domingo, 13 de maio de 2012

teorias da personalidade


1- Pessoa/ individuo/homem
Uma pessoa difere de homem que difere de indivíduo.
Nasce indivíduo, transformo-me num homem e torno-me uma pessoa.
Individuo/ser individual: designa-se por um ser indivisível, que não se pode dividido, no sentido que deixava de ser aquilo que é, é portador de uma essência não transmissível, ou seja, não se pode dar um pouco de nós a outro ser. Noção que respeita o homem e a mulher
Todo o indivíduo e toda a pessoa são inefáveis
Segundo Johari que defende a teoria das janela dos quatro vidros. Existe quatro possibilidades:
A – eu conheço e os outros também conhecem (ex: a palma da mão)
B – o outro conhece e eu não conheço (ex: a expressão do meu rosto)
C – eu sei que posso, mas os outros não sabem (olá. tudo bem? Tá tudo e contigo? (fogo que chato)
D – nem os outros conhecem, nem eu,
Homem:
O homem é um ser bio – psico – social. Tem uma perspectiva biológica, psicológica e social.
O homem é o produto da hereditariedade + o organismo + o meio físico.
O Homem é uma substancia individual da natureza racional, pode ser considerado como um animal que fala ou como um animal que ri, onde rir é sinal de humor, onde percebe certas diferenças que os outros não conseguem ver.
Pessoa: é considerado um homem e um indivíduo. É um homem que pratica o bem. É um ser pensante e inteligente capaz de razão e reflexão que pensa em diversos momentos e em distintos lugares e que o faz somente através do sentimento que possui das suas próprias acções.
Quando estudamos a personalidade, tomamos da pessoa uma parte.
A personalidade é uma parte da pessoa, é como a pessoa se manifesta.

*2- Tríade fundamental (vontade, sentimento, conhecimento)
O querer desempenha uma função fundamental na nossa vida.
A vontade é uma manifestação da vontade do querer, ou seja, representa o “querer” ou “não querer” de algo. É considerada uma estrutura, uma necessidade que permanece.
A vontade é como a energia, não se vê só se vê o seu efeito. O 1º Impulso é necessidade), pois o homem está permanentemente a desejar.
O sentimento é uma afeição que tem a ver com o agrado (amor) ou com o desagrado (ódio).
O sentimento não é unívoco, ao contrário da vontade, não tem uma só direcção, porque o sentimento é uma afecção.
Nem a vontade nem o sentimento são verbalizadas.
O sentimento e a inteligência funcionam de uma ponto de vista da unidade que somos mas não se deve confundir.
O conhecer, é o que se chama pensar, e o pensar.

*3- Pensamento racional e mito
Consciência: estado de espírito que nos vai atestando a cada momento aquilo que não só se passa connosco mas também aquilo que se passa à nossa volta. É o que me dá conhecimento que eu sou e como sou. A consciência tem diversos modos de existência, p.e. consciência psicológica (pensar/dar-se conta), consciência biológica (vai testando como nos sentimos p.e. estar doente é aquilo que vai dando o “relatório” do que o que se passa fisiologicamente) e temos consciência moral (faz juízo de valores sobre aquilo que fiz). Sincrónica (dar conta a cada momento daquilo que se vai passando. Há um aspecto que é integral) e a Diacrónica. Pode-se falar de uma consciência reflexiva (reflecte sobre si mesma) ou consciência espontânea, pode-se falar de consciência interior (eu) e uma consciência exterior (mundo).

4- Factores da formação da personalidade
As formações de personalidade podem ser: genéticas, ou seja, relacionadas com a hereditariedade, que se define como um processo pelo qual um organismo vivo transmite aos seus descendentes as características que lhes são próprias por intermédio dos genes. Esta transmissão consiste em dar ao novo ser, o poder de produzir determinadas substâncias específicas dos progenitores, por vezes esta transmissão pode resultar em deformações, mutações, deficiências e doenças.
Podem também realizar-se através das aprendizagens que é uma função do cérebro e das suas complexas funções que podem ser cognitivas, sociais, papeis/atitudes, estatuto (ligado ao lugar que a pessoa se encontra ligado relativamente à hierarquia).

Personalidade:
A Personalidade é um termo com vários significados
A Personalidade- “persona” (latina,significa pensar) à Proposon = Mascara
A personalidade é o que consta da pessoa, aquilo que soa.
Somos como máscaras para os outros, no sentido que modifico a minha cara em função da ideia que quero transmitir aos outros, digo o que quero que os outros pensem, e nem sempre transmito o que sou na realidade, ou seja, Nós não dizemos aos outros como somos, o que estamos constantemente a dizer-lhes é como queremos ser entendidos, isto é, tratados. Eu sou a minha história, ou seja, eu sou aquilo que fiz.
A personalidade é uma figura em que a sua forma da realidade vai se modelando nos seus actos. O estudo da personalidade poderia dividir-se à partida em duas vertentes: a das personalidades “normais” e a das personalidades patológicas.
Mas pode dividir-se em: - Normal (é o que não produz estranheza nem chama à atenção. Tem a ver com a cultura. Deve ser entendida como um todo); - Quase normal; - Pseudo – normal; - Boder line; - Patológica (anormal) e – Sociopata.
Personalidade = temperamento (organismo, corpo) + carácter (marca, ethos))
Jacob Moreno, a dimensão social é a alma da personalidade, esta não separada dos outros, nem uma interioridade escondida, é um conjunto de papéis sociais, e a capacidade de representá-los e modificá-los.
Karl Jaspers: Apesar das enfermidades produzirem alterações da personalidade, pode transmitir que as enfermidades mentais são enfermidades da personalidade.
Schneider define a personalidade de um indivíduo, como: “ o conjunto dos seus sentimentos e valores. Exclui as capacidades de compreensão dos juízos e pensamentos lógicos, a crítica e independência do juízo, a memória, uma palavra: inteligência.
Millon e alguns outros autores, a personalidade acaba por conceber-se como “ um conjunto características psicológicas interiorizadas, em que a maior parte são inconscientes e difíceis de mudar, e expressam-se automaticamente em todas as áreas de funcionamento do indivíduo.
ADLER introduziu o termo “complexo de inferioridade” que expõe a ideia de que todos nascem com um sentimento de inferioridade derivado de deficiências orgânicas ou psicológicas, reais ou fantasiosas.
KARDINER: define que a personalidade básica é determinada por instituições sociais primárias, por exemplo: organização da família, regras ou costumes de educação. E por instituições secundárias, que são determinadas pelas primárias sendo ela que por sua vez determina as instituições secundarias (religiões, mitos, sistemas de valores, ideologias) de maneira a revelar-se como se sendo o “no” das interacções entre o individual e o social. Diz ainda que a PERSONALIDADE = TEMPERAMENTO + CARACTER
Hipócrites e Galeno, teoria do temperamento: Personalidades:
Sangue – sanguíneo (Alegre, sociável, confidente, optimista, activo, dinâmico) à ar
Linfa – linfáticos/fleumáticos (indiferente frio) à agua
Bílis negra – melancolia (triste, pessimista) à terra
Bílis amarela – bilioso/colérico (agressivo) à fogo
O corpo humano contém sangue, linfa, bílis e atrabílis e através destes, o homem sente dor e/ou saúde. A dor é sentida quando um destes elementos está em minoria, em excesso ou está isolado no corpo sem se combinar com todos os outros.
ERNST KRETSCHNER (tipos de personalidade):
Picnicos (BARRIGA LARGA) (activos, simpáticos, correspondente aos sanguíneos.
Leptossónicos (letos-grego “delgados”, magros e altos, correspondente ao linfático, não tem porte atletico)
Atléticos (pouco beneficiados pela inteligência)
Displásticos (aleijado, alguma disfunção corporal, anca displantica)
Atípicos (os que não se enquadram nos anteriores)
Jung (psicanálise de Freud):
Primários: activos, emotivos e ansiosos)
Secundários: calmos, dão a vez de falar/esperam, reservados, tranquilos,
Le Semme:
Extrovertidos: primários de Jung
Introvertidos: secundários de Jung
HEYMANS/WIERSMA (categorias da personalidade):
Emotivos/não emotivos – “pavio” curto/indivíduo passivo
Activos/não activos
Primários (resposta rápida, impulsiva) / secundários (capaz de fazer grandes discursos) (ressonância, maneira como o individuo responde)
Tipos de personalidade:
Amorfos: sem forma; Apático: indiferentes; Sanguíneos; Fleumáticos; Nervosos: corresponde aos biliosos; Sentimentais; Coléricos e ; Apaixonados preocupam-se muito com os problemas dos outros, muito participativos

5- Temperamento e carácter
Personalidade = temperamento (organismo, corpo) + carácter (marca, ethos))
Hipócrites e Galeno, teoria do temperamento: Personalidades (lá atrás)
Temperamento: É o tempero da pessoa, é como um ingrediente que forma o que somos, ou o que nos constitui (organismo)
Está relacionado com uma instituição constitucional ou corporal. BOSS e PLOMIN concluíram que os temperamentos são principalmente herdados e formam parte da dotação genética com que nascemos.
Refere-se à qualidade no humor, a prontidão e intensidade das reacções emocionais.
O aspecto temperamental da personalidade é geralmente considerado como constitucionalmente determinado e geneticamente fundamentado.
É à forma de um indivíduo reagir, na dependência de factores biológicos nomadamente do sistema nervoso e endócrino. É à forma de um indivíduo reagir, na dependência de factores biológicos, nomeadamente dos sistemas nervosos e endócrinos o temperamento está relacionado com a constituição do indivíduo (factor morfológico) da qual depende, influi sobre o carácter.
Carácter: Refere-se à natureza ética do Homem. Mais tarde passou a ser sinónimo de feitio. São características fisiológicas e morfológicas q distinguem um indivíduo dos outros. É um conceito que se desenvolve ao longo da existência do indivíduo, que lhe proporciona os seus traços característicos levando a formas de conduta relativamente fixas e estáveis.
Questões ligadas ao carácter: bem, mal, dever, culpa, arrependimento, remorso, má fé, falsa fé, perversão, dignidade.
Os traços de carácter podem ser entendidos como formações de compromisso entre pulsões e defesas.
Antes que a designação de motivação se tivesse tornado usual designava-se pelo termo carácter tudo o que na personalidade, não pertencia nem as aptidões nem ao temperamento.
Carácter diz que a disposição psíquica na qual domina a energia da vontade. Diz-se que um homem não tem carácter quando os traços da sua personalidade são fracos, ligeiros, mutáveis.
Está relacionado com a dimensão moral.

6- Freud (sexualidade infantil e teoria..)
Freud lançou as bases de uma psicologia instintiva e afectiva, abre vias novas À sociologia, a história, a religião e ao estudo da civilização.
Freud observa que as associações eram rapidamente inibidas de uma resistência (dá-se o nome de resistência a tudo o que nos actos e palavras do analisado se opõem ao acesso deste ao seu inconsciente, isto é, por um mecanismo inconsciente de oposição às imagens induzidas. A este mecanismo dá-se o nome de recalcamento (O processo de recalcamento não consiste em aniquilar a ideia que representa uma pulsão, mas em impedi-la de se tornar consciente; é o 1º dos mecanismos de defesa destinados a preservar a integridade do ego)
Freud designa por libido a energia (considerada como uma grandeza quantitativa mas ainda não medível) das tendências.
Sexualidade Infantil: Período pré-genital:
1ª Fase - oral (1º ano de vida) – fase oral passiva (1ºs seis meses) e fase oral agressiva (sádico - oral)
2ª Fase sádico -anal – fase de defecação e a fase da retenção das fezes
3ª Fase fálica (3/5 anos)
3/5 Anos – complexo de Édipo
Período genital
4ª Fase – latência (dos 5 aos 12 anos)
5ª fase – genital (12 anos)
Estádio oral: Segundo Freud, o ser humano já nasce com um conjunto de pulsões (inatas), ou seja, nasce com id. O ego forma-se no primeiro ano de vida, de uma parte do id que começa a ter características próprias. Formam-se pela consciência das percepções internas e externas (visuais auditivas). As zonas erógenas são a boca e os lábios. O prazer está ligado ao chupar e mais tarde ao morder. Uma grande fonte de satisfação é a alimentação, o mamar. O bebé sente-se ligado à mãe, porque cuida dele e o alimenta, e o desmame irá corresponder a uma frustração. A presença da mãe dá prazer e a sua ausência frustra, pois sente-se muito ligado à mãe pois é esta que o alimenta. Quando existe uma fixação na fase oral: ocorre dependência de álcool, obesidade, etc
Estádio anal: Neste estádio, a zona erógena corresponde ao ânus, a estimulação desta parte do corpo dá prazer à criança. O desenvolvimento psicomotor e a maturação permitem que a criança expulse e de retenha as fezes e a urina, existe o controle de esfíncteres. A criança é mais autónoma relativamente à mãe e tende a realizar as suas vontades, vacilando entre cumprir ou não as regras de higiene propostas pela mãe.
Estádio fálico:Nesta fase, a zona erógena é a região genital, o órgão sexual constitui a fonte de prazer. É a altura que surge a curiosidade de saber como nascem os bebés e as crianças reparam já nas diferenças  reparam também na relação dos pais. Podem existir alguns comportamentos de “voyeuristas” (o espreitar). É neste este período que surge o complexo de Édipo (menino identifica-se com o pai para tentar conseguir uma mulher como a sua mãe), e se forma o superego. O superego tem funções morais e é constituída pelos pais pais imaginários, idealizados na infância.
Estádio de latência: Neste período de latência, existe um desenvolvimento de competências e à aquisição de aprendizagens escolares, sociais e culturais. A criança aprende, por exemplo, qual o papel da mulher e do homem na sociedade em que está inserida. Como já existe o superego, já existem as preocupações morais que levam a sentimentos de vergonha, nojo, que retêm a libido.
Estádio genital: a sexualidade é reactivada. Reaparecem problemas do estádio fálico, como o complexo de Édipo. As escolhas sexuais fazem-se, agora, fora do meio familiar.
Inconsciente ID: é o acento das pulsões e dos desejos recalcados. Reservatório das pulsões instintuais desorganizadas, Pensamento do Processo Primário, Não é sinônimo de inconsciente (ego e superego também têm partes inconscientes). Conteúdo mantido fora da atenção  consciente através da repressão, desejos que buscam gratificação. Pulsões instintivas (instintos sexuais). Pensamento do processo primário. Separadas de conexões com símbolos verbais.
Subconsciente – Ego: controla, o acesso a preocupação e a acção. Pensamento abstrato, lógico. Expressão verbal. Orgão executivo da psique. Controla motilidade, percepção, contato com a realidade. Mecanismos de defesa: adiamento, modulação da expressão dos impulsos do id. Parte consciente, pré-consciente e inconsciente. Substitui princípio do prazer por princípio da realidade. Inicialmente: Id↔ Mundo externo (bebês). Posteriormente: Id ↔ Ego ↔ Mundo Externo. Ideal do Ego: O que se DEVE fazer. Função: Controle e regulagem das pulsões instintuais. Julgamento. Teste de realidade. Relações objetais. Função sintética do ego (organização, coordenação, generalização, simplificação).
Consciente – super ego: forma-se pela interiorização das imagens idealizadas dos pais. Consciência moral. Ideais, valores internalizados a partir dos próprios pais. Herdeiro do complexo de Édipo. 5-6 anos.
O jogo combinado do ego e do super-ego, assegura a defesa contra as pulsões e os desejos recalcados.
PULSÃO E DESEJO: a pulsão é um efeito que transforma a função da fala numa ficção e o campo da linguagem numa espécie de encanto. A primeira pulsão q interessou a Freud foi a pulsão sexual. Esta impôs-se-lhe através do discurso da histeria. Histeria: é uma neurose que se exprime fisicamente (por conclusões, paralisias e dores) e psiquicamente (por delírio, angustia e alucinações). É forjada por uma necessidade sexual excessiva e aversão. Sexual exagerada.

7- Big five
Modelo da personalidade dos 5 factores causais (ex: modelo da personalidade dos 5 grandes factores (Robert Macraz, Paul Costa) – teoria da linguagem –BIG FIVE (Goldberg)
Ligados a análise factorial – método estatístico que tem como finalidade isolar aquelas que são mais significativas.
O método da análise factorial apenas cria um instrumento estatístico, não é uma teoria da personalidade. Esta análise desenvolveu-se sobretudo no contexto da psicometria.
O modelo dos 5 factores começou por ser estudado por dois autores: R. Cattell e Jurgens Eysenk, encontram através de análises, 16 termos descritivos da capacidade humana aos quais lhes chamou traços.
Neuroticismo: avalia a adaptação e a instabilidade emocional. Identifica sujeitos com propensão para a descompensação emocional, ideias irreais, desejos e necessidades excessivas. Factos: Ansiedade (tensão, nervos), Impulsividade (carência de controlo), Stress, Depressão (culpa, desespero), Hostilidade (enfadado, chateado, amargura).
Extroversão: avalia a quantidade e qualidade das interacções interpessoais, necessidade de estimulação e a capacidade de exprimir alegria. Factos: Tranquilo (amável, sociável), Emoção positiva (alegria, amor), Assertividade (dominante, líder).
Abertura à experiencia: avalia a procura, apreciação da experiência por si própria, exploração do não familiar. Factos: Fantasia, Sentimento (receptivo, intensidade), Acção (movidade e variedade), Ideia (curioso, mente aberta).
Cordialidade: avalia a qualidade da interacção interpessoal. Factos: Confiança (honesto, boa intenção), Fraqueza (sincero, ingénuo), Altruísmo (generoso, ajuda), Conformismo (perdão)
Consciênciosidade: avalia o grau de organização, motivação no comportamento orientado para um objectivo. Contrasta pessoas que são de confiança com aquelas que são preguiçosas e descuidadas. Factos: Competência (capaz, prudente), Ordem (limpo, bem organizado), Sentido de dever (cumpridor, domínio da ética), Auto-disciplina (persistência em tarefa, motivação intrínseca)
Cattel fala em 16 factores.
Eysenk fala em apenas 3 à extroversão/introversão (sociável, vivo / vigoroso, assertivo), neuroticismo/estabilidade emocional (ansioso, deprimido, preocupado, humor variável) e psicoticismo/controlo de impulsos (insensível, egocêntrico, frio) agrupa desrespeito pelas regras, impulsividade, agressividade e individualismo .
Eysenk entendia que os cinco factores não apresentavam um avanço em relação aos 3 que ele propõe devido a consiguirem inteirar-se notro aspecto, como P.E. a amabilidade pode obter-se pela conscienciosidade menos o psiquismo.


8- Motivação e necessidade de maslow
Abraham Maslow: considerado como fundador do movimento da psicologia humanista. Apesar da sua teoria ter recebido vários nomes, Maslow prefere teoria holístico-dinâmica , este considerava a natureza humana basicamente boa. Motivação como motivo do comportamento/personalidade humana.
Tríade fundamental do psiquismo humano: conhecimento, sentimento e vontade: perspectiva psicológica: motivação, Inteligência/ vontade; Perspectiva ética: disposição de determinadas acções e Perspectivas metafísicas: vontade confunda-se com força.
A vontade é como a energia, não se vê só se vê o seu efeito. O 1º Impulso é necessidade), pois o homem está permanentemente a desejar.
A motivação é o termo genérico que designa o conjunto de mecanismos biológicos e psicológicos que permitem o desencadear da acção e da orientação.
Maslow faz uma pirâmide de necessidades/vontades: Necessidades; Auto-realização; Nec estima; Nec amor, afecto; Nec segurança e Nec fisiológicas
2 princípios: princípios da emergência: as diversas necessidades só surgem depois das fisiológicas realizadas e assim sucessivamente, e o princípio da dominância que diz que a auto satisfação numa delas pode levar o indivíduo a não necessitar das outras.
Complexo de Jonas: as pessoas não chegam ao cume (auto-realização) porque tem medo que os outros os achem melhor que outros.
As motivações podem ser primárias e secundárias. A motivação primária é a inclinação para agir que caracteriza um organismo superior (quando no estado de necessidade biológica). A motivação secundária é a incitação para agir adquirida por condicionamento ou aprendizagens (sendo a aprendizagem uma mudança, e resultante de uma experiencia anterior). A motivação é o processo por intermédio do qual os indivíduos atingem os seus fins.
A motivação é um dos elementos integrantes do processo do acto voluntaria.
K:Toda a motivação arranca de uma necessidade, gera um impulso, é reforçada por incentivos e termina numa recompensa. E a frustração desencadeia-se quando aparece um obstáculo entre a necessidade e o objectivo.

9- Bandura
Bandura: personalidade com base na aprendizagem.
Albert Bandura: É o autor que liga a aprendizagem a personalidade - neo-behaviorista- perspectiva histórica evolutiva da aprendizagem.
Precursores de Schinov e Pavlov à teóricas da aprendizagem.
Pavlov é um dos primeiros que explicou o problema de aprendizagem, explica como é a aprendizagem por condicionamento clássico. Era fisiologista, estava interessado na digestão. Utilizava como participantes cães, ele punha um ofício no focinho para analisar a quantidade de saliva que eles produziam
Dos dois precursores nasce o behaviorismo. Um estímulo corresponde a uma resposta. Dizem que não há nada antes, há uma caixa negra, há um sinal sonoro (estimulo) e a resposta (saliva do cão).
Origem do behaviorista de primeira linha: Skinner (o condicionamento instrumental - Quando os acontecimentos tinham consequências positivas aumentavam o tipo de comportamento. Era a base de reforços / recompensas era a base da alimentação). A caixa negra e a relação E-R mantêm-se.
E Watson utilizaram uma criança de 9 meses, Albert, apresentaram um rato branco de peluche. Antes de o condicionarem viram o que o Albert fazia com o rato (brincou). Quando Albert brincava com o rato, batiam com um martelo numa barra de ferro, fazendo várias vezes, quando o pequeno brincava. Fizeram com que o albert ficasse com medo do rato e ele generalizou, ou seja, ficou com medo de animais de pelo branco ou barbas brancas.


Bandura é um autor cognitivista, na medida em que presta particular atenção às variáveis mediadoras da aprendizagem. A sua teoria da aprendizagem social dá um papel importante aos processos simbólicos e cognitivos e ao seu papel na aquisição e reprodução do comportamento.
Dr Bandura desfez a formula E-R, pois coloca um intermédio, X antes da resposta à E – X – R à teoria sociocognitiva – aprendizagem social e motivacional. Essa incógnita intermédia é designada por: variáveis cognoscitivas internas. Bandura parte também do pressuposto que o comportamento é condicionado por reforços e expectativas, mas acrescenta que este pode ser adquirido na sua ausência. Defende que a maior parte da conduta humana aprende-se através do ex: seja de maneira intencional ou acidental. Aprendemos a observar as outras pessoas e a conformar a nossa conduta com a delas.
Diversas maneiras de aprendizagens:
1º por condicionamento: Clássico (Pavlov) e Instrumental/operante (Skinner); e de Ensaio e erro; insight; Imitação; Modelagem (Bandura) – aprendizagem é igual à imitação, mais processos cognitivos. à 1º atenção, 2º retenção mental, 3º reprodução do modelo e 4º consequências
A modelação é o termo que substitui imitação
A modelagem é o que os professores fazem aos alunos, dão-nos informações que serão utilizadas para um determinado comportamento.
Mediante a modelação, a observar a conduta de um modelo e repeti-la, é possível adquirir respostas que nunca realizara-mos antes e fortalecer ou debilitar respostas s.
A demonstração clássica de Bandura inclui o boneco bobo.
Experincia:Coloca um boneco de plástico insuflável de 1m20, coloca-o numa sala e existem dois grupos, um grupo que vê os assistentes a baterem no palhaço, e um grupo que não vê nada. Os que observaram os assistentes a baterem no boneco, algumas crianças batem-lhes também. Os que não viram, reagem normal. à Grande parte do nosso comportamento é feito através de imitação à fonte de aprendizagem simples, para coisas simples. Ex: aprender a varrer, não é necessária inteligência.
Bandura usa a imitação para aprendizagem e depois utiliza a modelação. Esta já envolve cognição, tratamento cognitivo, o que se passa no X são teorias cognitivas.
Teoria sociocognitiva - Constituída por 5 pontos fundamentais:
Plasticidade humana – diz respeito à capacidade que toda a criança normalmente tem para aprender. Nascemos com a capacidade de aprender, aprendemos a andar, a falar.
Modelo de causação triádica recíproca – tem 3 factores: comportamentos, ambientes e pessoas. PE: vim para a lusófona porque um amigo meu cá anda. Na minha vida existe situações ocasionais que decidem a minha vida. São três factores que interagem mutuamente.
Agencia humana – é o X, é o resultado da nossa actividade. Existe três factores: intencionalidade, premeditação, auto-reactividade e flexibilidade. A intencionalidade significa que fazemos coisas com intenção, não se pensa só por pensar, pensamos com algum objectivo, pensamos para atingir um fim. Premeditação significa que fazemos coisas depois de reflectir. Auto-reactividade e de é decidir uma coisa em função de uma recompensa ou punição. E a última, a flexibilidade é a capacidade de uma pessoa decidir por isto ou por aquilo. significa que as pessoas podem e, de facto, exercem um certo controlo nas suas vidas.
Factores internos e factores externo. I- diz respeito a auto-observação, ao meu critério. E- influenciam o meu comportamento provem do meio físico e social.
Agência moral – não diz respeito à religião, de alguma maneira adaptamos o nosso comportamento a um determinado acontecimento. Ex: eu queria ir a uma aula, mas não me apetece ir, mas não posso faltar por causa das faltas. Adoptamos os comportamentos aos acontecimentos com flexibilidade.
Em suma, a teoria rejeita as forças interiores (impulsos – Freud), e estímulos ambientais (devido à agencia moral). E – R é substituído por E- variáveis cognoscitivas internas – R

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