bom dia”?
– Pense na resposta e escreva no caderno os motivos que o levariam a responder-me dessa forma.
Níveis de análise (Doise, 1982)
Um mesmo fenómeno social pode ser explicado mediante diferentes tipos de explicação, uma recorrendo a um certo tipo de variável explicativa e outra apontando para a relevância de outro tipo de variável.
As teorias e explicações
para determinados fenómenos podem ser classificadas em quatro níveis de
análise:
1) Nível intra-individual
7- O comportamento humano é explicado por mecanismos ao nível do indivíduo que lhe permitem organizar a sua percepção, a sua avaliação do meio e o seu comportamento face ao ambiente e a estímulos exteriores.
8- A ênfase está nos mecanismos que permitem ao sujeito organizar as suas experiências (processamento de informação, equilíbrio cognitivo, personalidade)
Ou
¤
Estudo dos
processos “psicológicos” ou “intra-individuais” dão conta do modo como o
indivíduo organiza a sua experiência do mundo social.
¤
A este nível,
o psicólogo social interessa-se, por ex., pelos processos que permitem a um
indivíduo ter uma opinião global sobre alguém a partir da integração de
diferentes traços de personalidade que lhe são apresentados.
2) Nível inter-individual ou situacional
9- Estudo dos processos interindividuais que ocorrem numa dada situação.
10- O comportamento humano é explicado pela dinâmica das relações que podem ser estabelecidas entre os indivíduos, numa dada situação, num dado momento.
11- A explicação centra-se nas características da situação e de interacção entre indivíduos.
ou
¤ No 2º nível tem em conta a dinâmica dos processos “inter-individuais”
e “intra-situacionais”, que ocorrem entre indivíduos.
¤ É disso exemplo o estudo da atribuição de
intenções a outrem.
3) Nível inter-grupal ou posicional
12- O comportamento humano é explicado pelas diferenças de posição social que intervêm na interacção entre indivíduos.
13- O ênfase é dado à pertença a diferentes grupos sociais.
Ou
¤
O 3ª nível
faz intervir diferenças de “posições” ou de “estatutos sociais” para dar
conta de modulações de interacções situacionais.
¤
Está-se a
este nível, por ex., quando uma argumentação convence mais facilmente um
indivíduo porque quem a apresenta tem um estatuto social elevado.
4) Nível ideológico ou societal
14- O comportamento humano é explicado com base nos valores e normas partilhados pelos membros de uma determinada cultura e sociedade.
15- As variáveis explicativas referem-se a sistemas de crenças, representações, valores e normas que mantêm uma ordem nas relações sociais.
Ou
¤
Finalmente, o
4º nível mostra como determinadas “crenças ideológicas universalistas”
induzem interpretações e condutas diferenciadoras, ou até mesmo
discriminatórias.
¤
Ex. , segundo
Lerner, as pessoas têm uma profunda convicção de que “o mundo é justo” e que o
que acontece às pessoas que sofrem é merecido.
Introdução aos grupos
¨ O GRUPO COMO DOMÍNIO PRIVILEGIADO DAS RELAÇÕES
HUMANAS
¤ No seio
do grupo as pessoas desenvolvem a sua
estrutura pessoal através da troca de ideias e de diálogo.
Definições
•
Agregado de
duas ou mais pessoas em interacção
continuada ou pertencentes a uma mesma categoria social
•
“Dois ou mais
indivíduos que se influenciam
reciprocamente através de uma interacção
social”
(Forsyth, 1983)
¨ O grupo é um conjunto limitado de pessoas,
unidas por objectivos e características comuns que desenvolvem múltiplas
interacções entre si.
¨ Agregado de duas ou mais pessoas em interacção
continuada ou pertencentes a uma mesma categoria social
¨ “Dois ou mais indivíduos que se influenciam
reciprocamente através de uma interacção social”
(Forsyth, 1983
O grupo humano tem:
¤ uma estrutura
¤ uma durabilidade no tempo
¤ uma certa coesão
¤ um conjunto de normas
Um agregado será tanto mais grupo:
–
quanto menor
for o seu número de elementos
–
quanto maior for a interacção entre os seus
membros
–
quanto mais longa for a sua história
–
quanto menos o seu futuro se reduz ao
horizonte próximo da interacção corrente
Os grupos podem caracterizar-se e diferir entre
si de acordo com diferentes dimensões:
•
Tarefas
•
Comunicação
•
Liderança
Exercício
Caracterize o seu grupo de trabalho ou caracterize o seu grupo de amigos
Pergunta: O que distingue um do outro?
Tipos de Grupo
•
Instrumentais
O objectivo é realizar uma tarefa
ex: grupo de jurados, equipa de
trabalho
•
Socioafectivos
O objectivo é a interacção em si
ex: grupo de amigos
Como se formam os grupos?
A Atracção Interpessoal
- Beleza Física
-Tendência para associar a beleza a traços de personalidade positivos e à inteligência
Exs: mães (mais atenção), juízes (menos culpa) e selecção profissional (beleza como critério)
Influência cultural, temporal e contextual
-Tendência para associar a beleza a traços de personalidade positivos e à inteligência
Exs: mães (mais atenção), juízes (menos culpa) e selecção profissional (beleza como critério)
Influência cultural, temporal e contextual
Semelhanças interpessoais
- Semelhanças de atitudes, opiniões, interesses, traços de personalidade,
competências cognitivas e socio-emocionais.
Proximidade física
- Efeito da mera exposição (Segal, 1974)
- Quanto menor a distância física entre duas pessoas maior é a
probabilidade de serem atraídas uma pela outra.
Funções dos grupos:
1. Função
Informativa
Os grupos ajudam-nos a validar ideias, crenças e opiniões.
2. Função Utilitária
Os grupos podem ser uma fonte de reforços, reconhecimento, poder;
contribuem para a auto-estima.
3. Função de Identidade
As identificações grupais também são parte da nossa imagem pessoal.
4. Função de Apoio Social
Os grupos são uma fonte
importante de apoio social
emocional e instrumental. O
apoio emocional depende
da comparação entre o ideal e o
real (percebido).
Apoio social e saúde
Baron et al (1990): apoio social e sistema imunitário
em cônjuges de doentes com cancro
• Relação positiva entre apoio social e sistema
imunitário em situações de Stress
• Apoio social como um amortecedor dos efeitos
psicológicos (depressão) e físicos (sistema imunitário) das situações indutoras
de stress (acontecimentos de vida negativos)
Apoio
Social e Satisfação Residencial
Gonzalez (2002): apoio social e satisfação residencial
num bairro típico de uma cidade
• Ambiente residencial: bairro, casa e vizinhos
• Relação satisfação residencial e apoio social, nomeadamente:
receber conselhos, ser defendido, tempos livres
• Relação entre recomendar o bairro para viver e
apoio social, nomeadamente: emprestar dinheiro numa emergência, convidar
vizinho para uma festa, cuidar da casa numa ausência, apoio em caso de doença
Como funciona um
grupo?
- Cooperação
* Nos grupos onde a
cooperação é elevada… as pessoas
sentem-se motivadas pelo trabalho produzido e mantêm uma alto nível de
frequência de comportamentos que as levam à solução dos problemas.
* Quando o comportamento
individual é importante para o sucesso do grupo… o indivíduo sente-se apoiado e aprovado pelos restantes membros do grupo.
Tal facto tende a aumentar o seu desempenho.
- Confiança
* Uma das condições
básicas para que os membros do grupo cooperem é a confiança que se
deverá desenvolver entre eles.
- Competição
* A competição não anula a
cooperação no seio do grupo… pelo
contrário, quando esta não é exagerada, satisfaz os participantes do grupo e
aumenta o seu desempenho. De um modo geral, a competição aumenta a interacção e
o dinamismo do próprio grupo.
- Coesão
* “é o resultado de todas
as forças que actuam sobre os membros para que permaneçam no grupo”.
* Assim, as pessoas que constituem um grupo devem
sentir alguma ATRACÇÃO entre si.
* As pessoas que partilham algo comum, partilham uma
certa IDENTIDADE.
Os grupos só são
coesos quando:
¤
Existe uma interdependência
entre os seus membros, trabalham em conjunto para um objectivo comum;
¤
Existe alguma
semelhança entre os membros do grupo;
¤
Existe oportunidade
de todos participarem nas
decisões.
O grupo apresenta
tanto mais sucesso, quanto mais coeso for!
A coesão do grupo aumenta quando há:
* Acordo quanto à tarefa e objectivos
* Frequência das interacções
* Atracção pessoal
* Competição entre grupos
* Avaliação positiva
A coesão do grupo diminui quando há:
* Desacordo quanto à tarefa e/ou objectivos
* Grupo muito grande
* Experiências desagradáveis
* Competição dentro do grupo
* Dominação por um ou vários membros
¨ Um grupo coeso é fundamental para as decisões de
rotina...
* Maior cooperação;
* Comunicação ampla e fácil;
* Aumento da resistência à frustração;
* Reduzida rotatividade da força de trabalho;
* Menor absentismo;
* Baixa tolerância para os preguiçosos…
¨
Porém… pensa-se que, quando é necessário criar novas
ideias para resolver situações ou novos problemas, o grupo coeso pode
apresentar algumas dificuldades:
* Vida difícil para quem entre de novo;
* Restrição à abertura de novas ideias;
* Resistência à mudança;
* Os outros grupos vêem-no como sendo de trato
difícil
Número ideal de membros de um grupo:
¨
Num grupo, o
grau de satisfação dos seus membros diminui à medida que aumenta o número de
participantes, porque estes têm menos probabilidades de se expressarem e de
apresentar os seus pontos de vista.
¨
Assim, um
elevado número de elementos, aumenta os problemas interpessoais, diminui a
unidade de acção e a realização da tarefa.

VANTAGENS QUE O
GRUPO APRESENTA
1- Tomada de decisão de maior risco;
2- Maior rapidez e eficácia na concretização dos objectivos;
3- Enriquecimento das decisões;
4- Divisão das tarefas;
5- Criação de laços de amizade;
6- Segurança;
7- Poder e influência face ao exterior.
DESVANTAGENS QUE O
GRUPO APRESENTA
1- Tomada de decisão empobrecidas (só quando as decisões são tomadas
tendo em vista os interesses da maioria, interessa mais o consenso do que uma
decisão válida e correcta);
2- Pensamento de grupo (só quando menosprezam os outros grupos
concorrentes);
3- Transformação do eu em nós (apesar de ser útil a transposição de
uma resposta unitária para o exterior, pode ter como consequência o aniquilar
das próprias pessoas e a sua submissão ao nós, que é o grupo)
Porque é que nos
juntamos em grupos??
1- Com vista a
atingir objectivos
¤ Objectivos utilitários
¤
Relacionam-se com necessidades do grupo em dinheiro, realização,
influência, etc.
¤ Objectivos de conhecimento
¤
Relacionam-se com a obtenção de informação, de conhecimento ou de um
consenso partilhado sobre a realidade entre os membros de um grupo.
¤ Identidade social
¤
Os grupos fornecem à pessoa uma definição reconhecida de um modo
consensual e uma avaliação de quem se é, como se deve comportar e como será
tratada pelos outros.
2 - Satisfação das
necessidades humanas
¨ Os grupos podem
constituir modos de satisfazer as necessidades humanas e de obter as
recompensas sociais, tais como a aprovação, pertença, prestigio elogio, amor ou
amizade.
¨ Grupos e tempo
¤
Os grupos
mudam com o tempo, à semelhança do que acontece com todos os seres vivos
n Novos membros aderem ao grupo e outros deixam-no.
n O grupo pode tornar-se mais coesos ou começar a
perder a sua unidade
Tais mudanças seguem, no entanto um padrão previsível.
¨ 5 Estádios de desenvolvimento de um grupo

¨ Estádios de socialização grupal

1 – Facilitação
social:
Processos
Colectivos
Efeito da presença de outros indivíduos nos
desempenhos individuais
Triplett (1898)
• Descrição do fenómeno
• Ciclistas do
campeonato americano: melhores resultados em conjunto com outros do que em contra-relógio
• Experiência: 40
crianças enrolavam canas de pesca mais depressa acompanhadas do que sozinhas
Zajonc
(1965): Hipótese Motivacional
• A presença de outros aumenta a motivação/estimulação
fisiológica geral: todos os animais, incluindo o homem, tendem a ser estimulados
pela presença de outros elementos da espécie
• A estimulação/motivação provoca uma tendência
para realizar a resposta dominante (comportamento mais facilmente e rapidamente
elicitado por um dado estímulo)
• O desempenho depende do tipo de tarefa
• tarefa fácil (simples e bem aprendida): resposta
dominante é a correcta e bem sucedida
• tarefa difícil (complexa e desconhecida): resposta
dominante é a incorrecta e mal sucedida
Facilitação Social
Presença dos Outros à Aumento da Estimulação à Reforço da resposta Dominante = Facilitação em tarefa fácil e Impedimento
em tarefa difícil
Cotrell
(1968): Teoria do Receio de
Avaliação
• A presença de outros produz facilitação social quando
estes são percepcionados como potenciais avaliadores
• Experiência: sujeito a desempenhar uma tarefa
a) Sozinho
b) 2 Acompanhantes
c) 2 Acompanhantes de olhos vendados
• Resultados: melhores desempenhos na condição b);
igual desempenho nas condições a) e c)
Sander
(1981): Teoria do Conflito Atencional
• A distracção durante o desempenho de uma tarefa cria
um conflito de atenção entre a tarefa e o estímulo
• O conflito aumenta a estimulação/motivação, com os
resultados possíveis (facilitação ou impedimento)
• Nem sempre a presença de outros pode provocar distracção.
A distracção também pode ser provocada por outro tipo de estímulos (não só
sociais)
2 - Desmobilização Social
_ Tendência para fazer menos esforço no desempenho
de uma tarefa simples, quando os contributos individuais não são identificáveis.
Ringelmann
(1913)
• Desempenho individual diminui quando os sujeitos
estão em conjunto a realizar uma tarefa simples (ex: puxar uma corda)
Ingham
et al. (1974)
• A desmobilização deve-se ao menor esforço e não descoordenação
• Exp: máquina de puxar corda; sujeito de olhos
vendados; 2 condições: “está sozinho” e “está acompanhado”
• Resultado: mais força na condição “está sozinho”
Latané
et al.(1979)
• Experiência: sujeitos a bater palmas e gritar
sozinhos ou com mais sujeitos (2,4, e 6)
• Resultado: pressão do som por sujeito menor à
medida que o nº de sujeitos aumenta
Condições
de diminuição
• Quando as pessoas
acreditam que o seu desempenho pode ser avaliado e identificado
• Quando o conjunto espera ser punido por mau
desempenho
• Quando o grupo é pequeno
• Quando o grupo é coeso
• Modelo do esforço colectivo (Karan &
Williams, 1993, 1997): os indivíduos esforçam-se mais numa tarefa colectiva
quando acreditam que os seus esforços os ajudarão a conseguir os resultados
valorizados por eles
Ex: quando a tarefa é importante ou o sujeito
acredita que o seu esforço é necessário para o resultado
3. Apatia Social
Comportamento
de Ajuda
- Factores Situacionais: “Quando é que ajudamos?”
(1) Presença de observadores
Numa situação de emergência, a probabilidade de
ocorrência de um comportamento de ajuda depende do número de observadores
presentes
•Apatia Social: Darley
e Latané (1964, 1968

(2)
Lugar onde vivemos
A densidade populacional é um preditor do comportamento
de ajuda
(3)
Tempo disponível
(4)
Factores emocionais
O humor positivo aumenta a probabilidade de
prestar ajuda
(5) Modelos e normas sociais
-
Factores Interpessoais: “Quem é mais provável ser ajudado?”
(1)
Características percebidas na pessoa necessitada
• Indivíduos mais bonitos e mais simpáticos têm
mais probabilidade de serem ajudados
• O comportamento de ajuda é mais provável quando
a situação é percebida como fora do controlo do sujeito em emergência
(2)
Ligação com o outro
• Ajudamos quem é semelhante a nós
• Ajudamos quem tem mais significado para nós (por
oposição a estranhos)
• Os
homens ajudam mais as mulheres em situação de perigo; as mulheres ajudam mais
os amigos em situações do dia-a-dia do que os homens
Self
Na PS contemporânea o
Self e construto conexos constituem materiais importantes de explicação do
comportamento social.
Só nos conhecemos através
dos outros, e a nossa compreensão dos outros depende do conhecimento que temos
de nós próprios.
à Construção do self
QUEM SOU EU?
¨
As respostas
dadas incluem os aspectos do self que são mais salientes para si. O que
demonstra que existem diferentes tipos de processos de definição do self, isto
é diferentes maneiras de se definir.
¨
Temos uma
concepção do self por causa das nossas interacções com as outras pessoas. A
internalização destas interacções sociais faz parte do que pensamos sobre nós
próprios.
AUTOCONCEITO
n Segundo Rosemberg (1979), pode ser definido como o
conjunto de pensamentos e sentimentos que se referem ao self enquanto
objecto.
n O auto conceito não constitui necessariamente uma
visão “objectiva” do que somos, mas antes um reflexo de nós próprios tal qual
nos percepcionamos.
¨
O nosso
autoconceito armazena uma vasta quantidade de informação acerca das nossas
experiências e relações sociais.
¨
Todavia,
qualidades que nos diferenciam de outras pessoas, tendem a ser mais salientes
que os nossos atributos mais comuns.
¨ O self conhecido e conceptualizado por William
James (1980)

O sef é simultaneamente um
livro repleto de conteúdos fascinantes recolhidos ao longo do tempo, e o
leitor do livro que num dado momento pode ter acesso a um determinado
capítulo ou acrescentar um novo!
Origens do self:
¤
Avaliação
reflectida
¤
Comparação
social
¤
Comparação
temporal
¤
Autopercepção
Interacção social e
Identidade social

Adquirimos os três
elementos da identidade social através da interacção social com os
membros dos grupos com os quais nos identificamos.
Definimos a nossa
identidade social por:
- Comparação social directa
- Auto-percepção

Avaliando o self: auto-estima
Refere-se à avaliação de
si próprio(a), seja de modo positivo ou negativo, e contem julgamentos sociais
que as pessoas internalizaram. Também abarcam numerosos auto-esquemas; as
pessoas avaliam-se a elas próprias de modo favorável nalguns, mas não nos
outros. (Fleming e Courtney, 1984)
A auto-estima resulta
da avaliação constante do próprio.
¤
O resultado
final resulta da comparação entre o Eu real (o que sou na realidade) ,
o Eu ideal (o que eu gostava de ser) e o Eu normativo (o que as
normas da sociedade dizem como eu devo ser).
¤
Resulta da
avaliação do valor dos grupos de pertença e do grau de identificação
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